<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870</id><updated>2012-02-11T20:18:57.587Z</updated><category term='Festival Cannes 2010'/><category term='Wim Wenders'/><category term='Pina Bausch'/><category term='Junkie awards'/><category term='Documentário'/><category term='3D'/><category term='2011'/><category term='Fantasporto'/><category term='Oscar'/><category term='Oscares 2011'/><category term='Mendoza'/><category term='Oscares 2010'/><category term='Antonioni'/><category term='Filme Estrangeiro'/><category term='programação'/><category term='programa'/><title type='text'>cinemajunkie</title><subtitle type='html'>cinemajunkie</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>121</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1926325670339302834</id><published>2012-01-31T12:23:00.000Z</published><updated>2012-01-31T12:23:15.091Z</updated><title type='text'>Sangue do meu Sangue</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PPedh7vAOHA/TsVSoSz2NnI/AAAAAAAAA8Y/LbbFkSf4Fp0/s1600/sangue-do-meu-sangue_4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="360" src="http://1.bp.blogspot.com/-PPedh7vAOHA/TsVSoSz2NnI/AAAAAAAAA8Y/LbbFkSf4Fp0/s640/sangue-do-meu-sangue_4.jpg" title="Sangue do meu Sangue" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1625155/"&gt;Sangue do meu sangue&lt;/a&gt; de João Canijo, 2011 Portugal, 8/10&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1941704/" target="_blank"&gt;Trabalho de actriz, trabalho de actor&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de João Canijo, 2011 Portugal, 9/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sangue do meu sangue" é uma continuação linear na filmografia de Canijo depois da anormalidade não ficcional que foi Fantasia Lusitana. Este é&amp;nbsp;um filme decorrente dos seus precedentes, mas vem com um objecto estranho apenso. Já&amp;nbsp;tínhamos&amp;nbsp;visto como temas: os limites de um amor incondicional e uma família a ruir, em "Ganhar a Vida", "Noite Escura" e "Mal Nascida",&amp;nbsp;mas mulheres como fortalezas a tentar reparar &amp;nbsp;brechas de estragos emocionais ainda comove. O novo filme de Canijo continua a tradição do impacto visceral dos seus últimos filmes, pela forma&amp;nbsp;íntima como nos coloca perto do seu centro de acção, a família nuclear em desintegração. O cenário é um bairro pobre na periferia de Lisboa e a história é suportada pelos habitantes de uma casa, reféns dos seus comportamentos. As duas figuras centrais dividem a família no que concerne a afectos e às consequências que daí advêm: a mãe, Márcia, por Rita Blanco, é próxima da filha, tenta &amp;nbsp;protegê-la de repetir o seu passado;&amp;nbsp;a irmã de Márcia, por Anabela Moreira, é próxima e cúmplice do seu sobrinho, um delinquente intranquilo, a única coisa a que ela ainda dá importância.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os três filmes anteriores de Canijo eram adaptações de tragédias gregas, ancoradas em textos clássicos, e isso contagiava a estrutura do filme com um fatalismo vertiginoso, transpiravam tragédia. Este "Sangue do Meu Sangue" continua a ser fatalista, mesmo sendo uma tragédia portuguesa, e esse fatalismo bastante português. A estrutura mantém-se: primeiro, um cenário isolado do ambiente circundante, como uma pequena amostra ampliada de um todo, como a comunidade portuguesa em Paris, o bar de alterne no norte, a aldeia no interior do país e agora a periferia urbana -&amp;nbsp;cenários semelhantes quanto à sua marginalidade, mas onde se projecta todo o país. Depois, assistimos ao desfiar de um drama de relações amorosas e familiares distorcidas com ligações que se confundem entre si, e aos&amp;nbsp;sacrifícios&amp;nbsp;necessários para pagar os pecados cometidos entretanto, na procura de uma redenção pírrica e sem esperança. Ainda que a&amp;nbsp;construção&amp;nbsp;da história tenha pontos em comum com os filmes anteriores,&amp;nbsp;e o palco se mantenha parecido,&amp;nbsp;é através de uma cuidadosa e ardente encenação que Canijo nos mostra o domínio do seu método de expiação comunitária. As cenas hipnóticas das refeições em família, e as inquietações antes de adormecer são coreografadas de forma a&amp;nbsp;manobrar a geografia do espaço, até esta se tornar a geografia da família, enclausurada também pelas conversas que se ouvem sem querer.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num filme que tanto pertence também aos actores o&amp;nbsp;elenco é algo&amp;nbsp;desequilibrado. Beatriz Batarda é tão distante que é inexistente, Marcello Urgeghe é uma caricatura incapaz de expressão e Cleia Almeida continua presa ao sotaque e maneirismos infantis de "Noite Escura", perdida noutro filme. Por outro lado, Nuno Lopes é eficaz na economia de palavras, Rita Blanco é&amp;nbsp;irrepreensível&amp;nbsp;e segura com subtileza, mas Ana Almeida &amp;nbsp;faz esquecer tudo o resto com uma intimidade e entrega feroz. Este&amp;nbsp;desequilíbrio&amp;nbsp;entre os actores reflecte-se nas próprias personagens que revelam diferentes níveis de complexidade, talvez produto da liberdade concedida aos actores para as desenvolverem. Com cada um a partir numa direcção diferente, na procura de uma ideia autêntica, a multiplicidade de autores confunde e sente-se a falta de uma voz unificadora. Através do documentário "Trabalho de actriz, trabalho de actor" temos acesso ao &amp;nbsp;método de criação e preparação para este filme. É uma janela corajosa que permite observar o crescimento das personagens nos vários ensaios, ao sabor dos próprios actores, e o papel destes na recriação da realidade. O documentário mostra o processo de imaginação e idealização de uma certa realidade portuguesa marginal a outras pessoas, expondo assim outros atributos de uma identidade nacional, pela pesquisa efectuada e escolhas &amp;nbsp;dos actores para chegar à ideia do que é um português de periferia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um interesse antropológico no cinema de Canijo que pode passar por perverso. O cinismo advém da observação repetida de personagens socialmente marginais em dificuldades e a&amp;nbsp;consequente&amp;nbsp;desumanização dessas personagens,&amp;nbsp;através da sua redução a um animalismo comportamental do qual não conseguem escapar. Como Canijo não filma o real, mas um ideal recriado da realidade, uma ideia imaginada do que é um português de classe baixa, há o perigo desta caracterização parecer condescendente. O filme recorre a atalhos para caracterizar as personagens, como se fosse possível reduzir essa classe a um ideal de alguém&amp;nbsp;brejeiro&amp;nbsp;que ouve música pimba, bebe cerveja, procura sexo em todo o lugar, diz palavrões e vive do futebol.&amp;nbsp;Esta caracterização recorre a facilitismos que correspondem a concessões para salvar o lado comercial do filme, que por exemplo Mike Leigh não tem de o fazer, mas que Canijo, ocupando um espaço próprio no cinema português na fronteira entre o autor e o comercial, tem de considerar. Lembremos a indiferença crítica e o falhanço comercial de "Mal Nascida", o último filme da trilogia grega, uma fábula negra e amarga como um soco impenitente no estômago, mas também um filme esquecido. Por ser o filme em que Canijo se preocupou menos em ser acessível, talvez tenha ido longe demais no seu cinema de autor,&amp;nbsp;na sua alienação.&amp;nbsp;À luz dessa experiência anterior, "Sangue do meu Sangue" apresenta-se como uma narrativa mais convencional, que tenta preencher os espaços vazios ao espectador para a mensagem ser mais imediata. Porém, o que resgata estes filmes da&amp;nbsp;condescendência&amp;nbsp;e do cinismo é o facto de, repetidamente, Canijo procurar dentro das suas personagens a excepção positiva, a prova da capacidade extraordinária, através de acções que deixam marcas profundas. H&lt;span style="text-align: -webkit-auto;"&gt;á uma paixão pelos erros dessas personagens,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-align: -webkit-auto;"&gt;pela humanidade que contêm.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;É o&amp;nbsp;sacrifício&amp;nbsp;como exemplo positivo, como prova do tal amor inabalável, como ode à personagem que&amp;nbsp;sobressai&amp;nbsp;e consegue sobreviver no meio da lama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kiewlowksi começou por filmar documentários mas abandonou esse formato em detrimento da ficção, porque o documentário, apesar de ter essa pretensão, não é a realidade, é a realidade controlada, encenada e auto-censurada. A ficção permitia-lhe criar a sua representação da realidade e depois aproxima-la tanto quanto possível à Vida através de pequenos símbolos que apelam ao nosso subconsciente, através da nossa construção da realidade, sentindo-nos assim mais próximos do que vemos. Cedemos, então, à ilusão&amp;nbsp;do filme, por tanto nos identificamos com o que estamos a ver, que acreditamos tratar-se da realidade&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;. Paradoxalmente, com "Fantasia Lusitana" e "Trabalho de actriz, trabalho de actor",&amp;nbsp;Canijo&amp;nbsp;chega mais perto de um retrato original, como uma realidade tangível. O documentário que acompanha o filme acaba por ser um documento ainda mais relevante que o próprio filme, revelador do que significa ser português e onde o cinema&amp;nbsp;português&amp;nbsp;consegue chegar.&amp;nbsp;"Sangue do meu Sangue" não é a realidade encenada de Kiewlowski para substituir a realidade, mas Canijo não propõe distanciamento em relação ao que estamos a ver: o objectivo é entrarmos naquele campo, habitarmos o mesmo espaço que aquelas&amp;nbsp;personagens, mesmo que seja por pouco tempo. "Trabalho de actriz, trabalho de actor" vai ainda mais longe ao permitir-nos habitar o processo de&amp;nbsp;construção&amp;nbsp;dessa realidade, perceber as limitações e escolhas da representação da realidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;*&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Slavoj Zizek&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;in Lacrimae Rerum&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1926325670339302834?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1926325670339302834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1926325670339302834&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1926325670339302834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1926325670339302834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2012/01/sangue-do-meu-sangue.html' title='Sangue do meu Sangue'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PPedh7vAOHA/TsVSoSz2NnI/AAAAAAAAA8Y/LbbFkSf4Fp0/s72-c/sangue-do-meu-sangue_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-7219894789240356608</id><published>2012-01-19T00:06:00.000Z</published><updated>2012-01-19T00:07:36.810Z</updated><title type='text'>Beginners</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1532503/"&gt;Beginners&lt;/a&gt; de Mike Mills, EUA 2010, 6/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YFxhobPy6Lk/TnodwI5kitI/AAAAAAAAA8A/9akoB51zLtA/s1600/beginners-movie-photo-21.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="358" src="http://4.bp.blogspot.com/-YFxhobPy6Lk/TnodwI5kitI/AAAAAAAAA8A/9akoB51zLtA/s640/beginners-movie-photo-21.jpg" title="Beginners" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beginners é um drama que antes de ser romântico tem consciência das complexidades do romance. Ao ser sobre a&amp;nbsp;fragilidade que entrar numa relação supõe, ao deter-se sobre essa vulnerabilidade íntima que assombra qualquer&amp;nbsp;início, diferencia-se de outros filmes deste género. Ao assumir um derrotismo indiferente, &amp;nbsp;prepara-nos para um final infeliz. É um pessimismo assumido desde o início que fica bem à personagem principal Oliver, interpretada por Ewan McGregor. Oliver é um designer gráfico com problemas de integração (na sociedade) e falta de interesse (na sociedade). Já se envolveu em algumas relações mas acabou sempre com elas por iniciativa própria ao fim de alguns meses, por isso se tornar o mais natural, por ser a defesa contra a desilusão. Ela é Melanie (por Marrio Cotillard), uma actriz perdida entre cidades, que tem o mesmo historial romântico de relações abandonadas. Se calhar porque não sabem fazer mais nada do que as abandonar, têm medo em prosseguir. A&amp;nbsp;felicidade extrema e as borboletas do início são assombradas pelo terror de ter algo e depois o perder,&amp;nbsp;o&amp;nbsp;sofrimento de estar sujeito a sofrimento ensombra o&amp;nbsp;êxtase&amp;nbsp;das possibilidades. Talvez por isso é que o estado inicial da relação é o ideal, arrasta-se durante algum tempo. Como não há diálogo, não há lugar a desinteresse, logo adia-se a descoberta que afinal são mais que a&amp;nbsp;superfície&amp;nbsp;e o interior pode não ser compatível. É algo de que os dois estão bem conscientes e não sabem bem como o dizer ao outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que Oliver não se encontra num momento bom e não é só por causa do vazio no seu coração. Como iremos descobrir lentamente durante o filme, o seu pai acabou de morrer quando o encontramos pela primeira vez. Pequenos episódios da história do seu pai (Christopher Plummer a espreitar um Oscar), da sua luta com uma doença prolongada, acompanham o progresso de Oliver no dia-a-dia presente, interferindo com a linearidade do filme. Como não sabemos disso logo no início, é necessário procurar contexto nas acções de Oliver, perceber a depressão e letargia permanente que parecem afectá-lo. Mas à medida que aprendemos mais sobre o seu pai e sobre como este depois da morte da mãe de Oliver se assumiu como&amp;nbsp;homossexual, Oliver vai perdendo o medo e a apatia, mostrando eficientemente a ligação com a coragem do pai, como ele funciona como inspiração para Oliver.&amp;nbsp;A história do pai de Oliver é acima de tudo sobre descobrir a liberdade aos setenta e largos anos, perder o medo a essa idade. Uma parábola que ele conta sobre o jogo de expectativas vs o perigo de esperar demasiado tempo ajudam a explicar como, apesar de tudo, está contente: era bom encontrar o leão, mas se for tarde demais temos que nos contentar com a girafa. E funciona como um alerta para Oliver: ao contrário do seu pai ainda estará a tempo de encontrar o seu leão (e seria terrível deixá-lo escapar). A jovialidade e vontade de viver do seu pai perto do fim representam arrependimentos que são derradeiras lições de vida, numa ligação pouco original. Mas é a perspectiva da mortalidade do pai reflectida na sua&amp;nbsp;própria&amp;nbsp;que ajuda Oliver a ultrapassar a sua &lt;i&gt;philophobia&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É desta forma que Beginners é também um amadurecimento da geração indie, um compromisso adulto.&amp;nbsp;Thumbsucker, o filme anterior de Mike Mills inseria-se perfeitamente no tal movimento indie, com as suas personagens renegadas, situações bizarras e sentimentos adolescentes confrangedores. São filmes visualmente semelhantes a "Me and You and Everyone We Know" (2005, de Miranda July), "&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/04/juno.html" target="_blank"&gt;Juno&lt;/a&gt;" (2007, de Jason Reitman) e "&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/12/les-amours-imaginaires.html" target="_blank"&gt;Les Amours Imaginaires&lt;/a&gt;" (2010, de Xavier Dolan). Com os seus momentos videoclip e silêncios desajeitados de geeks, são construções simétricas de&amp;nbsp;personagens que não interessam à sociedade e não se interessam pela sociedade. Beginners acaba por ser a mesma experiência mas com um distanciamento cáustico, como se&amp;nbsp;observássemos&amp;nbsp;a personagem de "500 Days of Summer" anos mais tarde, amargurado pela passagem do tempo.&amp;nbsp;O filme é uma colagem de várias gags visuais que pretendem mostrar a inspiração visual e a singularidade inteligente da visão do realizador. Essas sequências, como a montagem "History of Sadness" ou os graffiti corrosivos, revelam um sentido estético aprimorado, bom gosto. Mas revelam também a necessidade de mostrar bom gosto e de mostrar trabalho óbvio, como forma de celebrar a sua inteligência, de criar ideias que se tornem consensuais. É algo característico deste tipo de filme, que parece ter uma necessidade de preencher o vazio de acção e de caracterização das personagens compensando com identidade visual, que acaba por se tornar esquizofrénica. &amp;nbsp;Há até espaço para algumas concessões convencionais, como o pequeno desvio formular da separação temporária na relação antes do último acto, que o filme tem quase vergonha em assumir. O resultado final provoca uma perspectiva cínica e sedada. É essa perspectiva que não ajuda ao envolvimento emocional com as personagens, como não ajuda o facto de serem gente bonita num local distante idealizado e pós-burguês, fechado sobre si mesmo, inalcançável. Beginners pode realmente representar o crescimento desta geração, mas continua sem encontrar o que dizer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-7219894789240356608?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/7219894789240356608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=7219894789240356608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7219894789240356608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7219894789240356608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2012/01/beginners.html' title='Beginners'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YFxhobPy6Lk/TnodwI5kitI/AAAAAAAAA8A/9akoB51zLtA/s72-c/beginners-movie-photo-21.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-7410556144147070564</id><published>2012-01-16T21:03:00.000Z</published><updated>2012-01-17T11:53:07.480Z</updated><title type='text'>Listas de 2011</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HfiJ6Zd8ItA/TxBnGhYXr5I/AAAAAAAAA9Q/5jA_SGlaIXw/s1600/2011_the_tree_of_life_005.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/-HfiJ6Zd8ItA/TxBnGhYXr5I/AAAAAAAAA9Q/5jA_SGlaIXw/s400/2011_the_tree_of_life_005.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cahiers du Cinéma -&amp;nbsp;&lt;a href="http://mubi.com/notebook/posts/daily-briefing-cahiers-du-cinemas-top-ten-of-2011" target="_blank"&gt;top 2011&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt; de JJ Abrams&lt;br /&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1660379/"&gt;L'Apollonide&lt;/a&gt; de Bertrand Bonello&lt;br /&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1518812/"&gt;Meek's Cutoff&lt;/a&gt; de Kelly Reichardt&lt;br /&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1740053/"&gt;Un été brûlant&lt;/a&gt; de Philippe Garrel&lt;br /&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1527186/"&gt;Melancholia&lt;/a&gt; de Lars von Trier&lt;br /&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1666168/"&gt;Hors Satan&lt;/a&gt; de Bruno Dumont&lt;br /&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1561768/"&gt;Essential Killing&lt;/a&gt; de Jerzy Skolimowski&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1282153/"&gt;O Estranho Caso de Angélica&lt;/a&gt; de Manoel de Oliveira&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0478304/"&gt;The Tree of Life&lt;/a&gt; de Terrence Malick&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1456472/"&gt;Habemus Papam&lt;/a&gt; de Nanni Moretti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sight and Sound - &lt;a href="http://www.bfi.org.uk/sightandsound/polls/films-of-2011-full.php" target="_blank"&gt;top 2011&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1340800/"&gt;Tinker Tailor Soldier Spy&lt;/a&gt; de Tomas Alfredson&lt;br /&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1667905/"&gt;This Is Not a Film&lt;/a&gt; de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmashb&lt;br /&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1646975/"&gt;Le Quattro Volte&lt;/a&gt; de Michelangelo Frammartino&lt;br /&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1242460/"&gt;We Need to Talk About Kevin&lt;/a&gt; de Lynne Ramsay&lt;br /&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1316540/"&gt;The Turin Horse&lt;/a&gt; de Béla Tarr&lt;br /&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1827487/"&gt;Once Upon a Time in Anatolia&lt;/a&gt; de Nuri Bilge Ceylan&lt;br /&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1655442/"&gt;The Artist&lt;/a&gt; de Michel Hazanavicius&lt;br /&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1527186/"&gt;Melancholia&lt;/a&gt; de Lars von Trier&lt;br /&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1827512/"&gt;Le gamin au vélo&lt;/a&gt; de Luc e Jean-Pierre Dardenne&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1832382/"&gt;A Separation&lt;/a&gt; de Asghar Farhadi&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0478304/"&gt;The Tree of Life&lt;/a&gt; de Terrence Malick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slant -&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.slantmagazine.com/film/feature/the-25-best-films-of-2011/295" target="_blank"&gt;top 2011&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1287878/"&gt;Shi (Poetry)&lt;/a&gt; de Lee Chang-dong&lt;br /&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1556190/"&gt;Nostalgia de la Luz&lt;/a&gt; de Patricio Guzmán&lt;br /&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1470024/"&gt;Tuesday, After Christmas&lt;/a&gt; de Radu Muntean&lt;br /&gt;7. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588895/"&gt;Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives&lt;/a&gt; de Apichatpong Weerasethakul&lt;br /&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0466893/"&gt;Margaret&lt;/a&gt; de Kenneth Lonergan&lt;br /&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1832382/"&gt;A Separation&lt;/a&gt; de Asghar Farhadi&lt;br /&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0478304/"&gt;The Tree of Life&lt;/a&gt; de Terrence Malick&lt;br /&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1236371/"&gt;Mistérios de Lisboa&lt;/a&gt; de Raúl Ruiz&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0101985/"&gt;A Brighter Summer Day&lt;/a&gt; de Edward Yang&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1020773/"&gt;Copie Conforme&lt;/a&gt; de Abbas Kiarostami&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Público -&amp;nbsp;&lt;a href="http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=298096" target="_blank"&gt;top 2011&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440266/" target="_blank"&gt;Pina&lt;/a&gt; de Wim Wenders&lt;br /&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1561768/" target="_blank"&gt;Essential Killing&lt;/a&gt; de Jerzy Skolimowski&lt;br /&gt;7. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1504319/"&gt;Road to Nowhere&lt;/a&gt; de Monte Hellman&lt;br /&gt;7. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1498569/"&gt;Restless&lt;/a&gt; de Gus Van Sant&lt;br /&gt;7.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1646975/"&gt;Le Quattro Volte&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;de Michelangelo Frammartino&lt;br /&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1438535/"&gt;Film Socialisme&lt;/a&gt; de Jean-Luc Godard&lt;br /&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1614943/" target="_blank"&gt;48&lt;/a&gt; de Susana de Sousa Dias&lt;br /&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1403047/"&gt;Aurora&lt;/a&gt; de Cristi Puiu&lt;br /&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1646958/" target="_blank"&gt;The Autobiography of Nicolae Ceausescu&lt;/a&gt; de Andrei Ujica&lt;br /&gt;2.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588895/"&gt;Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de Apichatpong Weerasethakul&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://filmesanguedomeusangue.blogs.sapo.pt/" target="_blank"&gt;Sangue do Meu Sangue&lt;/a&gt; de João Canijo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-7410556144147070564?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/7410556144147070564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=7410556144147070564&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7410556144147070564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7410556144147070564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/12/listas-de-2011.html' title='Listas de 2011'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HfiJ6Zd8ItA/TxBnGhYXr5I/AAAAAAAAA9Q/5jA_SGlaIXw/s72-c/2011_the_tree_of_life_005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-8828871497881841581</id><published>2011-08-12T15:32:00.002+01:00</published><updated>2011-08-12T15:32:59.143+01:00</updated><title type='text'>Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-6K_qjLJkXiM/TYsy0yR3WFI/AAAAAAAAA4E/58fApbJaUAQ/s1600/boonmee_19422470.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="425" src="https://lh6.googleusercontent.com/-6K_qjLJkXiM/TYsy0yR3WFI/AAAAAAAAA4E/58fApbJaUAQ/s640/boonmee_19422470.jpg" title="não sei como te encontrar depois de morrer" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;“Facing the jungle, the hills and vales, my past lives as an animal and other beings rise up before me“&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://uncle%20boonmee%20who%20can%20recall%20his%20past%20lives/"&gt;Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives&lt;/a&gt;&amp;nbsp;/&amp;nbsp;Loong Boonmee Raleuk Chat / O Tio Boonmee&lt;br /&gt;de Apichatpong Weerasethakul, Tailândia 2010, 10/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;a vida fugaz&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem filmes que parecem ser imaginados a partir de uma imagem central e&amp;nbsp;"Uncle Boonmee..." é um deles, tal a força desta imagem em cima, o seu significado maior que o filme. O que vem antes, o que surge depois,&amp;nbsp;é um complemento,&amp;nbsp;é expandido e construído a partir dessa imagem. Uma imagem-quadro que é capaz de suspender o tempo: é isto tudo que está em causa, e é isto a solução para tudo.&lt;/div&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Uncle Boonmee..." continua a evolução de Apichatpong em termos temáticos e formais e é um aperfeiçoamento das escolhas estilísticas usadas para mimetizar os sentimentos aludidos durante o filme. Como nos seus filmes anteriores, o tailandês tem um método preferido: começa por desenvolver algo razoavelmente normal, mas tão aprimoradamente filmado que se afirma dessa forma pela sua beleza singular. De repente algo exógeno acontece para perturbar a calma até aí dominante. Com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0381668/"&gt;Tropical Malady&lt;/a&gt; (2004, 10/10), Apichatpong apresentou-se como uma mistura exótica do simbolismo de David Lynch com o romantismo trágico de Wong Kar Wai. Uma das obras mais fracturantes da década passada, era um brutal pas de deux, entre as duas personagens principais e entre o realizador e o espectador, uma sublime transformação lenta de um sonho para um pesadelo. Ao mesmo tempo que nos mostra um romance idílico numa Tailândia, que parece aceitar com candura uma relação homossexual embalada por estrelas de karaoke e neons dourados, com a mesma ternura com que os dois protagonistas se aceitam um ao outro. Mas um movimento rápido retira-nos do tapete confortável em que descansávamos. Um violento mas breve desejo sexual reprimido até aí leva o filme a acabar a relação num ataque de culpa, condenando um dos protagonistas a uma floresta sob o pretexto do serviço militar, floresta repleta de demónios interiores - o filme exila-se na selva e só conseguimos desejar que não volta a sair de lá.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0477731/"&gt;Syndromes and a Century&lt;/a&gt; (2006, 9/10) é o seu filme seguinte e é muito menos radical. A transformação-perturbação que acontece a meio do filme é muito mais subtil, contida. Aqui Apichatpong preocupa-se mais em embalar o espectador ao ritmo de ciclos budistas de reincarnação que moldam o filme. A aplicação estilística do tema assemelha-se a uma meditação sobre a tradição e dá origem a lentas repetições, possibilidades que vão confortando o espectador, preparando-o para aceitar a natural ordem cíclica. Nada é urgente, nada é inevitável logo inaceitável, tudo se repete na infinidade de destinos tangentes. Somos cuidados com a serenidade de um tempo que apenas passa por todos e não se esgota. O tempo não é uma ameaça, apenas uma outra etapa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em "Uncle Boonmee..." isso é algo que não acontece, desde logo porque o tempo é decrescente e há a ameaça da memória que se esvanece. Porque é uma história de um homem que está a morrer, que é visitado pelas memórias de vidas anteriores e, mais importante, que procura agarrar-se a memórias que desaparecem, antes de serem esquecidas de novo. Talvez por isso Apichatpong torna-se mais impaciente, introduz a perturbação onírica muito mais cedo. Não é que essa impaciência perturbe o modo como descobrimos a história, ou que interfira com o tempo que o realizador demora a expandir a sua visão. Os longos takes e os enquadramentos estáticos que ilustram as primeiras sequências, que nos transportam para o local remoto onde se desenrolará o filme, são a forma do realizador dar tempo ao espectador para se acomodar ao espaço que vai habitar. O som é também parte essencial pela forma como inunda lentamente a tela e reclama a descoberta do naturalismo com que Apichatpong filma uma natureza que invade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boonmee, a personagem condenada a adiar a morte de diálise em diálise numa luta perdida, é amaldiçoado com visões das suas vidas anteriores. Amaldiçoado porque é uma memória proibida, que não deveria ser possível, que vai perturbar a calma com que se resignou ao seu destino, porque para ele a morte é inevitável mas não é um fim, antes um recomeço. No fim da primeira sequência do filme, no escuro da selva, uma figura misteriosa destaca-se da escuridão num olhar hipnotizante e a sua presença fica por explicar. Pouco depois essa figura volta a aparecer como uma de duas "entidades" que visitam Boonmee num jantar em sua casa, mesa onde se vai expor a mitologia que vai servir o filme, que vai permitir a Apichatpong expandir a sua metáfora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As duas entidades são a mulher, falecida, que regressa como um fantasma que se materializa lentamente à frente de Boonmee, e o seu filho desaparecido, dado como morto, que regressa como um animal-monstro revelado ao sair da escuridão. A aparição de ambos deixa Boonmee feliz, pelas recordações que lhe trazem, mas carregam consigo uma mensagem simbólica. O filho revela que se transformou numa criatura condenada a pagar o peso dos seus pecados, num estado parado, impedido de reincarnar na salvação de uma vida diferente, porque o seu karma não o permite. É o peso do passado perdido. A mulher aparece para confortar Boonmee na hora próxima da sua morte, mas também para lhe mostrar que entretanto o espírito dela atingiu o estado de nirvana, logo que ela não voltará a reencarnar. Esta última constatação é o início do fim para Boonmee, embora não seja imediata a sua resolução (com Apichatpong nunca é). Boonmee acredita, sabe, que ainda não estará pronto para o mesmo estado de graça que a sua mulher atingiu - é recompensa só para quem teve uma boa vida. Boonmee sabe que não é o seu caso, que "matou demasiados comunistas", envolvido nas operações militares no norte da Tailândia, que não fez o suficiente para se redimir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mulher apresenta-se não só para ajudar Boonmee a recordar as suas vidas anteriores, mas também para uma lenta despedida. É um longo abraço que é estendido ao longo do tempo do filme até culminar na imagem em cima, súmula de toda uma relação no seu adeus - primeiro grande momento do filme. Boonmee sabe que quando morrer não terá a memória das vidas passadas, sabe que perderá não só a possibilidade de encontrar o seu amor, mas também qualquer memória que ele existiu. A tragédia é a aparição da mulher de Boonmee ajudá-lo não só a reviver memórias anteriores, a recordar possibilidades antigas em que as suas vidas se foram acompanhando em repetição durante tanto tempo, mas também ajudá-lo a compreender, na altura em que essas memórias se tornam mais valiosas, quão esguias elas se tornam, e quão falta de tempo lhe resta. Toda essa angústia é resumida por Boonmee quando diz à mulher durante esse abraço: "não sei como te encontrar depois de morrer".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ew6oI2Enj_E/Ta8dsPnbjdI/AAAAAAAAA4U/qAnKIoQLLVA/s1600/Uncle+Boonmee.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-ew6oI2Enj_E/Ta8dsPnbjdI/AAAAAAAAA4U/qAnKIoQLLVA/s400/Uncle+Boonmee.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"I believed in reincarnation for a certain period—while making this film. And afterwards, I stopped. It’s such a fascinating idea, and it’s linked to cinema as well, through the idea of memory, which is something I explore in all my movies. It’s something that can tell a lot about our lives—if we can remember our past lives." - Apichatpong&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A calma da aceitação da morte e a serenidade da espera pela próxima vida extinguem-se lentamente em Boonmee à medida que cresce o sentimento de perda, como uma azia que arde. É o segundo momento forte de Apichatpong no filme, quando substitui a imperturbabilidade dos planos estáticos e contemplativos, por uma sequência de câmara assustada. O medo ocupa o campo de visão à medida que Boonmee se desloca em estado terminal para uma gruta, numa&amp;nbsp;viagem simbólica. Apichatpong simetriza as imagens em perfeita sintonia com os sentimentos. É nesta descida, ao local onde Boonmee irá morrer, que a incerteza da espera pela morte dá lugar à sua inevitabilidade, e que a certeza da renovação dá lugar à incerteza do destino. Com os sussurros misteriosos e angustiantes que se ouvem mas não se localizam, apaga-se a luz que até aí iluminava o filme e o escuro reduz efectivamente o espaço disponível e enclausura Boonmee na dúvida. É como se Apichatpong reflectisse na história as suas próprias dúvidas e de repente a questão fosse não apenas o abandono da memória, mas o aparecimento da própria mortalidade. É o próprio Homem que fica em causa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aceitação da mortalidade nestes termos arrasta consigo a inutilidade da vida, a insignificância individual ("mas afinal o universo nem sabe que existimos, o universo não saberá que Homero escreveu a Odisseia" - Saramago) e por isso se vê o resto do universo no céu daquela gruta. Naquela cave da sua morte&amp;nbsp;onde brilham estrelas impossíveis no tecto, a tristeza que desagua no filme é o sangue que Boonme derrama à medida que a vida escoa para fora dele. É o acto final desta história, a tragédia fica implantada e Apichatpong livre para concluir o filme com sequências puramente metafóricas, sobre tentativas de reter a memória e o tempo. Uma vez estabelecida a ideia de mortalidade, a seguir confronta-se o conceito de memória. Tal como Tarkovsky o faz em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0072443/"&gt;Zerkalo&lt;/a&gt; (O Espelho, 1975), onde usa um labirinto de recordações, quer delirantes quer exactas, para criar um mural a que vamos voltando para rever os pequenos fragmentos que o compõem, à procura de dar significado ao todo a partir dessas pequenas partes. Tarkovsky explora a fronteira entre o que fica para trás e a delimitação a que a vida é confinada, a dificuldade em esquecer o efémero e a temporalidade do que queremos reter. Já Antonioni questionava com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0060176/"&gt;Blow-Up&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(1966) o valor e a verdade da imagem capturada, até chegar à derrota assumida na incapacidade de capturar o passado, e ao romantismo dessa futilidade. Blow-Up é também sobre a importância da percepção individual, sobre o mosaico de imagens que compõem a vida de cada um e&amp;nbsp;a singularidade da solidão humana. Estes aspectos e a necessidade de ligar o desconexo das memórias parecem interessar a Apichatpong, com influência nas sequências a seguir à gruta.&lt;/div&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sequência na gruta é encaixada entre outras duas mais simbólicas. Primeiro, um sonho febril, alucinação do que poderia ter sido um encontro anterior entre Boonmee e a sua mulher, é a representação desfocada do passado - a famosa cena do peixe falante. Depois, e mais importante, outro sonho, contado através de fotografias, polaroids do tempo. Uma visão do que poderia ser o futuro, mas acima de tudo uma divagação sobre a tentativa de agarrar imagens como memórias, sobre a percepção humana de que não conseguiremos repetir memórias ou iguala-las, e a "maldição" de que estarão sempre presentes. São como um vislumbre dos pequenos momentos que já passaram, perfeitos mas fugazes - um fim de tarde na relva do jardim preferido ou um pequeno-almoço partilhado - entre restos de dias vulgares e a consciência dessa lembrança, que torna os dias ainda mais vulgares. Ao deambular pela noção de memórias, da impossibilidade de segurar o que é demasiado efémero, paralelo à consciência da sua existência, "Uncle Boonmee..." não é só sobre recordar essa perda, mas também sobre tudo o que não vivemos, sobre todas as possibilidades ultrapassadas, sobre a solidão da memória, sobre a vida fugaz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É com essa ideia que abordamos as imagens finais do filme, em que o monge se despoja das suas vestes tradicionais e se divide em dois. Vem à memória a primeira sequência do filme, em que um búfalo se solta das suas amarras e deambula pela floresta durante largos momentos, para depois se deixar capturar e regressar calmamente ao cativeiro. Terá  esquecido a razão porque tentou fugir ou terá esquecido o significado da liberdade? Será a libertação o que o monge procura ou será incapaz de escapar ao seu cativeiro? Afinal ao abandonar o escapismo do filme e o seu misticismo, voltamos nós à realidade. E afinal, o filme lembra-nos o perigo de nos anularmos, de nos esquecermos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-8828871497881841581?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/8828871497881841581/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=8828871497881841581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8828871497881841581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8828871497881841581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/08/uncle-boonmee-who-can-recall-his-past.html' title='Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-6K_qjLJkXiM/TYsy0yR3WFI/AAAAAAAAA4E/58fApbJaUAQ/s72-c/boonmee_19422470.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-4107989491089058977</id><published>2011-07-07T15:54:00.000+01:00</published><updated>2011-07-07T15:54:38.951+01:00</updated><title type='text'>mini-guia para Festival Curtas Metragens 2011</title><content type='html'>Há um pouco de tudo no programa do Festival de Curtas Metragens de Vila do Conde de 2011, mas essencialmente muito a ver. Há uma retrospectiva dos filmes de Corneliu Porumboiu (com a presença do realizador), cineasta que se insere na nova corrente romena (próximo de "A Morte do Sr. Lazarescu)", com uma interpretação própria. O humor seco e cáustico é o escape possível face a situações demasiado deprimentes para serem levadas a sério, demasiado absurdas para serem enfrentadas sem a percepção do rídiculo. O seu filme anterior, "A Este de Bucareste", é uma fabulosa comédia lo-fi que antes de ser comédia nos deixa com o desespero da realidade e a perguntar porque é que nos estamos a rir - 17 anos depois da queda da ditadura de Ceausescu um grupo de pessoas debate se houve realmente ou não uma revolução, já que tudo continua na mesma. No programa do festival encontramos ainda vários filmes-concerto, com Arto Lindsay e&amp;nbsp;Jun Miyake, Legendary Tigerman e Rita Redshoes, Galla Drop e&amp;nbsp;The Secret Museum of Mankind. E podemos ver curtas-metragens inéditas de realizadores como Pedro Costa, Manoel de Oliveira, Spike Jonze, Harmony Korine, Louis Garrel. E isto tudo paralelo às secções de competição internacional e nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vH3vtOUBp9E/ThNFiQcD7XI/AAAAAAAAA54/l_Lc2a8fvoU/s1600/articleLarge.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-vH3vtOUBp9E/ThNFiQcD7XI/AAAAAAAAA54/l_Lc2a8fvoU/s1600/articleLarge.jpg" title="Police, Adjective" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;programa completo:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.curtasmetragens.pt/festival/"&gt;http://www.curtasmetragens.pt/festival/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sábado 9&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;21h30 (Sala 1)&lt;/i&gt;: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1337051/"&gt;Politist, adjectiv&lt;/a&gt; de Corneliu Porumboiu, Roménia - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UxHIY7yP2Pw"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;23h30 (Sala 1)&lt;/i&gt;: Filme-Concerto de Legendary Tigerman + Rita Redshoes - Estrada de Palha de Rodrigo Areias, Portugal - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iNwA-w0gKiU"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Domingo 10&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;17h00 (Sala 1):&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0809407/"&gt;12:08 A Este de Bucareste&lt;/a&gt; de Corneliu Porumboiu, Roménia - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rI97EXm48GY"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;18h30 (Sala 2):&lt;/i&gt; Corneliu Porumboiu In Focus (3 curtas metragens)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;21h30 (Sala 1):&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1278449/"&gt;The Sound of Noise&lt;/a&gt; de Johannes Starjne Nilsson e Ola Simonsson, Suécia (vencedor Young Critics Award em Cannes 2010) -&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mo6atXeqyMQ"&gt;trailer1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=au7GM4EkLIE"&gt;trailer2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segunda 11&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;15h00 (Sala 2):&lt;/i&gt; Corneliu Porumboiu - Debate com João Lopes&lt;br /&gt;&lt;i&gt;18h30 (Sala 2):&lt;/i&gt; Competição Internacional 9 (inclui curta de &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0005101/"&gt;Harmony Korine&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;21h30 (Sala 1):&lt;/i&gt; Competição Internacional 1 (inclui &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1693956/"&gt;Summer Snapshot&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;23h00 (Sala 1)&lt;/i&gt;: Panorama Nacional 2 (inclui curtas de &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0735134/"&gt;João Pedro Rodrigues&lt;/a&gt;, Manoel de Oliveira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Terça 12&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;21h30 (Sala 1)&lt;/i&gt;: Competição Internacional 2 (inclui curta de &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0308039/"&gt;Louis Garrel&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;22h00 (Sala 2):&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Concerto/Performance de The Secret Museum of Mankind, de Mariana Ricardo e João Nicolau&lt;br /&gt;&lt;i&gt;23h45 (Sala 2)&lt;/i&gt; Competição Internacional 4&amp;nbsp;(inclui Scenes from the Suburbs de Spike Jonze)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quarta 13&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;20h00 (Sala 2)&lt;/i&gt;: Competição Nacional 1&lt;br /&gt;&lt;i&gt;21h30 (Sala 1):&lt;/i&gt; Competição Internacional 4 (inclui Scenes from the Suburbs de Spike Jonze)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;23h00 (Sala 1):&lt;/i&gt; Competição Nacional 2 (inclui "A Divisão Social do Trabalho Segundo Adam Smith")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quinta 14&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;21h30 (Sala 1)&lt;/i&gt;: Competição Internacional 6&lt;br /&gt;&lt;i&gt;23h00 (Sala 1):&lt;/i&gt; Competição Nacional 3 (inclui curta de Pedro Costa)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;00h30 (Sala 1):&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Filme-Concerto: Gala Drop (com filmes de Pierre Clémenti)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sexta 15&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;21h30 (Sala 1)&lt;/i&gt;: Competição Internacional 8&lt;br /&gt;&lt;i&gt;23h00 (Sala 1)&lt;/i&gt;: Competição Nacional 4&lt;br /&gt;&lt;i&gt;00h30 (Sala 1)&lt;/i&gt;: Filme-Concerto de Arto Lindsay + Jun Miyake (com filmes de Pierre Clémenti)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sábado 16&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;17h00 (Sala 1)&lt;/i&gt;:&amp;nbsp;Competição Internacional 9 (inclui curta de Harmony Korine)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;21h00 (Sala 1)&lt;/i&gt;: Fight For Your Right Revisited&amp;nbsp;de Adam Yauch (Beastie Boys)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;00h30 (Sala 1)&lt;/i&gt;:&amp;nbsp;Stereo Filme-Concerto: Beatbombers (DJ Ride e Stereossauro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Domingo 17&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;21h30 e 23h00 (Sala 1)&lt;/i&gt;:&amp;nbsp;Filmes Premiados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/X65PcHj6EaU?rel=0" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-4107989491089058977?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/4107989491089058977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=4107989491089058977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/4107989491089058977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/4107989491089058977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/07/mini-guia-para-festival-curtas.html' title='mini-guia para Festival Curtas Metragens 2011'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vH3vtOUBp9E/ThNFiQcD7XI/AAAAAAAAA54/l_Lc2a8fvoU/s72-c/articleLarge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1202222480707781700</id><published>2011-06-14T16:11:00.000+01:00</published><updated>2011-06-14T16:11:14.095+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Junkie awards'/><title type='text'>Junkie Awards 2010</title><content type='html'>sem grandes enfeites, porque já tarda mas o que conta é deixar algo para memória futura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Melhor Documentário 2010:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;1.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1313104/"&gt;The Cove&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de Louie Psihoyos - EUA&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;2.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1645089/"&gt;Inside Job&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de Charles Ferguson - EUA&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;3.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1789810/"&gt;José e Pilar&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de Miguel Gonçalves Mendes - Portugal&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;4.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1661832/"&gt;Fantasia Lusitana&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de João Canijo - Portugal&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;5.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1478284/"&gt;Ruínas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de&amp;nbsp;Manuel Mozos - Portugal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Menção Honrosa:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1320352/"&gt;Nothing Personal&lt;/a&gt; de Urszula Antoniak - Holanda/Irlanda&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0790712/"&gt;The Messenger&lt;/a&gt; de Oren Moverman - EUA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0898367/"&gt;The Road&lt;/a&gt; de John Hillcoat - EUA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0977855/"&gt;Fair Game&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;Doug Liman - EUA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1216496/"&gt;Madeo&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;de Bong Joon-ho - Coreia do Sul&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1426362/"&gt;Go Get Some Rosemary&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de&amp;nbsp;Ben Safdie e Joshua Safdie - EUA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1226236/"&gt;Io Sono l'Amore&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;Luca Guadagnino - Itália&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1206488/"&gt;La Teta Asustada&lt;/a&gt; de Claudia Llosa - Peru&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1496792/"&gt;Lola&lt;/a&gt; de Brillante Mendoza - Filipinas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;top2010:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1204773/"&gt;Alle Anderen&lt;/a&gt; (Everyone Else)&amp;nbsp;de&amp;nbsp;Maren Ade - Alemanha - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=0OqI9gxz7tY"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hteJ8mua8E8/TekdFWwGcLI/AAAAAAAAA5c/jZv2NzoX3Mw/s1600/alle-anderen-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://1.bp.blogspot.com/-hteJ8mua8E8/TekdFWwGcLI/AAAAAAAAA5c/jZv2NzoX3Mw/s200/alle-anderen-2.jpg" title="Alle Anderen" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma biópsia à relação de um casal alemão sob o pretexto de filmar as suas férias, grava, contudo, as suas feridas. Neste retrato seco e árido, as personagens deambulam desamparadas, à espera do conforto, do apoio mútuo mas não raras vezes ressaltam para um jogo egoísta de manipulação sentimental, de afirmação sobre o outro. Manobrando-se entre o tão surreal que não faz sentido, e entre o tão real que não pode fazer sentido, o espaço vazio afigura-se claustrofóbico e o espaço estreito confortável. Maren Ade socorre-se da geografia emocional e deixa sobretudo um aviso: é preciso continuar a respirar para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1232776/"&gt;Fish Tank&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;Andrea Arnold - Reino Unido - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gg1yMOdjyp0"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lDC462mhp4U/TefYrEht7aI/AAAAAAAAA5Y/othUANNT77Y/s1600/fishtank.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://1.bp.blogspot.com/-lDC462mhp4U/TefYrEht7aI/AAAAAAAAA5Y/othUANNT77Y/s200/fishtank.jpg" title="Fish Tank" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em &lt;i&gt;Fish Tank&lt;/i&gt; parecemos voyeurs de um aquário verdadeiro, tal é a forma como as personagens do filme vivem num mundo fechado, prestes a transbordar sobre si mesmas. É um retrato enternecedor de uma rapariga que tem de aprender a defender-se cedo contra o resto do mundo, mas é também uma parábola sobre as prisões sociais que nos enclausuram. Encostados à parede, estas personagens, quase reduzidos a animais, ofegam, pairam perigosamente à volta de sentimentos primários, sexo, violência, gratificação, confronto, isolação. Andrea Arnold filma com uma fúria claustrofóbica esta história que tanto quer ganhar calo para se proteger, que acaba por se tornar ainda mais vulnerável, com as feridas mais expostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;8.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1139328/"&gt;The Ghost Writer&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de Roman Polanski - França/Inglaterra - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PYlGaxUw-hI"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cymm62Kn5lE/Td6AReDpeJI/AAAAAAAAA4o/-DBgmYBudDI/s1600/ghost_writer_movie_image_ewan_mcgregor_and_pierce_brosnan-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://4.bp.blogspot.com/-cymm62Kn5lE/Td6AReDpeJI/AAAAAAAAA4o/-DBgmYBudDI/s200/ghost_writer_movie_image_ewan_mcgregor_and_pierce_brosnan-1.jpg" title="The Ghost Writer" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Um thriller pensante e inteligentemente sóbrio, o filme de Polanski transparece em toda a sua causticidade uma amarga crítica política, antecipando o isolamento do realizador. É acima de tudo eficaz e aprimorado na sua construção, suportado pela credibilidade de uma ficção mais tangente à realidade do que à fantasia, numa subversão da presunção natural de inocência. Polanski joga com convenções e expectativas, deixa-nos apenas as entrelinhas por preencher com a nossa paranóia colectiva mas depois não nos mostra o que estamos à espera, como o brilhante final em suspenso, que consegue superar o início misterioso do filme: deixa de haver espaço para não se confirmar o que a nossa imaginação temia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;7. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1103963/"&gt;24 City&lt;/a&gt; de Jia Zhang-ke - China - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=34-aVx6Qa_8"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-blMtLXXGWsw/Td6g_FVP3kI/AAAAAAAAA40/r2Vi725P9v0/s1600/24city.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="111" src="http://2.bp.blogspot.com/-blMtLXXGWsw/Td6g_FVP3kI/AAAAAAAAA40/r2Vi725P9v0/s200/24city.jpg" title="24 City" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Numa ficção disfarçada de documentário, Zhang encontra a fronteira necessária para evoluir o seu estilo visual minimalista e de circulação à realidade. Enquanto questiona a legitimidade emocional de um discurso filmado, consegue ao mesmo tempo criar segmentos sentidos e explorar as razões de uma reacção colada aos valores associados a um documentário. Através de depoimentos fabricados como banda-sonora para desoladoras paisagens reais de uma China industrial, que abandona valores humanistas, Zhang filma personagens fictícias mas substitutos próximos de pessoas anónimas, que não poderiam aparecer se isto fosse um documentário real. Zhang continua a dedicar-se aos esquecidos de uma China profunda, dando voz de forma artificial a assuntos reais e a pessoas silenciadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0870984/"&gt;Antichrist&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de Lars von Trier - Dinamarca - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=d8qLszhowyY"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zPtQBLBa_Hs/Tfd2nbXAjoI/AAAAAAAAA5k/rzm42uBXJGs/s1600/antichrist06.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://4.bp.blogspot.com/-zPtQBLBa_Hs/Tfd2nbXAjoI/AAAAAAAAA5k/rzm42uBXJGs/s200/antichrist06.jpg" title="Antichrist" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mesmo exibindo provocação e artificialidade por todos os poros, &lt;i&gt;Antichrist&lt;/i&gt; consegue arranhar. Não deixa de ser uma construção magnífica, mesmo que von Trier opte por uma estilização exagerada, que pode parecer quase desnecessária ou despropositada mas que no fundo é perfeitamente adequada ao objectivo e tema abordados. Uma autópsia cruel a uma relação entre um casal que se retira para um bosque para se auto-examinar e que acaba por se violentar (e ao espectador). Tanto é um exorcismo mental sem misericórdia e manipulativo da parte de von Trier, como é incapaz de ser apenas uma provocação óbvia, sem se extravasar para um estudo abrasivo da (in)sanidade mental pelas diferentes camadas que cinzela - é uma análise psiquiátrica das personagens, mas também um espelho para o espectador. Trier continua a puxar os cordelinhos e deixamo-nos ir, para tentar ainda sentir alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1020773/"&gt;Copie Conforme&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;Abbas Kiarostami - França/Itália - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_z18UR838X8"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lBfgBzL1iOU/TeVEnZEc2_I/AAAAAAAAA5I/GvCCXVOnWnU/s1600/copie-conforme.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="116" src="http://3.bp.blogspot.com/-lBfgBzL1iOU/TeVEnZEc2_I/AAAAAAAAA5I/GvCCXVOnWnU/s200/copie-conforme.jpg" title="Copie Conforme" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Depois do experimentalismo conceptual de &lt;i&gt;Ten&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Five&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e &lt;i&gt;Shirin&lt;/i&gt; Kiarostami regressa a uma narrativa mais tradicional mas o resultado não é exactamente convencional. Nesta história por entre uma Itália rural convidativa à melancolia, seguimos um casal, ou uma cópia de um casal, numa discussão, ou numa cópia de discussão e vemos reflexões de outras pessoas e reflexos em nós. É um jogo de pistas subtis entre personagens e com o espectador, de recriações e cópias, jogo de sedução ou recriação de um jogo de sedução reflectido em espelhos, reflexos de filmes já passados? O importante é não perder a beleza tranquila das paisagens, dos enquadramentos, das palavras, da intimidade. Kiarostami começa por teorizar sobre o valor das coisas (a questão da cópia), para reafirmar: "I think it was Godard who said that life is nothing but a bad copy of film".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483831/"&gt;Lebanon&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;Samuel Maoz - Israel - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sguGTu0YTp4"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SP8gmZRYSo8/Tfd2cCnZjBI/AAAAAAAAA5g/DblgBa-h6FM/s1600/2010_lebanon_003.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="http://2.bp.blogspot.com/-SP8gmZRYSo8/Tfd2cCnZjBI/AAAAAAAAA5g/DblgBa-h6FM/s200/2010_lebanon_003.jpg" title="Lebanon" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É um filme-experiência claustrofóbico, de imersão sensória total na desorientação própria de um cenário estranho de uma guerra estranha. Durante noventa minutos somos cativos do filme dentro de um tanque israelita junto com os seus quatro habitantes nas primeiras horas da guerra do Líbano em 1982. Baseado no próprio passado cicatrizado de Maoz, é um desafiar constante à moralidade do espectador. Mais do que uma qualquer ruminação como procura de sentido profundo sobre a psicologia dos soldados, o filme funciona melhor como pequena alegoria da situação extrema de guerra retratada como representativo da (não) reacção humana frente a adversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1152850/"&gt;Wendy and Lucy&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;Kelly Reichardt - EUA - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=pASs3rerRCY"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QjeZZhqg8Fc/Td6FEoA6CVI/AAAAAAAAA4s/gLqaaK-pT7I/s1600/2008_wendy_and_lucy_004.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="112" src="http://2.bp.blogspot.com/-QjeZZhqg8Fc/Td6FEoA6CVI/AAAAAAAAA4s/gLqaaK-pT7I/s200/2008_wendy_and_lucy_004.jpg" title="Wendy and Lucy" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A fragilidade absoluta com que Reichardt embala a personagem principal do filme, o desprovimento minimalista com que filma e circunda Wendy, transfigura este filme no mais sincero apelo emotivo deste ano à empatia. Eliminando as barreiras artificiais de um cinema convencional, perde-se a rede de segurança entre o espectador e a história, e o espaço que habita Wendy pressagia quebrar-se várias vezes, numa nudez de artefactos muito próxima dos belgas Dardenne (e muito próximo de "&lt;i&gt;Rosetta&lt;/i&gt;"). Sem truques, a responsabilidade fica toda na personagem, na simples história (uma rapariga pobre em fuga tenta reunir dinheiro para recuperar a sua cadela apreendida) e o impacto visceral que uma contagem decrescente traz consigo, que ameaça deixar-nos com pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1379182/"&gt;Kynodontas&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(Canino) de Giorgos Lanthimos - Grécia - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wlN5qpp8j74"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kia2MdpQYao/Td8E9LyBqLI/AAAAAAAAA5A/TfnGBe6Asbs/s1600/lsj0sk.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://1.bp.blogspot.com/-kia2MdpQYao/Td8E9LyBqLI/AAAAAAAAA5A/TfnGBe6Asbs/s200/lsj0sk.jpg" title="Kynodontas" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“Parents are the bones on which children cut their teeth”. &lt;i&gt;Kynodontas&lt;/i&gt; é uma demolição piso a piso das fundações da família, numa subversão tangente ao cinema surreal de crítica social de Buñuel. Neste filme-conceito desafia-se a linguagem estabelecida, dando-lhe novo contexto e tornando a linguagem parte integrante da subversão, com uma tentativa sincera mas animal de arrancar novos significados. Esta história de um casal que esconde os filhos do exterior numa casa cercada por palavras, é também uma parábola política do isolamento de uma Grécia virada para dentro, que se auto-exila forçadamente do resto do mundo, entregue a si mesma. Fecha-se por um caminho vulcâneo de auto-destruição, alimenta-se de uma sexualidade reprimida e ao entrever uma possibilidade de saída derrama num final maravilhosamente pessimista, de tirar o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1149362/"&gt;Das Weisse Band&lt;/a&gt; (O Laço Branco) de Michael Haneke - Alemanha/Áustria - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BE_ByB2ocVk"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-R2Q6MN-RHoE/Td8D0AZNkUI/AAAAAAAAA44/Cvc0yABVhOc/s1600/white-ribbon-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="112" src="http://1.bp.blogspot.com/-R2Q6MN-RHoE/Td8D0AZNkUI/AAAAAAAAA44/Cvc0yABVhOc/s200/white-ribbon-1.jpg" title="Das Weisse Band" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Haneke já tinha tentado em &lt;i&gt;Caché&lt;/i&gt; explorar as margens da normalidade para deixar crescer lentamente um sentimento de mal-estar que se vai apropriando dessa normalidade, como uma infecção escondida. Agora em &lt;i&gt;Das Weisse Band&lt;/i&gt; utiliza um classicismo formal inexorável para subverter lentamente algo que nos é familiar e seguro, como a normalidade conservadora rural, para transformar essa segurança com a intrusão do mal. É um estudo Bergmaniano (austero, cáustico) sobre a origem do mal, do próprio conceito e dos alicerces (neste caso, a família rural) e a passividade que permitem esse mal alastrar e tornar-se em algo que já não é possível extraditar depois de já ter contagiado as fundações da sociedade, tão contagiada que o mal se torna parte integrante. Tal como&amp;nbsp;&lt;i&gt;Kynodontas&lt;/i&gt;, é uma desconstrução da família como espaço para manipulação sentimental e tal como em&amp;nbsp;&lt;i&gt;Kynodontas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;as palavras-chave são repressão emocional. Os sentimentos vão acumulando-se por dentro, fechados em ebulição. Se em&amp;nbsp;&lt;i&gt;Kynodontas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;assistimos às repercussões da explosão do que foi entretanto reprimido no interior e oprimido pelo exterior, em &lt;i&gt;Das Weisse Band&lt;/i&gt; continua tudo fechado dentro de portas e as consequências perigosas desta supressão só acontecerão anos mais tarde, já depois da janela do filme. É o perigo, a possibilidade de não fazer nada, de não fazer o suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1202222480707781700?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1202222480707781700/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1202222480707781700&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1202222480707781700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1202222480707781700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/06/junkie-awards-2010.html' title='Junkie Awards 2010'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hteJ8mua8E8/TekdFWwGcLI/AAAAAAAAA5c/jZv2NzoX3Mw/s72-c/alle-anderen-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-3683201874772944427</id><published>2011-05-20T18:57:00.001+01:00</published><updated>2011-05-20T19:00:58.063+01:00</updated><title type='text'>News from Home (1977)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0076452/"&gt;News from Home&lt;/a&gt;, de Chantal Akerman, 1977, 10/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QRMIObnmclo/TdVU261PNfI/AAAAAAAAA4k/roFMzQKkoa8/s1600/news_from_home_CI98619209630053074.jpg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-QRMIObnmclo/TdVU261PNfI/AAAAAAAAA4k/roFMzQKkoa8/s400/news_from_home_CI98619209630053074.jpg.jpg" title="News from Home" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todas estas pessoas desaparecem. Todos aqueles sonhos (planos) desapareceram incompletos, inacabados. Tal como as torres do World Trade Center que dominam as imagens finais do filme, em que abandonamos Nova Iorque à sua alienação orgulhosa, as pessoas que desaparecem e são substituídas por outras são o centro de um filme nas margens. Chantal Akerman filma fragmentos desconexos de uma cidade desintegrada, paisagens como partes de uma insofrível &lt;i&gt;"rat race"&lt;/i&gt; infindável, preenchida apenas por trivialidades necessárias à sobrevivência que nos apagam lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São testemunhos da passagem de pessoas pela cidade que é testemunha própria da massa anónima de pessoas que vão passando por Nova Iorque e que ainda haverão de passar, sem deixar marca, em permanente circulação para lado algum.&amp;nbsp;A camâra é fixa, sempre fixa, ou numa rua suja e quase deserta, ou&amp;nbsp;a espreitar uma cozinha escurecida de um restaurante ou&amp;nbsp;no metro entre paragens indistintas com multidões que se esvaziam - são as formas de Akerman tentar encontrar algo através das pessoas, algo além da&amp;nbsp;cavernosa solidão que transparece dessas multidões. Akerman parece querer mostrar que uma metrópole como Nova Iorque é um gigante com cavidades no coração - as pessoas.&amp;nbsp;O resultado são enquadramentos com qualidades hopperianas que aludem à tristeza nostálgica de que fala Alain de Botton ("&lt;i&gt;On Seeing and Noticing&lt;/i&gt;").&amp;nbsp;Ao longo do filme vamos ouvindo as cartas da mãe de Akerman, que se sucedem como as pessoas na rua sem nenhum significado especial, banalidades na sua essência própria da vida. Estamos em 1977 e há uma crise económica, Akerman salta de emprego em emprego para sustentar a sua arte, a mãe queixa-se da saúde e das pessoas, a vida é difícil. Nova Iorque está vazia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-3683201874772944427?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/3683201874772944427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=3683201874772944427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/3683201874772944427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/3683201874772944427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/05/news-from-home-1977.html' title='News from Home (1977)'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QRMIObnmclo/TdVU261PNfI/AAAAAAAAA4k/roFMzQKkoa8/s72-c/news_from_home_CI98619209630053074.jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-8492356076778177010</id><published>2011-05-08T15:53:00.001+01:00</published><updated>2011-05-10T18:27:43.276+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='3D'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wim Wenders'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pina Bausch'/><title type='text'>Pina (3D)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440266/"&gt;Pina&lt;/a&gt;&amp;nbsp;de Wim Wenders, Alemanha/França 2011, 9/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gRlsGmsfPDA/Tb7g7zjBHhI/AAAAAAAAA4Y/8zgAAW9zN88/s1600/4419867%252CXEBz6TLkKcXppVR1nklAQ1JXx3JJjI49CyEX%252BQzewdRe_8eNp1uPJylXRRDenrVl%252BYj755BxvKErXcf9vMV6zA%253D%253D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-gRlsGmsfPDA/Tb7g7zjBHhI/AAAAAAAAA4Y/8zgAAW9zN88/s1600/4419867%252CXEBz6TLkKcXppVR1nklAQ1JXx3JJjI49CyEX%252BQzewdRe_8eNp1uPJylXRRDenrVl%252BYj755BxvKErXcf9vMV6zA%253D%253D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Transferir a linguagem de Pina Bausch para o cinema foi o desafio de Wenders ao celebrar o trabalho da famosa coreógrafa. Quando nos referimos a Pina estamos a falar de alguém que trabalhou uma nova forma de linguagem - linguagem quase tangente ao cinema, ou pelo menos com ambições de extravasar as dimensões do palco. Era portanto obrigatório ultrapassar as limitações da simples recriação, e o problema não era só como capturar as peças de Bausch sem se tornar num mero registo anónimo, mas como fazer justiça à sua obra e à sua intemporalidade - inovar tal como Pina sempre fazia e conseguir que as suas peças atingissem o especator num total envolvimento. Mesmo com a participação de Pina Bausch, o projecto desenvolveu-se lentamente durante vários anos, numa colaboração que se apresentava de difícil concretização. Faltava dimensão, o mais importante, faltava descobrir como encenar a encenação sem ser demasiado teatral. Só com o aperfeiçoamento da técnica 3D é que isso acabaria por se tornar possível, mas tristemente, Pina acabaria por morrer dias antes de se iniciarem as filmagens. Foi necessário que Wenders, agora sozinho na sua visão,  desse um novo rumo ao projecto, e o resultado é uma belíssima homenagem à obra e legado de Pina, e à influência que ela deixa sobre os interpretes da sua visão, sobre os que lhe chegaram mais perto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme começa por jogar com a percepção do palco, com a falsidade da representação desse palco no cinema, ao sentar-nos num teatro com algumas filas de espectadores à nossa frente, como se estivessemos num teatro verdadeiro. Mas é ao passar, literalmente, para o lado de lá da cortina, com a chegada dos bailarinos, que entramos no filme, percebendo as possibilidades que Wenders quer oferecer. As peças apresentadas, que formam a linha narrativa do filme, são também as personagens principais do filme, já que os bailarinos se tornam anónimos, dissolvem-se na massa de corpos que suportam as peças, apesar dos breves depoimentos de cada um em que partilham as suas experiências com Pina. A própria Pina aparece por breves momentos em ensaios, não como figura central do filme, já que esse protagonismo é atribuido à sua obra. Da mesma forma que, através da exposição do seu método de trabalho, percebemos como Pina levava as pessoas a procurar e encontrar a sua obra a partir de si mesmos, não a partir dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fôlego torna-se intermitente com a sucessão de números de dança, desde o inicial &lt;i&gt;Rite of Spring&lt;/i&gt;, em que grupos separados de mulheres e homens se comportam como matilhas, num palco de terra batida, passando por &lt;i&gt;Café Müller&lt;/i&gt;, onde bailarinas de olhos fechados criam caminhos entre cadeiras diligentemente desviadas por um homem. Estas peças icónicas da sua carreira (e da história da dança contemporânea) são apresentadas de modo envolvente, mesmo para quem não é conhecedor da matéria. É a habitação do espaço físico e a forma como é ocupado, raramente conseguida antes, que permite o filme ousar aproximar-se dos movimentos trabalhados dos bailarinos e replicar o sentimento de assistir a um espectáculo ao vivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É também quando Wenders transporta a acção para fora do seu habitat normal, que o filme se transfigura, é a forma de Wenders acrescentar a sua re-imaginação de contexto ao material de Pina. Ao colocar os bailarinos em cenários naturais à volta de Wuppertal, a cidade que Pina adoptou como ponto inicial de inspiração, somos presenteados não só com exteriores magníficos, mas com uma re-interpretação,  uma re-visualização das peças, livres para se expandirem, para fugirem ao casulo do palco, não só através do 3D.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o filme, Wenders atinge o que se propunha e algo mais: um reinventar  de possibilidades do cinema em capturar o que acontece em palco e transbordar isso para algo mais; um redescobrimento do trabalho de Pina Bausch, pela forma como lhe concede novo contexto, levando-o também a um novo público, que não teve a hipótese de o ver ao vivo; e uma renovação pessoal, já que encontra aqui o veículo perfeito para a continuação do seu cinema cerebral-sentimental. Há ainda tempo no final do filme para, depois de termos ouvido Jobim e Caetano Veloso, sermos presenteados com uma última dança de Pina ao som de um fado, que é a melhor conclusão que se poderia pedir, para guardar isto perto de nós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/LGKzXUWAjnI?rel=0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-8492356076778177010?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/8492356076778177010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=8492356076778177010&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8492356076778177010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8492356076778177010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/05/pina-3d.html' title='Pina (3D)'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gRlsGmsfPDA/Tb7g7zjBHhI/AAAAAAAAA4Y/8zgAAW9zN88/s72-c/4419867%252CXEBz6TLkKcXppVR1nklAQ1JXx3JJjI49CyEX%252BQzewdRe_8eNp1uPJylXRRDenrVl%252BYj755BxvKErXcf9vMV6zA%253D%253D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-4667862181770016909</id><published>2011-04-14T12:33:00.000+01:00</published><updated>2011-04-14T12:33:32.817+01:00</updated><title type='text'>O Vazio em Ozu - 16 Abril</title><content type='html'>16 Abril no Passos Manuel -&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.passosmanuel.net/index.php?evento_id=2752"&gt;http://www.passosmanuel.net/index.php?evento_id=2752&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-51nfKLMRoR0/TZxGjUhHErI/AAAAAAAAA4I/XS8yvZUxmGk/s1600/OZU_passos_small.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-51nfKLMRoR0/TZxGjUhHErI/AAAAAAAAA4I/XS8yvZUxmGk/s400/OZU_passos_small.jpg" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="369" src="http://player.vimeo.com/video/22172325?byline=0&amp;amp;portrait=0" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/22172325"&gt;O Vazio em Ozu (Passos Manuel)&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/jnky"&gt;jnky&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-4667862181770016909?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/4667862181770016909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=4667862181770016909&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/4667862181770016909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/4667862181770016909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/04/o-vazio-em-ozu-16-abril.html' title='O Vazio em Ozu - 16 Abril'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-51nfKLMRoR0/TZxGjUhHErI/AAAAAAAAA4I/XS8yvZUxmGk/s72-c/OZU_passos_small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1604067728447739503</id><published>2011-03-24T12:50:00.001Z</published><updated>2011-03-24T12:50:00.326Z</updated><title type='text'>Cinematografia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bhecrzblcuY/TWVIeuUkl8I/AAAAAAAAA3Q/1w0Net_R9lU/s1600/7ghostwriter.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-bhecrzblcuY/TWVIeuUkl8I/AAAAAAAAA3Q/1w0Net_R9lU/s1600/7ghostwriter.jpg" title="The Ghost Writer" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"In the original script there was no such ending. From the very beginning we were thinking of how to end this film, how to find this image that would just close the whole story. It was Roman’s idea, two weeks before we were supposed to shoot that scene. We wanted an evening, magic hour shot, mysterious and dark. And we didn’t want to show, we wanted to suggest that something dramatic may have happened. We took two or three takes and the last take was the best."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;–Pawel Edelman, cinematógrafo de "The Ghost Writer"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EQThrdGmJbg/TWVJGzewzBI/AAAAAAAAA3U/cZ_1zOhoEIg/s1600/07road.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-EQThrdGmJbg/TWVJGzewzBI/AAAAAAAAA3U/cZ_1zOhoEIg/s1600/07road.jpg" title="The Road" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"John Hillcoat, from the beginning, was very confidant in me. I could work with a lot of freedom. This shot was an improvisation. It wasn’t planned. The movie doesn’t have too many interior scenes and this was something we discovered right there on the set. Most of the movie wasn’t storyboarded and we were really glad that this was a shot that could show like a shadow without a specific shape that is being erased and it reflects the character and what he’s feeling at that moment and accentuates the drama. The water is, in a sense, erasing the past. I think it’s a really powerful moment in the story."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–Javier Aguirresarobe, cinematógrafo de "The Road"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rXUaAZnHS-o/TWVKRNt-6gI/AAAAAAAAA3Y/O0WZ-p0PfEY/s1600/02hurtlocker.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-rXUaAZnHS-o/TWVKRNt-6gI/AAAAAAAAA3Y/O0WZ-p0PfEY/s1600/02hurtlocker.jpg" title="The Hurt Locker" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"It’s very informational in a lot of ways. &amp;nbsp;It’s kind of a symbolic image as well, which I think gives it its strength. &amp;nbsp;The obvious thing was to show this from above to give this kind of web surrounding him, which I think is metaphorical for his position, but also the moment of ecstasy at the center of this thing, it’s like he’s caught in a spider’s web. &amp;nbsp;And it’s almost like an impossible place to be, so I think it’s a little bit mystical as an image. &amp;nbsp;You wouldn’t get yourself in the center of such danger, but that was obviously the character. &amp;nbsp;He was prepared to do that, which made him different to the other guys, and I think ultimately that’s what the film’s about."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Barry Ackroyd, cinematógrafo de "&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2009/10/hurt-locker.html"&gt;The Hurt Locker&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AqZUuMbEbxw/TWVKqPX2cJI/AAAAAAAAA3c/NBDBr375p30/s1600/6-wrestler1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-AqZUuMbEbxw/TWVKqPX2cJI/AAAAAAAAA3c/NBDBr375p30/s1600/6-wrestler1.jpg" title="The Wrestler" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"The first time I spoke to Darren, it was very clear that the inspiration for the visuals of the film was in the work of the Dardenne brothers, who directed “Rosetta” and “L’Enfant.” &amp;nbsp;That first shot was going to be much more complicated, a low, hand-held tracking shot that was going to move in on Mickey and turn around and start to discover his face. &amp;nbsp;We tried it and Darren decided it was much too complicated. &amp;nbsp;We decided to leave the camera in the back of the room with Mickey very small in the frame with his back to us and I think that right away it established the isolation of the character."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Maryse Alberti, cinematógrafa de "The Wrestler"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iVAuwwsMYn4/TWVK61-xe0I/AAAAAAAAA3g/TbGuWqQIY0U/s1600/1-let2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-iVAuwwsMYn4/TWVK61-xe0I/AAAAAAAAA3g/TbGuWqQIY0U/s1600/1-let2.jpg" title="Let The Right One In" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"This shot can be seen as a compressed example of how we tried to treat the story throughout the film. &amp;nbsp;It pretty much followed the ideas Tomas and I had about how to show cruelty, action and supernatural elements and where to put focus. &amp;nbsp;We wanted to be close on Oscar and the way he experiences the situation, as well as have a platform to tell everything that happens in one shot. &amp;nbsp;I am not sure if it is the most “pretty” frame of the film, but it was very exciting to try to unravel and solve the puzzle of all present elements in this shot, technically, as well as emotionally. &amp;nbsp;I am very proud of Tomas and the way he dared to go with a climax that is so violent, but restrained and subtle at the same time."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;– Hoyte Van Hoytema, cinematógrafo de "Let the Right One In"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;*&amp;nbsp;depoimentos recolhidos por &lt;a href="http://incontention.com/2011/02/22/the-top-10-shots-of-2010-part-one/"&gt;incontention.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1604067728447739503?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1604067728447739503/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1604067728447739503&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1604067728447739503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1604067728447739503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/03/cinematografia.html' title='Cinematografia'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bhecrzblcuY/TWVIeuUkl8I/AAAAAAAAA3Q/1w0Net_R9lU/s72-c/7ghostwriter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1204962881380059820</id><published>2011-03-10T11:05:00.002Z</published><updated>2011-03-11T15:58:28.396Z</updated><title type='text'>O Vazio em Ozu</title><content type='html'>&lt;iframe frameborder="0" height="295" src="http://player.vimeo.com/video/20831627?byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Vazio em Ozu": filme-concerto de &lt;a href="http://miguelpipafilipe.wordpress.com/"&gt;kanukanakina&lt;/a&gt; (som) &amp;amp; &lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/"&gt;cinemajunkie&lt;/a&gt; (imagem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado 12 de Março, 22h30 em Viana do Castelo,&amp;nbsp;na AISCA - Associação de Intervenção Social, Cultural e Artística. (&lt;a href="http://www.facebook.com/event.php?eid=198473040172647"&gt;evento&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme-concerto, uma performance musical de sonoplastia construída sobre uma projecção de imagens editadas a partir de filmes de Yasujiro Ozu (e outros realizadores japoneses). É também uma tentativa de encontrar uma linha narrativa na evolução das imagens do cinema japonês e da própria sociedade japonesa, e o papel de Ozu em revelar tudo isso numa viagem ao Japão através do seu cinema. Ozu é um dos mestres originais do cinema, que conseguiu desenvolver uma linguagem cinemática muito própria que é ao mesmo tempo moderna e primordial, que está presente em qualquer filme saído de Hollywood por estes dias. Foi essa linguagem, essa utilização das imagens para contar uma história que marcou o cinema japonês no período que a sua carreira atravessou, um estilo contemplativo que se extravasou para os seus contemporâneos no Japão: quer sendo apropriado por outros realizadores, quer provocando reacções para procurar uma linguagem alternativa (como Kurosawa ou Suzuki), ninguém era indiferente à importância do trabalho de Ozu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mu / 無 é o simbolo japonês que encontra tradução no conceito de vazio, nulo, e que Ozu adoptou como seu - é um conceito que paira sob toda a sua carreira e sob toda esta projecção. Diz-se de Ozu que filmou sempre o mesmo filme, com ligeiras variações e que nessas variações ínfimas podíamos observar a evolução da própria sociedade japonesa, das alterações nos seus costumes. Ozu observava inexoravelmente o núcleo familiar, as relações entre pais e filhos e a dicotomia tradição versus progresso. Os filmes de Ozu tentavam acompanhar as mudanças que marcavam a sociedade japonesa, desde a depressão económica dos anos 30 à recuperação do pós-guerra e consequente estabilidade e prosperidade. Com esta projecção pretendemos oferecer uma oportunidade de descobrir o início do seu trabalho que atravessou três décadas - desde os filmes mudos do início dos anos 30 à introdução das cores no final dos anos 50 - &amp;nbsp;e a construção de uma linguagem que se tornou um alicerce para o cinema actual. &amp;nbsp;Este caminho seguido de forma cronológica permite-nos ver não só a evolução do seu trabalho mas também a influência que teve junto de outros realizadores japoneses. Os ritmos de Ozu são repetidos, são sombrios, quase mecânicos - e aqui são investigados, amplificados, na procura do vazio que Ozu carregava consigo, até chegar à imagem final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://o-vazio-em-ozu.blogspot.com/"&gt;http://o-vazio-em-ozu.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aisca.pt/"&gt;http://www.aisca.pt&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1204962881380059820?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1204962881380059820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1204962881380059820&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1204962881380059820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1204962881380059820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/03/o-vazio-em-ozu.html' title='O Vazio em Ozu'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-7787063117033073130</id><published>2011-03-03T23:36:00.001Z</published><updated>2011-03-04T00:27:39.231Z</updated><title type='text'>Óscares no Ípsilon (ii)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-9Qwg2b7Mj9I/TXAjWTBnqvI/AAAAAAAAA3w/AQVo-Kkehyo/s1600/trent.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://lh5.googleusercontent.com/-9Qwg2b7Mj9I/TXAjWTBnqvI/AAAAAAAAA3w/AQVo-Kkehyo/s400/trent.jpg" title="Trent Reznor, vencedor de um oscar" width="357" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;the geeks are all right&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma noite entretida na redacção do Público, a noite dos Óscares. Na companhia da equipa do Ipsílon e do outro vencedor do passatempo, &lt;a href="http://numaparagemdo28.tumblr.com/"&gt;João Lameira&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;o ambiente era descontraído quanto baste, mas havia sempre algo a acontecer (e os white russians ajudaram). Como oportunidade imperdível para assistir ao funcionamento da redacção de um jornal como o Público, era díficil não perder o olhar no trabalho&amp;nbsp;coordenado de uma equipa dedicada a cobrir o evento em tempo real, entre&amp;nbsp;Vasco Câmara como editor, Jorge Mourinha a moderar a discussão online ou os comentários de Luís Miguel Oliveira. O debate que se podia seguir no webchat extravasa muitas vezes para a redacção: Câmara escrevia que Nolan é um Danny Boyle novo-rico, Mourinha soltava uma gargalhada alta, trocavam-se algumas palavras sobre o Slumdog e o Inception, e Oliveira refugiava-se num comentário sobre o Crash ou o Blue Velvet (outros comentários da noite dignos de nota: "Winter's Bone" vem de "Deliverance", Bjork e Celine Dion são equivalentes). As maiores reacções, além das partilhadas e recorrentes admirações para com os comentadores da TVI, ainda foram para a vitória de Christian Bale e especialmente para a vitória de Tom Hooper, ou melhor para a derrota de Fincher. Se havia alguma resignação em relação ao triunfo de King's Speech, também era aceite e esperado o triunfo de Fincher como melhor realizador, opinião que reunia algum consenso na redacção (mesmo chegando-se à conclusão que "The Social Network" era pouco mais que música e argumento). Aliás, havia algum consenso entre os presentes sobre Black Swan ser o filme-candidato mais meritório, e algum menosprezo em relação a "King's Speech" e "The Kids are all right". O melhor comentário foi mesmo para o reservado LMO que face ao prémio de melhor realizador escreveu apenas "Tom Hooper, lol", é claro, sem um esboço de sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto contribuiu para animar uma noite que acabou por ser retrogradamente saudosa, no que foi mesmo uma das cerimonias menos interessantes dos últimos tempos. Os Óscares&amp;nbsp;não são apenas uma feira de vaidades e uma celebração de filmes comerciais, são importantes pela exposição que dão a filmes menos conhecidos que ficariam confinados às margens, e são importantes para medir as tendências de Hollywood (por muito conservadoras que sejam). Muito distante das cerimónias dos últimos anos em que distribuiram prémios e nomeações por vários filmes independentes ("No Country for Old Men", "There Will Be Blood", &amp;nbsp;"Into the Wild", "Michael Clayton", apenas em 2009; para não falar do &lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/extraordinarioa.html"&gt;ano passado&lt;/a&gt;, provavelmente os melhores Óscares dos últimos tempos), este ano o bom caminho que ia sendo seguido foi interrompido. A cerimónia foi quase&amp;nbsp;apática, insípida e não ficará para a história,&amp;nbsp;aliás&amp;nbsp;como a maioria dos filmes nomeados, filmes de que a cerimónia é um reflexo. O conjunto de filmes destacados este ano eram seguros na sua maioria, apolíticos, tal como a cerimónia. O único momento fora da zona de conforto foi mesmo a vitória de Inside Job como melhor documentário e o discurso que se seguiu. Lembrou bem Charles Ferguson: "I must start by pointing out that three years after our horrific financial crisis caused by massive fraud, not a single financial executive has gone to jail, and that's wrong." (mesmo assim esta vitória impediu a celebração do filme de Banksy, cujo triunfo seria mais arriscado). Num ano em que o tema mais fracturante é a "falta de voz" da luta de quem gagueja, que &lt;i&gt;finalmente&lt;/i&gt; foi reconhecido, isso mostra o autismo de Hollywood deste ano, que deixa filmes revisionistas da história recente e possivelmente polémicos como "Ghost Writer" ou "Fair Game" esquecidos. Mas como o próprio Spielberg lembrou no fim da cerimónia: "If you are one of the other nine movies that don’t win, you will be in the company of The Grapes of Wrath, Citizen Kane, The Graduate, and Raging Bull”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;videos:&lt;br /&gt;Vasco Câmara comenta o fim da cerimonia -&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=7ca7885d-93d4-4dde-a5f2-b088323ce238" target="_blank"&gt;http://videos.publico.pt/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;Default.aspx?Id=7ca7885d-93d4-&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;4dde-a5f2-b088323ce238&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Luis Miguel Oliveira faz balanço provisório -&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=4dae2267-ad66-48a3-bf15-232e94e6f695" target="_blank"&gt;http://videos.publico.pt/&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;Default.aspx?Id=4dae2267-ad66-&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;48a3-bf15-232e94e6f695&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jorge Mourinha faz antevisão -&amp;nbsp;&lt;a href="http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=8b9d00a9-11c8-427e-b02d-6c334a701317"&gt;http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=8b9d00a9-11c8-427e-b02d-6c334a701317&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-7787063117033073130?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/7787063117033073130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=7787063117033073130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7787063117033073130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7787063117033073130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/03/oscares-no-ipsilon-ii.html' title='Óscares no Ípsilon (ii)'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-9Qwg2b7Mj9I/TXAjWTBnqvI/AAAAAAAAA3w/AQVo-Kkehyo/s72-c/trent.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-276047589898109341</id><published>2011-02-25T18:26:00.000Z</published><updated>2011-02-25T18:26:20.490Z</updated><title type='text'>Oscar 2011: Melhor Documentário</title><content type='html'>Nomeados:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/10/exit-through-gift-shop.html"&gt;Exit Through the Gift Shop&lt;/a&gt; de Banksy - 9/10&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/02/inside-job.html"&gt;Inside Job&lt;/a&gt; de Charles Ferguson&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/02/restrepo.html"&gt;Restrepo&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;Tim Hetherington Sebastian Junger - 8/10&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/02/gasland.html"&gt;Gasland &lt;/a&gt;de Josh Fox - 7/10&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1268204/"&gt;Waste Land&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;Lucy Walker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;provável vencedor: Inside Job&lt;br /&gt;favorito pessoal: Exit Through the Gift Shop&lt;br /&gt;desejo para a noite dos Óscares: Mr. Brainwash a aceitar a estatueta no lugar de Banksy.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-276047589898109341?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/276047589898109341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=276047589898109341&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/276047589898109341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/276047589898109341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/02/oscar-2011-melhor-documentario.html' title='Oscar 2011: Melhor Documentário'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1708648439631096170</id><published>2011-02-25T18:21:00.000Z</published><updated>2011-02-25T18:21:51.469Z</updated><title type='text'>Inside Job</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CQW5n_du8n4/TWebLhK5pzI/AAAAAAAAA3k/FATG6bkA84Y/s1600/2010_inside_job_005.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="360" src="http://2.bp.blogspot.com/-CQW5n_du8n4/TWebLhK5pzI/AAAAAAAAA3k/FATG6bkA84Y/s640/2010_inside_job_005.jpg" title="Inside Job" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1645089/"&gt;Inside Job&lt;/a&gt; de Charles Ferguson, EUA 2010, 9/10&lt;br /&gt;&lt;i&gt;nomeado para Oscar Melhor Documentário&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles Ferguson já tinha desmascarado as operações da Casa Branca no Iraque em "&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/07/documentario-2000-2009-parte-um.html"&gt;No End in Sight&lt;/a&gt;" e volta a fazê-lo,&amp;nbsp;agora sobre a crise financeira de 2008,&amp;nbsp;de modo igualmente esclarecedor e acusatório, em "Inside Job". Aliás, de um modo tão informativo e conciso que podemos considerar "Inside Job" como análogo a outro documentário marco do género infomentário, "&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/07/documentario-2000-2009-parte-um.html"&gt;An Inconvenient Truth&lt;/a&gt;".&amp;nbsp;Ao contrário do filme de Al Gore que tem apenas um orador, em "Inside Job"&amp;nbsp;Ferguson apoia-se em depoimentos de vários peritos conceituados e envolvidos no tema, e a pluralidade de opiniões ajudam a formar o quadro completo do que se passou. Se é demasiado convencional dentro do género em que se insere, utilizando as típicas entrevistas, gráficos informativos e uma narração (Matt Damon) para ligar todas as peças, neste caso para conduzir o filme através de uma linha narrativa construída, isso só joga a seu favor dada a complexidade e abstracção do assunto abordado. A simplicidade com que consegue desarmar um tema complexo e enunciar as várias fases do problema numa estrutura cronológica acaba por ser um dos atributos do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Inside Job" revela-se o título perfeito para tudo o que aconteceu, e para o objectivo que o filme pretende demonstrar. Além de uma perfeita lição sobre o funcionamento e origem da crise, assistimos também a uma completa e incriminatória exposição de factos incontestados, que passa por mostrar como: uma política continua de desregulamentação e liberalização do sistema financeiro, a escolha de elementos ligados a bancos de investimento para lugares importantes no definir das políticas económicas da Casa Branca, a criação de produtos financeiros cada vez mais arriscados e artificiais, e o conluio entre bancos, empresas seguradoras e agências de rating, tudo em conjunto, contribuiu para o desmoronamento de um modelo.&amp;nbsp;Inside Job tem outro trunfo escondido que realmente o eleva a algo de extraordinário, que passa então pelo título do filme e pela conclusão para o que o filme caminha em toda a sua narrativa. Na parte final, vários peritos são desmascarados como beneficiários directos das políticas e teorias que defendem, de um gravíssimo conflicto de interesses que normalmente os impediria de darem a sua opinião por perderem qualquer validade, aqui expostos pela primeira vez.&amp;nbsp;O conflito de interesses não é só entre o governo, bancos e faculdades. Existe dentro do próprio filme, quando pessoas que passaram o filme todo a defender um ponto de vista são desmascaradas como ganhando quantidades obscenas de dinheiro a defenderem esse ponto de vista como consultadores para&amp;nbsp;agentes financeiros, e esse desmascarar é notável, é o golpe de graça do filme.&amp;nbsp;É um dos grandes males da economia actual: o facto de os definidores de políticas beneficiarem das teorias que apregoam, que lhes enchem os bolsos à medida que se vão provando nefastas para o resto da população, com resultados práticos bastante evidentes. O mais alarmante e a conclusão final do filme é que nada mudou, caminha-se ainda na mesma direcção, e a imunidade e conluio entre políticos, banqueiros e opinion-makers continua, preparando o próximo ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/X2DRm5ES-uA?rel=0" title="YouTube video player" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1708648439631096170?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1708648439631096170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1708648439631096170&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1708648439631096170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1708648439631096170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/02/inside-job.html' title='Inside Job'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CQW5n_du8n4/TWebLhK5pzI/AAAAAAAAA3k/FATG6bkA84Y/s72-c/2010_inside_job_005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-2280707271763124186</id><published>2011-02-24T18:27:00.000Z</published><updated>2011-02-24T18:27:08.979Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2011'/><title type='text'>Gasland</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-chGyL8s4EWE/TWKYQkwxqZI/AAAAAAAAA3M/N7vepxdYgC4/s1600/768eed55412c84a589ecfe99dc31.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-chGyL8s4EWE/TWKYQkwxqZI/AAAAAAAAA3M/N7vepxdYgC4/s1600/768eed55412c84a589ecfe99dc31.jpeg" title="Gasland" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1558250/"&gt;Gasland&lt;/a&gt; de&amp;nbsp;Josh Fox, EUA 2010, 7/10&lt;br /&gt;&lt;i&gt;nomeado para Oscar Melhor Documentário&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver&amp;nbsp;que&amp;nbsp;perante a proximidade da chama de um isqueiro a&amp;nbsp;água que escorre da torneira de uma cozinha entra em combustão,&amp;nbsp;ou animais a perderem pêlo e peso como se tivessem sido expostos a radiação quando apenas beberam água de um riacho nem é a coisa mais impressionante no filme. O documentário, realizado e produzido de forma quase artesanal com poucos meios tem um trunfo a seu favor, já que o realizador é alguém que foi directamente afectado pelo tema que aborda "Gasland". Após ter recebido uma proposta de uma companhia de energia para explorar os direitos minerais da sua propriedade, Josh Fox decide investigar o real propósito e possíveis&amp;nbsp;consequências&amp;nbsp;que aquela oferta envolve. Em pouco tempo descobre casos semelhantes ao seu, em que a aceitação da oferta teve resultados desastrosos: a contaminação das reservas de água que acontecem a partir da exploração de reservas de gás natural, através de um processo denominado "&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hydraulic_fracturing"&gt;fracking&lt;/a&gt;". Basicamente, o tipo de perfuração utilizado para chegar ao gás acaba por fracturar o&amp;nbsp;subterrâneo, quebrando as barreiras de separação entre as reservas de água e as reservas de gás. Depois, usando uma quantidade enorme de químicos tóxicos para extrair o gás para a superfície, estes químicos acabam por contagiar a água. Esta contaminação da água e do subsolo, não é anunciada nem prevenida pelas empresas que extraem o gás, e pior, acaba por pôr em perigo a saúde das pessoas que habitam essas&amp;nbsp;áreas&amp;nbsp;ou vivem da água, agricultura ou animais subjacentes a esses solos. Fox, como narrador-investigador do documentário revela&amp;nbsp;inúmeros&amp;nbsp;casos de pessoas que adoeceram, alguns entrevistados durante o filme, e alguns casos em que as pessoas não sobreviveram. Porque o mais assustador em "Gasland" é a escala a que se joga com a saúde pública, a saúde de pessoas que no filme deixam de ser meras&amp;nbsp;estatísticas&amp;nbsp;para terem uma cara. É a sustentabilidade do futuro de uma sociedade que é arriscado aqui. O que é realmente assustador e exposto em Gasland é a cegueira corporativa e o conluio político apresentados, o ponto até onde se está disponível a ir na procura de lucros,&amp;nbsp;a ocultação dos estragos ambientais, a compra de silêncios ou a litigação contra quem ameaçar expor o perigo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Gasland é como se&amp;nbsp;assistíssemos&amp;nbsp;finalmente à materialização dos perigos expostos em "&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/food-inc.html"&gt;Food Inc.&lt;/a&gt;", como se de repente fosse mais fácil ver os efeitos da poluição escondida e a contaminação dos alimentos quando se abrem aquelas torneiras cuja água é&amp;nbsp;inflamável. É como ver finalmente uma representação&amp;nbsp;física&amp;nbsp;da ganância explorada em "Inside Job", dos incentivos aos ganhos a curto-prazo que motivam a indústria, ao mesmo tempo que se envenena, literalmente, as reservas futuras de água. É mesmo uma explosão de&amp;nbsp;clarividência&amp;nbsp;que é impossível não notar, abismados. Fox parte num &lt;i&gt;road movie&lt;/i&gt; à procura de mais exemplos, mais testemunhos,&amp;nbsp;que vão surgindo à medida que a exploração do gás se vai multiplicando por diferentes campos de extracção, e aparecem diferentes casos de contaminação e doença.&amp;nbsp;É também uma viagem pela américa rural, américa esquecida e sacrificada.&amp;nbsp;Mesmo que o formato deste documentário se revele limitado, e que falte um estudo mais esclarecido e conciso do problema envolvendo depoimentos de peritos na área como existe em "&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/food-inc.html"&gt;Food Inc.&lt;/a&gt;", apesar da repetição que se instala quando deixa de haver novo material e alguns passos em falso ao puxar por momentos emocionais, que não têm ligação com o espectador, "Gasland" é importante. É um abrir de olhos necessário a um problema que está demasiado escondido no&amp;nbsp;subterrâneo&amp;nbsp;da agenda jornalística e uma chamada de atenção para o perigo de combustão do modo de vida e modelo da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/dZe1AeH0Qz8?rel=0" title="YouTube video player" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-2280707271763124186?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/2280707271763124186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=2280707271763124186&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2280707271763124186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2280707271763124186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/02/gasland.html' title='Gasland'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-chGyL8s4EWE/TWKYQkwxqZI/AAAAAAAAA3M/N7vepxdYgC4/s72-c/768eed55412c84a589ecfe99dc31.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-2141626623017058182</id><published>2011-02-23T17:47:00.001Z</published><updated>2011-02-24T18:34:28.226Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2011'/><title type='text'>Restrepo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wyy2or0JJUc/TVQxZW9_wqI/AAAAAAAAA28/L2j-PgKOD0Y/s1600/0820-restrepo-2jpg-6b78b6d5ff4b5109_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-wyy2or0JJUc/TVQxZW9_wqI/AAAAAAAAA28/L2j-PgKOD0Y/s1600/0820-restrepo-2jpg-6b78b6d5ff4b5109_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1559549/"&gt;Restrepo&lt;/a&gt; de Tim Hetherington Sebastian Junger, EUA 2010, 8/10&lt;br /&gt;&lt;i&gt;nomeado para Oscar de Melhor Documentário&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;i&gt;punchline&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que surge no final do filme não é mais do que a súmula do que vamos pensando durante o filme a partir de certo ponto: a inutilidade, a futilidade abrasiva de tudo aquilo. Menos do que uma conclusão, é &amp;nbsp;um soco retroactivo. Restrepo é uma base do exército americano no meio de um vale afegão onde decorrem as mais sangrentas batalhas no país desde a presença americana no terreno: 40 soldados americanos morreram, centenas ficaram feridos, e as vítimas entre a população local, quer sejam meros civis ou afegãos ao serviço dos taliban, são tão elevadas que não existem&amp;nbsp;números&amp;nbsp;oficiais.&amp;nbsp;Restrepo é também o nome de um soldado americano que aparece brevemente no início do&amp;nbsp;documentário, cuja morte leva os outros soldados a darem o seu nome a um posto avançado que vai ser fundamental para deter o avanço do inimigo. O posto Restrepo torna-se assim um símbolo&amp;nbsp;mutável: primeiro, uma base frágil cavada à mão no topo de uma colina cuja existência inóspita e perigo constante torna-o num local de sofrimento exaustivo; mais tarde, à medida que vão melhorando as condições e que se vai aguentando como uma importante base para dificultar as operações taliban na zona torna-se num símbolo da resistência, da&amp;nbsp;díficil&amp;nbsp;presença&amp;nbsp;contínua&amp;nbsp;americana no solo. O posto acaba assim por honrar o soldado Restrepo através de uma preserverança que os soldados julgam apropriada, um motivo de orgulho, numa evolução acompanhada ao longo do filme. Mas é uma evolução também acrescida de um derrotismo crescente, de uma degradação da moral dos soldados ali colocados,&amp;nbsp;visível&amp;nbsp;e ainda muito actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme faz duas escolhas&amp;nbsp;estilisticamente&amp;nbsp;importantes. Primeiro, procura um elevado nível de objectividade e nível de assimilação junto dos sujeitos que acompanha.&amp;nbsp;Focando apenas a acção com um mínimo de contexto apresentado, num enorme afunilar de perspectiva, somos atirados para o meio da acção sem saber exactamente o que se está a passar.&amp;nbsp;Colocando-se ao lado dos soldados que filma,&amp;nbsp;a câmara desaparece mas ganhamos acesso a tudo,&amp;nbsp;através de uma passagem de interveniente activo para testemunha camuflada. Este tom distanciado é logo estabelecido violentamente no primeiro plano do filme quando ao filmar um jipe por entre as estradas montanhosas, de repente ouvimos uma explosão e assistimos ao desenlace de um ataque à coluna americana - a confusão instala-se, a câmara continua a filmar, o som desliga-se da realidade mas o sangue esbatido na câmara é real, como real é o choque.&amp;nbsp;Não é normal assistirmos a soldados nervosos antes de ultrapassarem uma colina, sermos educados sob o perigo real que espreita do outro lado, e depois ver a câmara seguir em frente, para encontrar um dos soldados ferido mortalmente, e o desamparo e desorientação frágil dos seus companheiros que se segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra escolha relevante do filme é mais convencional mas que joga aqui com a anterior. Interlaçado com as filmagens efectuadas no Afeganistão durante 2008 vão surgindo excertos de entrevistas com os soldados que fizeram parte daquela campanha. O importante porém é que os depoimentos foram gravados a&amp;nbsp;posteriori, ou seja, alguns meses depois de os soldados terem regressado a casa. Isto desarma de alguma forma a tensão que vivemos dentro do filme pelo modo como a acção nos é apresentada: estes soldados vão sobreviver ao que estamos a ver (com duas ressalvas: um, nem todos os soldados são entrevistados por isso a segurança de todos não está garantida; dois, pela forma como os soldados são filmados de tão perto durante as entrevistas é natural esperar que a qualquer momento um zoom out revele uma cadeira de rodas ou um braço amputado). O significativo é que esta divisão temporal não é imediata para os soldados que ouvimos. A inabilidade deles fazerem essa distinção temporal, de se alienarem do que aconteceu e separarem o presente do passado é preocupante, mostra as feridas abertas por cicatrizar. É um retrato psicológico perturbante que nos é apresentado e ilustra a opção do filme em usar o julgamento subjectivo de quem viveu em primeira mão a experiência de combate, para completar um ponto de vista objectivo na forma como as filmagens no terrreno são expostas. Restrepo esforça-se por apresentar uma tela em branco para cada um tirar as suas conclusões, sem forçar uma agenda política, deixando as questões em aberto mas proporcionando material relevante para as colocar. Cada um chegará a ilações a partir das próprias suas construções e&amp;nbsp;ideologias, contudo a frase que fecha o filme é demasiado incriminatória para não provocar uma reacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/-DjqR6OucBc?rel=0" title="YouTube video player" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-2141626623017058182?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/2141626623017058182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=2141626623017058182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2141626623017058182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2141626623017058182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/02/restrepo.html' title='Restrepo'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-wyy2or0JJUc/TVQxZW9_wqI/AAAAAAAAA28/L2j-PgKOD0Y/s72-c/0820-restrepo-2jpg-6b78b6d5ff4b5109_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-6735083581507647419</id><published>2011-02-22T16:25:00.000Z</published><updated>2011-02-22T16:25:33.260Z</updated><title type='text'>Óscares no Ípsilon</title><content type='html'>A crítica sobre o filme do Banksy, "Exit Through the Gift Shop", &amp;nbsp;foi escolhida pelo Ípsilon como uma das vencedoras do concurso de textos sobre os filmes nomeados para os Óscares deste ano, e além de proporcionar a&amp;nbsp;hipótese&amp;nbsp;de assistir à cerimónia na redacção do jornal, resultou na publicação do texto no site - podem ler aqui:&amp;nbsp;&lt;a href="http://ipsilon.publico.pt/Oscares/texto.aspx?id=277940"&gt;http://ipsilon.publico.pt/Oscares/texto.aspx?id=277940&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-6735083581507647419?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/6735083581507647419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=6735083581507647419&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/6735083581507647419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/6735083581507647419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/02/oscares-no-ipsilon.html' title='Óscares no Ípsilon'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-8795310191868413246</id><published>2011-02-18T18:02:00.001Z</published><updated>2011-02-18T18:35:00.096Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasporto'/><title type='text'>Fantasporto 2011</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CcWAZBncL_s/TV67vFkvl1I/AAAAAAAAA3I/29P16Vuj0dg/s1600/7-20-10_The_Housemaid_300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-CcWAZBncL_s/TV67vFkvl1I/AAAAAAAAA3I/29P16Vuj0dg/s1600/7-20-10_The_Housemaid_300.jpg" title="The Housemaid" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cccccc; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;a href="http://www.fantasporto.com/" style="color: #55aa83; text-decoration: underline;"&gt;http://www.fantasporto.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;sugestões da programação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Grande Auditório&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Segunda-feira, 21 de Fevereiro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;21.15h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1542344/"&gt;127 Horas&lt;/a&gt; - Danny Boyle - EUA - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ba1IhHAqLgw"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;nomeado para Oscar Melhor Filme&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;23.15h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588170/"&gt;I Saw the Devil&lt;/a&gt; - Kim Jee-won - Coreia do Sul - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=AFp6BVHiVPo"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;do realizador de "A Tale of Two Sisters"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Terça-feira, 22 de Fevereiro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;21.15h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1314652/"&gt;The Housemaid&lt;/a&gt; – Im Sang-Soo – Coreia do Sul - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CvZowWUNRh4"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;selecção oficial Festival Cannes 2010&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;23.15h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1273235/"&gt;A Serbian Film&lt;/a&gt; - Srdjan Spasojevic - Sérvia&lt;br /&gt;&lt;i&gt;filme censurado devido à sua violencia extrema, que desde logo um breve olhar à &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/A_Serbian_Film#Plot"&gt;sinopse&lt;/a&gt; permite imaginar (completamente não recomendado).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quinta-feira, 24 de Fevereiro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;23.15h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1542852/"&gt;Carancho&lt;/a&gt; - Pablo Trapero - Argentina - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qBzblLcTkP0"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;thriller argentino com Ricardo Darín, secção Un Certain Regard do Festival Cannes 2010&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sábado, 26 de Fevereiro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;17.00h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1452626/"&gt;Hahaha&lt;/a&gt; – Hong Sang-soo -&amp;nbsp;Coreia do Sul - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vvGA-S6ANKg"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;prémio secção Un Certain Regard do Festival de Cannes 2010&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;23.15h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1391034/"&gt;And Soon the Darkness&lt;/a&gt;- Marcos Efron - EUA - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GO8BZF_yNBA"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;série b, terror entre o "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0454970/"&gt;Turistas&lt;/a&gt;" e "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0963794/"&gt;The Ruins&lt;/a&gt;", isto é, mais férias estragadas. Alta probabilidade de sustos gratuitos, decisões idiotas e momentos nojentos.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Domingo, 27 de Fevereiro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;21.15h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1314652/"&gt;The Housemaid&lt;/a&gt; – Im Sang-Soo - Coreia do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Segunda-feira, 28 de Fevereiro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;23.15h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1274300/"&gt;The Tempest&lt;/a&gt; - Julie Taymor - Inglaterra - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DDyGl2uIQ-Q"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;a realizadora de "Across the Universe" e "Frida" volta a adaptar Shakespeare depois de "Titus"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Terça-feira, 1 de Março&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;23.15h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588170/"&gt;I Saw the Devil&lt;/a&gt; - Coreia do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quarta-feira, 2 de Março&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;17.00h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1443518/"&gt;R U There&lt;/a&gt; – David Verbeek - Holanda - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FHjbcMGbBB8"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;secção Un Certain Regard do Festival de Cannes 2010&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Sexta-feira, 4 de Março de 2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;21.15h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1161864/"&gt;The Rite&lt;/a&gt; – Mikael Hafstrom – EUA - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=_hG3ktopqv8"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;blockbuster americano com Anthony Hopkins, "The Exorcist" e "The Omen" reciclados, sustos garantidos e possibilidade de fortes enjoos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;23.15h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1017460/"&gt;Splice&lt;/a&gt; - Vincenzo Natali - EUA - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=G7s6FucXVCY&amp;amp;feature=fvsr"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;sci-fi do realizador do "Cube". Probabilidade de chuva torrencial de momentos nojentos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-b1Hwyu3uJfk/TV6z0Y6TFgI/AAAAAAAAA3E/e1A5wTOurt0/s1600/carancho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="219" src="http://4.bp.blogspot.com/-b1Hwyu3uJfk/TV6z0Y6TFgI/AAAAAAAAA3E/e1A5wTOurt0/s400/carancho.jpg" title="Carancho" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pequeno Auditório&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sexta-feira, 25 de Fevereiro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;21.00h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1581839/"&gt;Zombie Undead&lt;/a&gt; – Rhys Davies - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YUAMP898_hA"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;se o seu objectivo é ver todos os filmes com zombies no título, tem aqui uma oportunidade&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;23.00h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0029957/"&gt;La Bête Humaine&lt;/a&gt; – Jean Renoir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Segunda-feira, 28 de Fevereiro e&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Terça-feira, 1 de Março&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;21.00h – Sessão especial com a apresentação interactiva de &lt;a href="http://www.sufferrosa.com/"&gt;Sufferrosa - &amp;nbsp;A Web Interactive Film&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- &lt;a href="http://vimeo.com/13812083"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;what happens in the movie depends entirely on the viewer’s choice.&amp;nbsp;With over 110 scenes, 3 alternative endings, 20 different locations and 25 actors to choose from, Sufferrosa is one of the biggest interactive web-based movies ever made&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sábado, 5 de Março&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;21.00h – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0055827/"&gt;Le Caporal Épinglé&lt;/a&gt; – Jean Renoir&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-8795310191868413246?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/8795310191868413246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=8795310191868413246&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8795310191868413246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8795310191868413246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/02/fantasporto-2011.html' title='Fantasporto 2011'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CcWAZBncL_s/TV67vFkvl1I/AAAAAAAAA3I/29P16Vuj0dg/s72-c/7-20-10_The_Housemaid_300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1215061781357194563</id><published>2011-01-21T17:20:00.001Z</published><updated>2011-01-21T18:10:24.510Z</updated><title type='text'>Banksy</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TTm5ZHDC2GI/AAAAAAAAA2w/TxBSoM0885M/s1600/exit_through_the_gift_shop-p1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TTm5ZHDC2GI/AAAAAAAAA2w/TxBSoM0885M/s1600/exit_through_the_gift_shop-p1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1587707/"&gt;Exit Through the Gift Shop&lt;/a&gt;" de Banksy está pré-seleccionado para o&amp;nbsp;Oscar&amp;nbsp;de Melhor Documentário e enquanto não é conhecida a lista final de nomeados, o filme continua a arrecadar prémios e a tornar-se uma séria ameaça na categoria. Recentemente o filme foi premiado como melhor documentário nos "&lt;a href="http://www.cinemaeyehonors.com/"&gt;Cinema Eye Honors&lt;/a&gt;", e Banksy, não estando presente (como não podia deixar de ser), enviou um discurso de aceitação do prémio para ser lido durante a cerimónia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Now’s not the time for long, rambling speeches. I’ll leave that for the director of ‘Waiting for Superman.’&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I’d like to thank the Cinema Eye awards. It’s great to be recognized by people who are so obsessed with the documentary genre — in other words people who are even more socially retarded than myself.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I guess some of you may be getting a bit suspicious about me. How can you know that this award is real? But I’d like to categorically assure you that this evening’s awards are not being staged by actors for a parody I’m making about film awards.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I’d like to thank anyone who worked on the movie. Almost all of them did a great job. And I’d like to dedicate this award to anyone out there who’s ever looked at the state of this world and thought: “I can’t just stand idly by and watch this happen. I need to get it on tape.” Thank you and have a good evening."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;* crítica a &lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/10/exit-through-gift-shop.html"&gt;Exit Through the Gift Shop&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1215061781357194563?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1215061781357194563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1215061781357194563&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1215061781357194563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1215061781357194563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/01/banksy.html' title='Banksy'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TTm5ZHDC2GI/AAAAAAAAA2w/TxBSoM0885M/s72-c/exit_through_the_gift_shop-p1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1891676459082396130</id><published>2011-01-21T17:19:00.000Z</published><updated>2011-01-21T17:19:48.065Z</updated><title type='text'>Oscar 2011: Filme Estrangeiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TTmzRTJI8rI/AAAAAAAAA2s/MCDWqzI4sPw/s1600/kynodontas-371056l.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TTmzRTJI8rI/AAAAAAAAA2s/MCDWqzI4sPw/s1600/kynodontas-371056l.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Já foi revelada a shortlist dos 9 filmes que serão reduzidos na próxima semana a 5 nomeados para o&amp;nbsp;Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, uma das poucas categorias que invariavelmente tem interesse. Os 9:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1646111/"&gt;Life, above all&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- África do Sul - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mTWZrLK2TME"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1229381/"&gt;Hors la Loi&lt;/a&gt; - Argélia - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rv-0hB4NSHU"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1255953/"&gt;Incendies&lt;/a&gt; - Canadá - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YDf-XuYid1A"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1340107/"&gt;In a Better World&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- Dinamarca - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=riCzujxV6cw"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1422032/"&gt;Tambien la Lluvia&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- Espanha - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6xCdf2K3Soc"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1379182/"&gt;Kynodontas / Canino&lt;/a&gt; - Grécia&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1590089/"&gt;Confessions&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- Japão - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=F73eXXiMwB4"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1164999/"&gt;Biutiful&lt;/a&gt; - México - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fdWz1IFEv4k"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1686313/"&gt;Simple Simon&lt;/a&gt; - Suécia - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=R96nLMyBYU0"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não foi desta que Portugal teve uma nomeação, apesar do filme de João Pedro Rodrigues "Morrer como um Homem" ter tido uma boa&amp;nbsp;recepção junto da crítica estrangeira, chegando a ser incluído nos tops dos melhores filmes do ano de revistas como a "New Yorker" ou "Cahiers do Cinema" (7º). Aliás, a grande ausência desta lista é mesmo o melhor filme do ano para os Cahiers e vencedor em Cannes em 2010, "Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives" do tailandês Weerasethakul, o que mostra a contínua, se não crescente, ruptura entre a Academia e festivais como Cannes/Veneza/Berlim na valorização do cinema de autor. Entre as ausências de notar também que o filme francês "Des Hommes et des Deux" de Xavier Beauvois (2º lugar em Cannes) não foi escolhido; quanto a "I Am Love", este não foi a escolha da academia italiana, tal como "Lebanon" não foi a escolha da academia israelita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande e agradável surpresa é a inclusão de "Kynodontas" (Canino). É uma menção que poderá ajudar a divulgação deste brilhante filme, não deixa de ser já uma honra atingida e se oferece alguma esperança em relação ao futuro ou uma abertura da Academia a uma obra fracturante e arriscada como esta, será muito difícil passar à lista final (mas, o ano passado a surpresa foi a nomeação do peruano "La Teta Assustada").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Favoritos à selecção final parecem ser:&lt;br /&gt;- "&lt;b&gt;In a Better World&lt;/b&gt;", vencedor já do Globo de Ouro e talvez o maior favorito &lt;i&gt;(The lives of two Danish families cross each other, and an extraordinary but risky friendship comes into bud. But loneliness, frailty and sorrow lie in wait)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;- o sul-africano "&lt;b&gt;Life, above all&lt;/b&gt;" &lt;i&gt;(an emotional and universal drama about a young girl who fights the fear and shame that have poisoned her community. The film captures the enduring strength of loyalty and a courage powered by the heart - it is based on the international award winning novel "Chanda's Secrets")&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;o canadiano "&lt;b&gt;Incendies&lt;/b&gt;"&amp;nbsp;&lt;i&gt;(a mother's last wishes send twins Jeanne and Simon on a journey to Middle East in search of their tangled roots. Incendies tells the powerful and moving tale of two young adults' voyage to the core of deep-rooted hatred, never-ending wars and enduring love)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;- o mexicano "&lt;b&gt;Biutiful&lt;/b&gt;", o novo filme de&amp;nbsp;Alejandro González Iñárritu, desta vez sem a colaboração do seu argumentista de Amores Perros e 21 Grams&lt;br /&gt;- para o 5º talvez o argelino&amp;nbsp;Hors la Loi, no que seria a segunda nomeação para&amp;nbsp;Rachid Bouchareb depois de&amp;nbsp;Indigènes; ou o espanhol "Tambien la Lluvia", já que a combinação Cristovão Colombo e Gael García Bernal tem sempre potencial, mas a vitória deverá ser disputada entre os outros nomeados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mais em: &lt;a href="http://incontention.com/2011/01/19/dogtooth-biutiful-make-foreign-language-oscar-shortlist/"&gt;www.incontention.com&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;* últimos vencedores em Cannes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2010: Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives&lt;br /&gt;2009: The White Ribbon &lt;i&gt;[nomeado para Oscar Melhor Filme]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;2008: The Class&amp;nbsp;&lt;i&gt;[nomeado para Oscar Melhor Filme]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;2007: 4 Months, 3 Weeks and 2 Days&lt;br /&gt;2006: The Wind That Shakes the Barley&lt;br /&gt;2005: L'enfant&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1891676459082396130?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1891676459082396130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1891676459082396130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1891676459082396130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1891676459082396130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/01/oscar-2011-filme-estrangeiro.html' title='Oscar 2011: Filme Estrangeiro'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TTmzRTJI8rI/AAAAAAAAA2s/MCDWqzI4sPw/s72-c/kynodontas-371056l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-900732716479579317</id><published>2011-01-14T15:36:00.000Z</published><updated>2011-01-14T15:36:24.049Z</updated><title type='text'>Winter's Bone</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1399683/"&gt;Winter's Bone&lt;/a&gt;, de&amp;nbsp;Debra Granik, EUA 2010, 8/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TQKTDW9hKeI/AAAAAAAAA2g/Ga7FOuS8UMY/s1600/winters_bone_2010_gotham_awards_best_picture.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="355" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TQKTDW9hKeI/AAAAAAAAA2g/Ga7FOuS8UMY/s640/winters_bone_2010_gotham_awards_best_picture.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O minimalismo patente em Winter's Bone tem um único objectivo: deixar-nos sozinhos com a personagem central, uma indómita rapariga de 17 anos face aos elementos adversos que ela tem&amp;nbsp;de enfrentar. Os planos longos e distantes, repetindo-se erodem a nossa resistência e delapidam a vontade de Ree, numa composição ambiental sem misericórdia, essencial para criar empatia com a personagem e também para delimitar a fronteira desta vida, estabelecendo a impossibilidade da ideia de um outro mundo. O notável em "Winter's Bone" é a facilidade com que nos&amp;nbsp;perdermos no isolamento intemporal da situação das suas personagens. O filme tanto podia ocorrer há cinquenta anos atrás, como daqui a cinquenta anos, que não notariamos diferença - tal é a arrogância isolacionista do espaço - o que é suficiente para evidenciar o redutor ciclo que é vivido dentro do filme. Uma geração dá lugar a outra geração, repetem-se erros e fecham-se portas, enterram-se futuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de rivalidades mundanas entre familiares,&amp;nbsp;negócios de drogas, que apenas reforçam a precariedade de como se tenta sobreviver nesta comunidade, e&amp;nbsp;sentimentos de impunidade, que se alimentam de vidas à margem da sociedade e da sua lei, fica apenas o vazio no centro. No meio de uma floresta de árvores solitárias, a luta de Ree em sustentar os irmãos mais novos é contrariada pela debilidade de uma mãe dormente e&amp;nbsp;pela procura&amp;nbsp;de um pai de corpo desaparecido.&amp;nbsp;A lenta claustrofobia em que o filme nos envolve é definida na sua escuridão. Sempre num tom retraído de imagens que ardem, o interior profundo&amp;nbsp;desta america esquecida é acima de tudo ameaçador. Entre assegurar a próxima refeição, sobreviver ao inverno frio e desafiar a rede de figuras locais poderosas que envolve a família&amp;nbsp;próxima, para tentar desvendar o que aconteceu ao pai, Ree é castigada por personificar uma ameaça&amp;nbsp;como alguém que se desvia da ordem instalada, que não se rende às evidências. É este perigo que encarna que é criminal para quem está habituado a esconder os males do seu modo de vida. À medida que vai sendo percorrido o caminho escolhido por Ree mostra-se implacável, mas tem&amp;nbsp;de segui-lo até ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição no filme sobre o que vai acontecendo e o contexto apresentado são diminutos, e muitas vezes o filme é contado através de&amp;nbsp;silêncios&amp;nbsp;demorados. É a&amp;nbsp;dinâmica&amp;nbsp;da investigação que sustenta o filme, mas são as feições feridas de Ree pelo&amp;nbsp;vento gélido&amp;nbsp;que revelam mais história que qualquer exposição&amp;nbsp;conseguiria.&amp;nbsp;É através deste balanço entre composição ambiental e narrativa nebulosa que o filme se alinha com uma corrente recente, que se destaca pelo ressurgimento de um estilo formal próximo do neo-realismo mas que se transforma num realismo quase onírico. Tal como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1340123/"&gt;Samson and Delilah&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1152850/"&gt;Wendy and Lucy&lt;/a&gt;, estes filmes&amp;nbsp;acrescentam ao objectivismo com que são filmados um cenário particular no seu isolamento,&amp;nbsp;aludindo a um etéreo negro de Terrence Malick em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0069762/"&gt;Badlands&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077405/"&gt;Days of Heaven&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A cena mais importante do filme tem um impacto tão devastador precisamente pelas fronteiras que estabelece durante o filme. É a única cena que se desenrola temporariamente fora do cenário das montanhas, em que Ree se desloca a um centro de recrutamento do exército americano para averiguar as possibilidades de abandonar o mundo que conhece mas revela uma saída demasiado custosa - é o choque com um outro mundo real materializado naquela sala e o choque de não ter qualquer saída. Outras portas que se fecham.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-900732716479579317?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/900732716479579317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=900732716479579317&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/900732716479579317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/900732716479579317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2011/01/winters-bone.html' title='Winter&apos;s Bone'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TQKTDW9hKeI/AAAAAAAAA2g/Ga7FOuS8UMY/s72-c/winters_bone_2010_gotham_awards_best_picture.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1624867138044559269</id><published>2010-12-17T14:56:00.000Z</published><updated>2010-12-17T14:56:13.758Z</updated><title type='text'>Top10 2010: Slant</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TQtTL9MB-XI/AAAAAAAAA2k/vy8Tyghf8No/s1600/slant.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TQtTL9MB-XI/AAAAAAAAA2k/vy8Tyghf8No/s1600/slant.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;o top10 dos filmes de 2010, pelos críticos da&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.slantmagazine.com/film/feature/best-of-2010-film/246/page_1"&gt;Slant&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(antes alguns filmes que ficaram de fora dos dez melhores mas que foram distinguidos com uma referência:&lt;br /&gt;23. The Social Network - David Fincher&lt;br /&gt;22. Our Beloved Month of August - Miguel Gomes&lt;br /&gt;19. Hadewijch - Bruno Dumont&lt;br /&gt;15. Eccentricities of a Blond Hair Girl - Manoel de Oliveira&lt;br /&gt;12. Ne Change Rien - Pedro Costa&lt;br /&gt;três filmes portugueses na escolha não deixa de ser uma curiosidade e uma anormalidade como amostra representativa do cinema português)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;top10:&lt;br /&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1228987/"&gt;Let Me In&lt;/a&gt; - Matt Reeves&lt;br /&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1321865/"&gt;Carlos&lt;/a&gt; - Olivier Assayas&lt;br /&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1156143/"&gt;Les Herbes Folles&lt;/a&gt; - Alan Resnais&lt;br /&gt;7. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1156173/"&gt;Vincere&lt;/a&gt; - Marco Bellocchio&lt;br /&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0446029/"&gt;Scott Pilgrim vs. the World&lt;/a&gt; - Edgar Wright&lt;br /&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1216496/"&gt;Mother&lt;/a&gt; - Bong Joon-ho&lt;br /&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1204773/"&gt;Everyone Else&lt;/a&gt; - Maren Ade&lt;br /&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1405809/"&gt;Lourdes&lt;/a&gt; - Jessica Hausner&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1139328/"&gt;The Ghost Writer&lt;/a&gt; - Roman Polanski&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1379182/"&gt;Dogtooth&lt;/a&gt; - Yorgos Lanthimos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1624867138044559269?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1624867138044559269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1624867138044559269&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1624867138044559269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1624867138044559269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/12/top10-2010-slant.html' title='Top10 2010: Slant'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TQtTL9MB-XI/AAAAAAAAA2k/vy8Tyghf8No/s72-c/slant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-3240254890400213540</id><published>2010-12-02T17:07:00.006Z</published><updated>2010-12-03T11:10:48.969Z</updated><title type='text'>Les amours imaginaires</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1600524/"&gt;Les amours imaginaires&lt;/a&gt; de Xavier Dolan, Canadá 2010, 7/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TPQ2_DGLoNI/AAAAAAAAA2M/vGBYDtk_ZHk/s1600/les-amours-imaginaires_xavier-dolan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TPQ2_DGLoNI/AAAAAAAAA2M/vGBYDtk_ZHk/s1600/les-amours-imaginaires_xavier-dolan.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o filme debate-se com sentimentos difíceis de agarrar ou compreender, este "Les amours imaginaires", que lida com a rejeição e a solidão, é apropriadamente um retalho de momentos desconexos colados por momentos musicados, que emula de certa forma a confusão intrínseca e emocional das suas personagens. Misturando altos sensoriais como recortes de festas excessivas com baixos ressacados de solidão cortante e composto por sequências isoladas, a desconexidade não é exactamente algo mau porque ajuda a reproduzir o sentimento de desejo de afastamento em relação ao resto do mundo numa contraditória procura de uma qualquer ligação. É especialmente enebriante na sua cadência etérea, no sublinhar dos seus momentos efémeros, esta história de um triângulo amoroso dolorosamente indefinido em que os dois mandatários sentimentais do filme, um rapaz e uma rapariga desamparados, giram à volta de um outro rapaz que parece divertir-se a jogar com as suas expectativas. A personagem interpretada pelo realizador, Xavier Dolan, deambula à procura de identidade própria, à procura de ser encontrado antes de se encontrar, exprimido primariamente através da sua sexualidade reprimida (a referência à escala de Kinsey), acaba por rever-se não no rapaz que persegue mas na rapariga sua concorrente, pois é com ela que partilha afinidades existenciais, semelhanças numa auto-destruição de insegurança e procura de lugar no mundo de que ao mesmo tempo procuram fugir,&amp;nbsp;num encontro entre desencontrados&amp;nbsp;até chegarem a uma eventual resignação. A sua reacção-repulsa no final do filme é apenas natural, uma afirmação da impossibilidade de deter a sua marginalidade, de compromisso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a indefinição pessoal é espelhada estilisticamente na técnica explorada ao longo do filme. Pautado por breves interlúdios de depoimentos de desconhecidos num formato próximo do documentário, pequenos toques de perspectiva que ajudam a relançar as sequências seguintes da história e fortalecer o sentimento de confusão desligada. Dolan, que aos vinte e um anos assina aqui o seu segundo filme (ambos apresentados em Cannes e o primeiro, "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1424797/"&gt;J'ai tué ma mère&lt;/a&gt;", multi-premiado), aparenta uma vontade genuína de experimentar sem medo e sem preconceitos, à procura de luz e de voz própria, não tem receio em colar-se a diferentes inspirações.&amp;nbsp;A&amp;nbsp;câmara nas mãos de Dolan é livre e hipnótica e a&amp;nbsp;utilização de zooms ou slow-motions extremos com músicas por cima (Fever Ray e uma versão estonteante de "my baby shot me down" &amp;nbsp;ficam na memória) são exemplos claros do recurso de Dolan a materiais reciclados, mas sem que tudo funcione para negar o interesse do resultado final. Apesar de tudo não é tão melodramático como poderia ser e a infusão de energia juvenil mas nada imatura de Dolan permite uma aproximação fresca a material vintage, construíndo um interessante exercício sentimental sobre as pulsações dos dois personagens diletantes, com &amp;nbsp;pequenos&amp;nbsp;momentos polaroids gravados no tempo que ficarão para trás.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-3240254890400213540?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/3240254890400213540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=3240254890400213540&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/3240254890400213540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/3240254890400213540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/12/les-amours-imaginaires.html' title='Les amours imaginaires'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TPQ2_DGLoNI/AAAAAAAAA2M/vGBYDtk_ZHk/s72-c/les-amours-imaginaires_xavier-dolan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-8174655782655622179</id><published>2010-11-18T11:05:00.001Z</published><updated>2010-11-18T15:24:33.998Z</updated><title type='text'>O Vazio em Ozu - Remix</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TORsPXiBVVI/AAAAAAAAA10/MkePXKXjAtc/s1600/OZU2small.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TORsPXiBVVI/AAAAAAAAA10/MkePXKXjAtc/s400/OZU2small.jpg" width="281" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No próximo sábado dia 20 de Novembro, pelas 18h, o cinemajunkie numa colaboração com a Kuri Kuri e Kanukanakina volta a apresentar no Quintal Bioshop a projecção de "O Vazio em Ozu (e outros)" - remix, um filme-concerto de sequências editadas de filmes de Yasujiro Ozu (e outros realizadores) pelo cinemajunkie&amp;nbsp;que será musicado por Kanukanakina com o convidado Miguel Ramos. Uma versão ligeiramente diferente, mais curta de uma viagem ao cinema de Ozu e à sua influência no cinema japonês, a não perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links associados:&lt;br /&gt;Kuri Kuri: &lt;a href="http://kurikurishop.com/"&gt;kurikurishop.com​&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;cinemajunkie: &lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/"&gt;cinemadejunkie.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;kanukanakina: &lt;a href="http://youtube.com/%E2%80%8Buser/%E2%80%8Bcomemelinhos"&gt;youtube.com/​user/​comemelinhos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quintal Bioshop: &lt;a href="http://blogdoquintal.blogspot.com/"&gt;blogdoquintal.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="295" src="http://player.vimeo.com/video/16961508?portrait=0" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-8174655782655622179?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/8174655782655622179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=8174655782655622179&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8174655782655622179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8174655782655622179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/11/o-vazio-em-ozu-remix.html' title='O Vazio em Ozu - Remix'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TORsPXiBVVI/AAAAAAAAA10/MkePXKXjAtc/s72-c/OZU2small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-3645686114949843468</id><published>2010-10-21T23:59:00.006+01:00</published><updated>2011-07-06T17:29:01.079+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscar'/><title type='text'>Exit Through the Gift Shop</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1587707/"&gt;Exit Through the Gift Shop&lt;/a&gt; de Banksy, UK/EUA 2010, 9/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TLJaihR7JVI/AAAAAAAAA1g/ELXEPVOQ-kA/s1600/exit_through_the_gift_shop_film_still_1.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TLJaihR7JVI/AAAAAAAAA1g/ELXEPVOQ-kA/s400/exit_through_the_gift_shop_film_still_1.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;texto também disponível no Ipsilon:&amp;nbsp;&lt;a href="http://ipsilon.publico.pt/Oscares/texto.aspx?id=277940"&gt;http://ipsilon.publico.pt/Oscares/texto.aspx?id=277940&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Um filme-demolição&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banksy, prolífero e incógnito artista de intervenção conhecido pela sua arte-terrorismo, atira-se a um novo formato neste auto-intitulado primeiro "street art disaster movie" da mesma forma que ataca uma parede em branco numa qualquer rua em Londres debaixo de uma câmara de segurança - é preciso agitar, provocar. É um portento golpe de estado em película a um certo panorama artístico contemporâneo este filme equivalente a um graffiti desafiador. De elevada acidez na forma como utiliza um novo registo para deixar a sua marca de desconstrução, Banksy ataca a crescente comercialização da street art e o excesso de promoção e hype de alguns artistas que utilizam a divulgação como substituição do talento. Criticando a apropriação desta arte por outras formas como a publicidade e a perda de pureza de algo que começou inocentemente por reclamar espaços públicos para si, acaba com uma fantástica declaração sobre o estado actual das coisas. Assumindo o lado artificial de qualquer filme, mesmo o de um inserido num género institucionalmente associado à verdade como o documentário, Banksy parte para uma exploração do subgénero mockumentary – um prankumentary na verdade - na forma como joga com expectativas e com a validade da informação apresentada. É realmente uma boratização de um género que é fabricada para através de um registo menos sério desarmar a audiência, mas sem deixar de apresentar uma mensagem-crítica importante que é capaz de passar despercebida no jogo de manipulação apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da inebriante sequência inicial de créditos com o fabuloso hino de Richard Hawley ("Tonight the streets are ours") a pairar sobre uma montagem de imagens de graffiters em acção em cenas ridiculamente cool, o filme começa com a introdução do próprio Banksy (se é mesmo ele) que escondido na sombra se senta no seu trono para começar a dirigir-nos: "What is the film about?" Banksy: "The film is the story of what happened when this guy tried to make a documentary about me but he was actually a lot more interesting than I am, so now the film is kinda of about him."&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Assim somos introduzidos a Thierry Guetta - depois de um segundo de desconfiança, mais interessante que Banksy? - vedeta fabricada por Banksy para representar de um modo mais ligeiro aquela pessoa que está sempre presente e acompanha qualquer graffiter nas suas acções para registar em vídeo as intervenções (qualquer artista-marca passa também pela sua auto-promoção) e de um modo mais cáustico os tipos de pessoas que se colam a estes artistas à procura de validação pessoal apesar da falta de trabalho original. Guetta é uma fabulosa construção numa caricatura tipificada, o francês excêntrico que apesar de viver há décadas na América ainda mal consegue articular-se em inglês e alguém que substitui a falta de talento com impertinência. Sempre de câmara em punho grava todos os momentos da sua vida, banalizando esse registo e efectivamente retirando importância aos momentos que deveria filmar. O seu propósito é mesmo a presença junto de artistas consagrados, uma espécie de stalker artístico - obviamente que guarda as cassetes em caixas para nunca mais rever o que filmou. Aliás, logo no início somos apresentados a uma pista para a mensagem séria do filme que aparecerá mais tarde: Guetta ganha a vida a vender roupa com defeitos que apelida de roupa de designer, permitindo-se assim aumentar o preço para pessoas crédulas desejosas de tal material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TMDChoZ0K2I/AAAAAAAAA1o/G84qZsRXCAU/s1600/still_13943-e1274551378811-700x326.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TMDChoZ0K2I/AAAAAAAAA1o/G84qZsRXCAU/s400/still_13943-e1274551378811-700x326.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A apresentação da personagem de Guetta, o veículo narrativo do filme, permite-nos entrar no submundo destes artistas que reclamam as ruas como suas para espaço de manifestação contra-cultural e chegar perto de &lt;a href="http://obeygiant.com/"&gt;Shepard Fairey&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.space-invaders.com/"&gt;Space Invader&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.monsieura.com/"&gt;Monsiuer A&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Borf"&gt;Borf&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Swoon_(artist)"&gt;Swoon&lt;/a&gt;&amp;nbsp;entre outros, para um olhar íntimo aos nomes mais icónicos deste vibrante movimento que é aqui apresentado. É esta rara aproximação que nos permite assistir de perto a estes artistas furtivos em acção a manipular a escuridão à procura do local-delito certo e é a própria natureza ilícita dos seus actos que provoca uma maior curiosidade - quase que queremos absorver um pouco daquela adrenalina. Através de alegadas filmagens de Guetta temos acesso a momentos inesquecíveis como Banksy disfarçado a colocar uma moldura sua num museu em NY, ou Fairey a subir a um telhado na Praça da Concórdia em Paris para colocar furtivamente um dos seus gigantes de marca, ou Invader a espalhar os seus desenhos no sinal de Hollywood, ou a fantástica aparição de Banksy no muro da Palestina - um olhar ao modus operandi outrora inacessível destes fora-da-lei mediáticos. Uma exposição de Banksy em LA é desculpa para mostrar toda a relevância que o movimento street art obteve atingindo o mainstream. As obras de Banksy passam a ser vistas como uma comodidade valiosa para ser coleccionada e não é surpresa que a sua exposição seja visitada por celebridades vápidas de Hollywood, incapazes de lidar com o elefante colocado na sala por Banksy para desarmar a própria importância daquela exposição na capital da vaidade e aparências, algo que será exposto na parte final do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no último acto do filme que Banksy parte para a ruptura com uma tradicional celebração-exposição do movimento. Num processo de comentário sardónico em relação a tudo que agora rodeia esse movimento começa por expor o pretensiosismo de Guetta com a apresentação da versão final do documentário que este supostamente editou: “&lt;a href="http://www.liferemotecontrolthemovie.com/"&gt;Life Remote Control&lt;/a&gt;”. É mais uma construção exagerada que funciona como uma crítica a filmes que se levam demasiado a sério na sua inovação abstracta e experimentalismo e ao mesmo tempo como uma defesa de Banksy contra críticas ao convencionalismo formal que escolheu para apresentar a sua história. Banksy propõe a Guetta que este se dedique a fazer a sua própria arte que ele se encarregará do rumo do documentário dando mais tarde origem à melhor frase do filme: "Eu costumava incentivar toda a gente a fazer arte. Agora nem por isso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirado pelas palavras de apoio Guetta adopta o pseudónimo Mr Brainwash e prepara uma exposição em L.A., imitando Banksy. É aqui que o filme descarrila num rodopio de mensagens críticas sobre o paradigma artístico aqui questionado. A curiosidade em volta de um artista completamente desconhecido mas patrocinado pelos maiores nomes atinge níveis absurdos e o hype à volta do evento-bomba leva a que esgotem rapidamente as entradas para a inauguração. Guetta chega a vender obras no valor de 1 milhão de dólares mesmo antes de alguém conhecer o seu trabalho. As palavras de apoio de Banksy e Fairey abrem as portas do mundo artístico a Guetta e permitem-lhe saltar etapas, efectivamente validando-o como artista apenas através de auto-promoção, mesmo sem apresentar qualquer trabalho. É a forma de Banksy questionar como é que a sociedade elege os seus autores de eleição, quem e como é que se fabricam as opiniões que depois são seguidas pelas massas, sempre num jogo subjugado a interesses económicos no que é uma demonstração factual da mercantilização da street art. Deixou de ser algo puro que apenas existia nas ruas e era de todos para poder ser comprado em uma qualquer gift shop e especialmente algo que deixa de ter valor intrínseco mas valor que lhe é atribuído por outros. O gesto anti-autoritário passou a conformismo simples e neste caso ninguém sabe porque é que o trabalho de Mr Brainwash é valioso, apenas o é porque alguém disse que sim, que é o gracejo do filme. Porque parece existir um conjunto de pessoas que seguem &amp;nbsp;sem espírito crítico a opinião geral instituída através dos media, com medo de serem excluídas de uma parte da sociedade, porque senão apreciam é porque não percebem, então têm que gostar para pertencer. Têm tanto que pertencer, especialmente em L.A., que até derrubam as barreiras de segurança para poderem entrar na exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TMDE8HIiBMI/AAAAAAAAA1w/_u2ROg-9QFs/s1600/exit-through-the-gift-shop-banksy-film.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TMDE8HIiBMI/AAAAAAAAA1w/_u2ROg-9QFs/s400/exit-through-the-gift-shop-banksy-film.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Guetta, elevado quase da noite para o dia a figura líder do movimento que tenta infiltrar, é então mais um caso de um imperador que vai nu já que o próprio trabalho apresentado por si não tem qualquer carácter de crítica política (ao invés de Banksy e Fairey) e as suas obras são pouco mais que cópias desinspiradas e derivativas do trabalho de outros. A facilidade com que conquista a crítica e a população geral parece deixar Banksy confuso mas pouco surpreendido e acima de tudo divertido com a vitória do absurdismo. A própria rapidez da ascensão de Guetta parece deixa-lo perdido dentro da sua megalomania. Com a aproximação da data de inauguração da sua exposição vemo-lo a "criar" obras em rápida sucessão, efectivamente dependendo de assistentes que sucumbem ao seu novo estatuto ditatorial para criarem algo a partir das suas vagas linhas de orientação. A falta de intervenção artística de Guetta nas obras que serão criadas em série pelos seus assistentes não poderia ser mais explícita (a única vez que o vemos perto de uma lata de tinta é quando entorna uma na mala de um jipe). É mais uma crítica de Banksy à forma como os assistentes são utilizados e se entregam ao que parece ser uma fábrica de manufacturação de réplicas fáceis e desprovidas de qualquer fio de autor, como publicitários que entregam o seu talento a outros, aqui meros peões nas mãos de Guetta. Banksy numa vertiginosa sucessão de golpes leva a casa abaixo e arrasa tudo e todos neste filme-demolição. Será o equivalente a colocar uma peça no British Museum mas menos arriscado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banksy e Fairey surgem nesta colaboração como uma versão moderna de Duchamp e Picabia na forma como extravasam a forma que começaram por explorar para partir para um registo mais ambicioso. Parodiando todo o espectáculo à volta da street art enfiada numa galeria e que com a subida de popularidade &amp;nbsp;abandonou o subterrâneo e passou a fazer parte da cultura consumista, questionam assim o papel da arte nessa sociedade. A realidade é que Guetta pode não ser uma criação artística dos dois, apesar de todas as pistas que apontam para isso e que são deixadas ao longo do filme (e de outras opiniões nesse sentido*), mas isso não deixaria de ser cómico-trágico se fosse verdade. E Banksy é extremamente seco nas palavras com que fecha o filme: "maybe it means art is a bit of a joke".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fastcompany.com/1616365/banksy-movie-prankumentary"&gt;Here's Why the Banksy Movie Is a Banksy Prank&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://entertainment.timesonline.co.uk/tol/arts_and_entertainment/film/article7041650.ece"&gt;Is Banksy’s ‘Exit Through the Giftshop’ a hoax too far?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TMDCytrDBnI/AAAAAAAAA1s/q4YIv8YjxHE/s1600/3751733832_807d1b7f44_b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="303" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TMDCytrDBnI/AAAAAAAAA1s/q4YIv8YjxHE/s400/3751733832_807d1b7f44_b.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-3645686114949843468?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/3645686114949843468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=3645686114949843468&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/3645686114949843468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/3645686114949843468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/10/exit-through-gift-shop.html' title='Exit Through the Gift Shop'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TLJaihR7JVI/AAAAAAAAA1g/ELXEPVOQ-kA/s72-c/exit_through_the_gift_shop_film_still_1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1262271915170598272</id><published>2010-10-18T23:18:00.001+01:00</published><updated>2010-10-22T00:01:11.699+01:00</updated><title type='text'>Sally Menke</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TLzHiKyYz4I/AAAAAAAAA1k/MOmsU3waT7c/s1600/Reservoir+Dogs%5B1992%5DDvDrip%5BEng%5D-FXG.avi_000552761.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="170" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TLzHiKyYz4I/AAAAAAAAA1k/MOmsU3waT7c/s400/Reservoir+Dogs%5B1992%5DDvDrip%5BEng%5D-FXG.avi_000552761.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;em discurso &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/film/2009/dec/06/sally-menke-quentin-tarantino-editing%20%2522%3E%20The%20Guardian"&gt;directo&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The thing with Tarantino is the mix-and-match. We do study other films and other scenes but only to get the vibe we need for our scene – like in Kill Bill when Uma [Thurman]'s facing off the 5.6.7.8's and we looked at some Sergio Leone close-ups, to see how we wanted to cut that scene. Our style is to mimic, not homage, but it's all about recontextualising the film language to make it fresh within the new genre. It's incredibly detailed. There's nothing laissez-faire about Quentin's approach, but I know his film voice, always have done.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Music is one of his obsessions, so I've cut a lot of great scenes to music. He's very specific and will play music on set all day to get everyone in the mood. I think he goes to sleep with his iPod on when we're filming, because the music becomes the rhythm of his directing. Oddly, I don't cut to music. I just make the scene work emotionally and dramatically, and then Quentin will come in and lay the track over it and we'll tweak it to the beats."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1262271915170598272?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1262271915170598272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1262271915170598272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1262271915170598272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1262271915170598272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/10/sally-menke.html' title='Sally Menke'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TLzHiKyYz4I/AAAAAAAAA1k/MOmsU3waT7c/s72-c/Reservoir+Dogs%5B1992%5DDvDrip%5BEng%5D-FXG.avi_000552761.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-2812112763614028493</id><published>2010-10-14T00:29:00.001+01:00</published><updated>2010-10-17T01:48:43.702+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mendoza'/><title type='text'>Manoro</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0922499/"&gt;Manoro&lt;/a&gt; de Brillante Mendoza, Filipinas 2006 – 6/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TK5VnICOJWI/AAAAAAAAA1c/1kAVWxapsWo/s1600/manoro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TK5VnICOJWI/AAAAAAAAA1c/1kAVWxapsWo/s400/manoro.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Manoro começa por ser um um registo puramente documental, com a câmara estacionada a capturar momentos da realidade para mais tarde deixar-se infiltrar por um registo ficcionado que ajuda a compor a carta de intenções do filme. Logo no início somos confrontados com um cartão que refere o problema de analfabetização nas Filipinas e vemos o trabalho de uma ONG em tentar expandir a educação a crianças desfavorecidas e a primeira sequência mostra-nos um grupo dessas crianças no último dia de aulas num caos trivializado pela sua habituação. É quando Mendoza segue estas crianças quando são transportadas para as suas aldeias remotas que somos confrontados com a dura realidade da sua existência,&amp;nbsp;aldeias onde mesmo assim a sua educação revela importância pela forma como lhes vai permitir ensinar os familiares mais velhos a escrever o nome de forma a poder votarem nas próximas eleições presidenciais. As crianças tornam-se o professor para o resto da aldeia, ganham um próposito, mas não é muito claro se é um esforço útil para aquela população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É portanto acima de tudo uma notação documental - reforçado pelo uso de actores não profissionais -&amp;nbsp;da importância da educação e das consequências directas no quotidiano filipino desta demonstração do poder de um pequeno gesto que representa uma evolução mínima mas que tem efeitos directos sobre a vida das pessoas pela eliminação de barreiras socias. Mas Mendoza entra num registo ficcionado para através do quotidiano dessas aldeias gravar a distância em relação ao resto do mundo, do ritmo parco e da lentidão de ensinar aos mais velhos como podem votar, e se é enternecedor pela forma como estes prestam atenção ao comando dos mais novos e como os mais novos ganham uma aplicação prática para a educação que tiveram – o acto democrático adquire para eles a ideia de algo relevante, o que nem sempre é compartilhada pelos mais velhos – é a entrada no seu dia a dia exógeno e de pobreza que permite compreender a tese do filme que reside no facto de uma educação e de uma participação democrática quando confrontados com esta realidade exposta e alongada no filme se tornar quase numa noção estrangeira às vidas das pessoas que esta tentativa de ajuda de alfabetização tenta atingir, que apenas o filme consegue atingir na intimidade dos gestos das suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo o contraste criado por Mendoza acaba por revelar um tom amargo, dividido entre as composições contemplativas das dificuldades quotidianas e da perturbação que a educação traz a estas populações momentaneamente:&amp;nbsp;o progresso frugal que esta educação permite acaba por ter resultados mistos. Se a educação permite a integração desta população quase esquecida no acto democrático, acaba por ficar um sentimento de irrelevância dessa mesma participação tal é a distância em relação ao mundo em que tentam entrar, algo que acaba no fim por se revelar nalguma desilusão dos mais novos e que é ilustrada num exemplo: depois de ter aprendido a escrever o nome em letra cursiva os mais velhos quando confrontados com o seu nome escrito a letra de impressa bloqueiam porque é algo que desconhecem.&amp;nbsp;O conflito entre o progresso da educação e o distúrbio do isolamento é apenas resolvido na última sequência do filme quando no fim do dia todos se juntam no centro da aldeia e enquanto os que não votaram e os que votaram concordam sobre a pouca importância disso, celebram a comunidade que ali vivem através do esforço de alguém&amp;nbsp;pouco interessado em votar&amp;nbsp;que acompanhamos durante o dia inteiro à caça de um javali, que depois oferece esse fruto ao resto da aldeia, junta no seu isolamento e abandono e fica óbvio que o importante para eles é a partilha e convivência naquele círculo fechado independemente do que acontece a uma distância consíderavel - é uma distância já demasiada entranhada. É uma imagem que Mendoza chega no fim deste filme para expor a sua mensagem legítima mas sempre pouco fracturante, de uma forma quase reprimida no seu realismo social, longe do tom que&amp;nbsp;iria explorar mais tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-2812112763614028493?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/2812112763614028493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=2812112763614028493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2812112763614028493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2812112763614028493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/10/manoro.html' title='Manoro'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TK5VnICOJWI/AAAAAAAAA1c/1kAVWxapsWo/s72-c/manoro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-739353987144597246</id><published>2010-09-23T11:48:00.003+01:00</published><updated>2010-10-14T00:48:09.429+01:00</updated><title type='text'>Filmografia de Ozu (e outros)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TJsY_KwTPJI/AAAAAAAAA08/6h4IEIfxyjc/s1600/60584_501074262570_628932570_7135838_4674674_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="258" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TJsY_KwTPJI/AAAAAAAAA08/6h4IEIfxyjc/s320/60584_501074262570_628932570_7135838_4674674_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Lista de filmes utilizados em "O vazio em Ozu (e outros)":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Yasujiro Ozu (1903-1963)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0022485/"&gt;Tokyo no korasu&lt;/a&gt; / Tokyo Chorus (1931)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0023634/"&gt;Umarete wa mita keredo&lt;/a&gt; / I Was Born, But... (1932)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0023937/"&gt;Dekigoro&lt;/a&gt; / Passing Fancy (1933)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0041154/"&gt;Banshun&lt;/a&gt; / Late Spring (1949)&lt;br /&gt;T&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0042762/"&gt;he Munekata Sisters&lt;/a&gt; (1950)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0046438/"&gt;Tokyo monogatari&lt;/a&gt; / Tokyo Story (1953)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Akira Kurosawa (1910-1998)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0040979/"&gt;Drunken Angel&lt;/a&gt; (1948)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TJsZKOg_0DI/AAAAAAAAA1E/L4zxhHLgr5Y/s1600/P1130220.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TJsZKOg_0DI/AAAAAAAAA1E/L4zxhHLgr5Y/s320/P1130220.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0042876/"&gt;Rashomon&lt;/a&gt; (1950)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0055630/"&gt;Yojimbo&lt;/a&gt; (1961)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Kenji Mizoguchi (1898-1956)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0039074/"&gt;Five Women Around Utamaro&lt;/a&gt; (1946)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0046478/"&gt;Ugetsu monogatari&lt;/a&gt; (1953)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Kon Ichikawa (1915-2008)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0053121/"&gt;Nobi&lt;/a&gt; / Fires on the Plain (1959)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seijun Suzuki (1923-)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0059715/"&gt;Shunpu den&lt;/a&gt; / Story of a Prostitute (1965)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TJsZR2mHJ8I/AAAAAAAAA1M/xnXRU-wy8uM/s1600/62894_501074092570_628932570_7135836_7976965_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="270" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TJsZR2mHJ8I/AAAAAAAAA1M/xnXRU-wy8uM/s320/62894_501074092570_628932570_7135836_7976965_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Andrei Tarkovsky (1932-1986)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0069293/"&gt;Solaris&lt;/a&gt; (1972)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Wim Wenders (1945-)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090182/"&gt;Tokyo-Ga&lt;/a&gt; (1985)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Hirokazu Koreeda (1962-)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0408664/"&gt;Dare mo shiranai&lt;/a&gt; / Nobody Knows (2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografias de &lt;a href="http://o-nosso-quintal.blogspot.com/"&gt;Ana Cancela&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://margaridaribeiro.wordpress.com/"&gt;Margarida Ribeiro&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecimento especial ao &lt;a href="http://www.quintalbioshop.com/"&gt;Quintal Bioshop&lt;/a&gt; pela cedência do local para exibição.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TJsvr7BYP4I/AAAAAAAAA1U/_SHaSOGLL6c/s1600/62894_501074082570_628932570_7135834_7509353_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TJsvr7BYP4I/AAAAAAAAA1U/_SHaSOGLL6c/s320/62894_501074082570_628932570_7135834_7509353_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;uma colaboração :&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://kurikurishop.com/"&gt;kuri kuri&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/user/comemelinhos"&gt;kanukanakina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/user/comemelinhos"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/"&gt;cinemajunkie&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://o-vazio-em-ozu.blogspot.com/"&gt;http://o-vazio-em-ozu.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="338" src="http://player.vimeo.com/video/15188850?byline=0&amp;amp;portrait=0" width="601"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-739353987144597246?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/739353987144597246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=739353987144597246&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/739353987144597246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/739353987144597246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/09/filmografia-de-ozu-e-outros.html' title='Filmografia de Ozu (e outros)'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TJsY_KwTPJI/AAAAAAAAA08/6h4IEIfxyjc/s72-c/60584_501074262570_628932570_7135838_4674674_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-827588100393166117</id><published>2010-09-15T14:28:00.001+01:00</published><updated>2010-09-15T14:29:30.157+01:00</updated><title type='text'>18 Setembro 18h30</title><content type='html'>&lt;iframe frameborder="0" height="443" src="http://player.vimeo.com/video/14986038" width="601"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/14986038"&gt;O Vazio em Ozu (e outros)&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user3538446"&gt;jnky&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;música: kanukanakina&lt;br /&gt;imagem: cinemajunkie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As próximas inaugurações simultâneas em Miguel Bombarda, no Porto, a 18 de Setembro, contarão com a projecção do filme-concerto "O Vazio em Ozu", apresentado pela loja japonesa Kuri Kuri.&lt;br /&gt;O filme resulta de uma edição de filmes de Yasujiro Ozu (e outros realizadores) realizada pelo cinemajunkie e musicado pelo kanukanakina. Pelas 18h30, no Quintal Bioshop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links associados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kuri Kuri: kurikurishop.com​&lt;br /&gt;cinemajunkie: cinemadejunkie.blogspot.com&lt;br /&gt;kanukanakina: youtube.com/​user/​comemelinhos&lt;br /&gt;Quintal Bioshop: blogdoquintal.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-827588100393166117?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/827588100393166117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=827588100393166117&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/827588100393166117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/827588100393166117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/09/o-vazio-em-ozu-e-outros-from-jnky-on.html' title='18 Setembro 18h30'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-3714912712812478463</id><published>2010-09-11T02:11:00.005+01:00</published><updated>2010-09-11T02:32:32.672+01:00</updated><title type='text'>O Vazio em Ozu</title><content type='html'>&lt;div&gt;As próximas inaugurações simultâneas em Miguel Bombarda (Porto), no sábado de 18 de Setembro, serão mais especiais. A Kuri Kuri apresenta o filme-concerto "O Vazio em Ozu", uma edição de filmes de Yasujiro Ozu (e outros) realizada pelo cinemajunkie e musicado pelo &lt;a href="http://www.youtube.com/user/comemelinhos"&gt;kanukanakina&lt;/a&gt;. É com todo o prazer que convidamos todos a aparecerem, pelas 18h30, no Quintal Bioshop. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TIra0nQYnwI/AAAAAAAAAyo/N4-5ZFBM6vE/s1600/OZU+(2).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TIra0nQYnwI/AAAAAAAAAyo/N4-5ZFBM6vE/s400/OZU+(2).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515461291094351618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-3714912712812478463?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/3714912712812478463/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=3714912712812478463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/3714912712812478463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/3714912712812478463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/09/o-vazio-em-ozu.html' title='O Vazio em Ozu'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TIra0nQYnwI/AAAAAAAAAyo/N4-5ZFBM6vE/s72-c/OZU+(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-2838314406327861407</id><published>2010-07-27T23:50:00.001+01:00</published><updated>2010-07-27T23:59:02.956+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><title type='text'>Documentário [2000-2009] (parte dois)</title><content type='html'>depois da &lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/07/documentario-2000-2009-parte-um.html"&gt;primeira parte&lt;/a&gt; (20º a 11º), esta é a segunda parte da escolha dos melhores documentários da década, agora do 10º ao 1º:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TEeTTJnhEiI/AAAAAAAAAx4/9jPfbZYHh10/s1600/the+end+of+suburbia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TEeTTJnhEiI/AAAAAAAAAx4/9jPfbZYHh10/s400/the+end+of+suburbia.jpg" border="0" title="The End of Suburbia" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496523827437441570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;10&lt;/b&gt;&lt;b&gt;. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0446320/"&gt;The End of Suburbia&lt;/a&gt; (2004) de Gregory Greene – EUA &lt;/b&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qHr8OzaloLM"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À medida que o filme expõe a teoria Oil Peak através de depoimentos de autores que explicam os seus fundamentos, o quadro que é pintado é negro e viscoso como o próprio tema do filme: a produção americana de petróleo atingiu o máximo em 1971, o pico da produção mundial acontecerá à volta de 2010, a descoberta de novas reservas tem diminuido nos últimos 30 anos (e as existentes estão largamente sobreavaliadas), o consumo mundial continua a aumentar de ano para ano, a dependência do petróleo na agricultura, indústria transformadora e sector energético é insustentável a médio prazo, e quando os efeitos da dimuição da disponibilidade do petróleo começaram a ser sentidos na população funcionarão como descalabro exponencial. O documentário com o subtítulo “&lt;i&gt;Oil Depletion and the Collapse of the American Dream&lt;/i&gt;” procura abordar o paradigma de uma sociedade viciada em petróleo sob um vasto contexto político e social, não só expondo factos que sustentem as suas conclusões mas analisando as consequências e questionando como irá a sociedade reagir ao colapso de um modo de vida e que mudanças estará preparada para aceitar. É uma questão expandida também em “&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0776794/"&gt;A Crude Awakening: The Oil Crash&lt;/a&gt;” (2006), que se prende demasiado a pormenores técnicos sem explorar uma perspectiva generalista, e também em "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1503769/"&gt;Collapse&lt;/a&gt;" (2009), que merece um visionamento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TEeTt-wVioI/AAAAAAAAAyA/gDxXesSS5KA/s1600/zidane.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 219px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TEeTt-wVioI/AAAAAAAAAyA/gDxXesSS5KA/s400/zidane.jpg" border="0" alt="" title="Zidane, un portrait du 21e siècle" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496524288378112642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0478337/"&gt;Zidane&lt;/a&gt; (2006) - Douglas Gordon &amp;amp; Philippe Parreno - França &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=e1UwddoQii0"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;É difícil enquadrar Zidane neste painel de documentários relativamente convencionais de exposição informativa, já que o filme se assemelha mais a uma instalação artística do que a algo que se aprecie numa sala de cinema – afinal a dupla inglesa é mais conhecida pelas suas intervenções em salas de museus de arte moderna. Durante noventa minutos em tempo real seguimos Zidane em mais uma provação no relvado, sem diálogos ou qualquer exposição excepto breves excertos do relato radiofónico do jogo, mas sempre com uma assombrosa banda-sonora da banda Mogwai que contribui para criar uma obra orgânica de caracter onírico, desfasado da realidade. É um olhar obsessivo sobre o jogador que revela através de pequenos gestos como lida com a batalha que vive no momento, numa criação de um moderno retrato, não fosse o subtítulo “&lt;i&gt;un portrait du 21e siècle&lt;/i&gt;”, que revela a experiência solitária e o abandono no meio de 22 jogadores e debaixo do olhar de milhares. A dinâmica do próprio jogo acaba por proporcionar algum drama ao filme, e no fim Zidane desaparece, descendo às trevas, depois da desconstrução do mito, humanizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TEeUom3e0HI/AAAAAAAAAyI/gIDAimgbWtQ/s1600/occupation101.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TEeUom3e0HI/AAAAAAAAAyI/gIDAimgbWtQ/s400/occupation101.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496525295577911410" title="Occupation 101" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;8. &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0807956/"&gt;&lt;b&gt;Occupation 101&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt; (2006) - Abdallah Omeish &amp;amp; Sufyan Omeish&lt;/b&gt; &lt;b&gt;– EUA&lt;/b&gt; - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GuoKwAHmJo4"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Any violence by a large population is not because the people are more violent than any other. It's an alarm, it's a signal that something is wrong in the treatment of this population." Assim começa o filme sobre o conflicto israelo-palestino, procurando apresentar imagens e depoimentos que raramente chegam a público. Um estudo aprofundado sobre os acontecimentos na região durante o século XX que relata a expansão sionista com base no poderio militar, desde as guerras que serviram para estabelecer a soberania israelita com a ajuda britânica e americana, passando pelas deslocações massivas da população palestina até à criação do que são efectivamente dois campos de refugiados onde a população local é mantida sob controlo. Aborda também a origem da intifada e o processo de Oslo sem esquecer as verdadeiras consequências das políticas israelitas, especialmente na utilização dos colonatos como manobra de expansão contínua. É também um olhar incisivo sobre as condições de vida nos territórios ocupados e as agressões recorrentes de que são vítimas os seus residentes, sublinhado não só por declarações de habitantes locais mas também de pessoas ligadas a organizações humanitárias dedicadas a expor a situação mas frustrados com a falta de progresso e a falta de atenção internacional sobre o assunto. São comuns os relatos emocionados e as imagens violentíssimas incapazes de deixarem a maioria indiferente, especialmente um monólogo de uma criança palestina que captura o centro sentimental do filme.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCakIOHSHzI/AAAAAAAAAvo/BuZojuQEOAE/s1600/taxidark.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCakIOHSHzI/AAAAAAAAAvo/BuZojuQEOAE/s400/taxidark.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487253657132080946" title="Taxi to the dark side" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;b&gt;7. &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0854678/"&gt;&lt;b&gt;Taxi to the Dark Side&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt; (2007) - Alex Gibney&lt;/b&gt; - EUA &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WX0MPcN08Zc"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;O título do documentário tem origem em dois acontecimentos distintos que o filme procura interligar: a expressão “dark side” utilizada por Dick Cheney para justitificar a tortura efectuada pelo exército americano e um taxista afegão erradamente capturado como combatente terrorista, que acabou morto depois de seis dias de tortura, uma infeliz vítima colateral do tal &lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;“dark side”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;. A partir deste exemplo somos levados numa viagem às prisões americanas como Guantanamo ou Abu Ghraib onde antigos soldados-interrogadores descrevem as &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;bárbares &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;práticas comuns nesses locais, reflexo da degradação moral americana. Se não há uma decomposição analítica como em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0896866/"&gt;Standard Operation Procedure&lt;/a&gt; (2008) dos acontecimentos entretanto conhecidos, há uma procura de respostas que se extende para além dos soldados rasos no terreno ao incluir depoimentos de Cheney, Woo e Gonzalez que tentam desculpar o indefensàvel e acima de tudo há uma contextualização do clima político por detrás da adopção da tortura, reflectindo sobre a perda de identidade e autoridade moral americana resultante do abandono de princípios humanistas, colocando-os definitivamente ao lado dos terroristas que combatem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TEeXOc7kZ_I/AAAAAAAAAyQ/pr17WbabhQc/s1600/darwin%27s+nightmare.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 224px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TEeXOc7kZ_I/AAAAAAAAAyQ/pr17WbabhQc/s400/darwin%27s+nightmare.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496528144768985074" title="Darwin's Nightmare" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;6. &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0424024/"&gt;&lt;b&gt;Darwin's Nightmare&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt; (2004) - Hubert Sauper - Austria/França &lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qJhHLUbdUjg"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Isto é o que ninguém quer ver. Uma viagem aos confins da África negra, onde a miséria e a pobreza atingem níveis tais que é impossível desviar o olhar e esquecer as imagens desoladoras de uma realidade tão distante e no entanto tão perto. Até que ponto perto é o que o filme pocura explicar na extensão do seu âmbito geral: regularmente aviões russos voam para a Tanzânia para entregar armas e levantar carregamentos de um peixe (a perca), que foi introduzido no lago Vitória pela facilidade com que se reproduz e que está a canibalizar a fauna local num ciclo com um fim definido a curto prazo, destruindo a única fonte de sobrevivência de uma população dizimida por guerras constantes, população que vive as consequências das necessidades alimentares do resto do mundo, ao mesmo tempo que é obrigada a mendigar nos restos dos peixes que não estão em condições de serem enviados para a Europa. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;É a subjugação a interesses capitalistas de europeus que não tem consciência dos caminhos que levam ao aparecimento da perca à sua mesa que aqui o filme procura demonstrar. Além de todas as impressionantes imagens é ainda impossível assistir impávido a este pesadelo quando por exemplo alguém justifica a não utilização do preservativo com as políticas do Vaticano ou um guarda nocturno arrisca diariamente a sua vida para conseguir alimentar a sua família, ao mesmo tempo que o produto exportado para europeus prende a população da Tanzânia condenada a um ciclo inescapável e destino lúgubre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCaiVzXSc_I/AAAAAAAAAvA/wDkO5hjhW3o/s1600/grizzly.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 217px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCaiVzXSc_I/AAAAAAAAAvA/wDkO5hjhW3o/s400/grizzly.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487251691446367218" title="Grizzly Man" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0427312/"&gt;Grizzly Man&lt;/a&gt; (2005) - Werner Herzog – EUA &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gWycuaWJFCM"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Existiu um homem que queria fugir do mundo, e Herzog foi atrás do seu rasto. Da mesma forma que o Grizzly Man procura um regresso às origens, uma liberdade através duma ligação primitiva à natureza, Herzog procura encontrar algo neste homem que se desligava da sociedade mas filmava obsessivamente o que fazia, alguém paradoxalmente incapaz de seguir as rígidas normas sociais, mas que queria tanto comunicar ao resto do mundo os seus sentimentos-pensamentos. É um retrato emocionante e perturbador construído por Herzog, particularmente afectivo pela forma como Herzog analisa racionalmente as imagens capturadas por Timothy Treadwell e, colocando-se ao lado do espectador, tenta compreender os fundamentos das suas acções e do seu isolamento, mas nem sempre o consegue. Herzog questiona a possibilidade da relação entre o homem e animais selvagens, e a artificialidade de tudo isso vem à tona, exacerbado pela necessidade de atenção que parece motivar Treadwell. Na morte anunciada de Treadwell Herzog encontra &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;alguém iludido na sua relação com a natureza, alguém que acreditava que a natureza precisava de si, que estes animais precisavam de si, mas a indiferença da natureza é demasiado pesada, e se Treadwell procura uma rendição à natureza, Herzog parece contrapor: será que a natureza precisa do homem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCakfzq8fcI/AAAAAAAAAvw/-dANEh8ognw/s1600/whentheleeves.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCakfzq8fcI/AAAAAAAAAvw/-dANEh8ognw/s400/whentheleeves.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487254062350761410" title="When the levees broke" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0783612/"&gt;When The Levees Broke&lt;/a&gt; (2006) - Spike Lee – EUA&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;O furacão Katrina foi um dos eventos definidores da década passada pela cobertura de inúmeras horas televisivas em directo a que foi sujeito e que melhor que o olhar crítico Spike Lee para revisitar e escrutinar os acontecimentos que abalaram a comunidade largamente negra de New Orleans. Neste documentário de quatro horas Lee é tenacioso na exaustão com que aborda o assunto e procura respostas para justificar o acontecido, sem deixar nada por questionar. É assustadora a normalidade com que ficamos estupefactos com o sucedido e com a sucessão de eventos e rapidamente constatamos que o abandono da população local encontra razões na sua condição de seres periféricos, e antes de incompetência na forma como nada foi feito para impedir o que aconteceu, e pouco foi feito durante ou depois, encontramos desumanidade. É por isso que este filme é notável, pela forma extraordinária como Lee procura a voz dos silenciados, dos que parecem não importar. Lee agarra-se aos depoimentos das pessoas que viveram a tragédia de New Orleans e cria empatia honesta e a longa duração do filme parece querer transmitir a relutância em abandonar de novo estas pessoas, porque se é verdade que com este documentário a sua história é contada, assim que termina o documentário voltam a ser esquecidas, voltam a ter que sobreviver em condições miseráveis mesmo todo este tempo depois, desaparecem de novo, a realidade da sua efemeridade gravada na eternidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCai_g6iNoI/AAAAAAAAAvQ/6BIHn4Iqu24/s1600/nechangerien.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCai_g6iNoI/AAAAAAAAAvQ/6BIHn4Iqu24/s400/nechangerien.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487252408048432770" title="Ne Change Rien" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1520367/"&gt;Ne Change Rien&lt;/a&gt; (2009) - Pedro Costa - Portugal/França &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7BO8VUtGphY"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Neste filme-sonho de Pedro Costa, que é também uma declaração de amor a Jeanne Balibar, apenas há a música, não existe mais nada. Nesta imersão sensorial dedicada à contemplação, cada composição é como que uma prenda para o espectador, sublimes momentos de perder qualquer ligação à realidade. A presença fantasmagórica e romantizada de Balibar arrasta-nos para um local de admiração através de uma cadência cénica que nos embala. Costa esquece tudo o resto e regressa ao preto e branco, num magnífico trabalho de tratamento do som e imagem, através de jogos de repetições rítmicas e planos estáticos recorrentes até se fixarem no nosso subconsciente. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Filmado num estúdio durante os ensaios para a gravação de um álbum e preparação para espectáculos ao vivo, é um elogio desarmante ao processo de criação artística. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Se apenas tudo se pudesse prolongar assim como durante esta hora e meia, que nada mude.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCaiycvuIYI/AAAAAAAAAvI/aeruF8hh2qg/s1600/thecorporation.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 216px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCaiycvuIYI/AAAAAAAAAvI/aeruF8hh2qg/s400/thecorporation.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487252183591035266" title="The Corporation" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0379225/"&gt;The Corporation&lt;/a&gt; (2003) - Mark Achbar &amp;amp; Jennifer Abbott &amp;amp; Joel Bakan – EUA &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;- &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xa3wyaEe9vE"&gt;trailer&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;The Corporation é uma investigação em duas partes ao organismo mais perigoso e predatório do século XX: as corporações multinacionais. Fundamentado em depoimentos de críticos como  Noam Chomsky, Howard Zinn, Naomi Klein, e insiders como antigos CEO destas empresas ou Milton Friedman, somos confrontados com a evolução destes organismos que ganham direitos equivalentes a uma pessoa mas que sem obrigações morais, na procura de aumentar os ganhos a curto prazo se comportam como parasitas na forma como colocam em causa a própria sustentabilidade da própria sociedade que os alimenta. Utilizando o mecanismo das corporações se equivalerem a pessoas em termos jurídicos, os realizadores deste documentário aproveitam para fazer um retrato psicológico deste organismo e o perfil obtido não é animador, pelo contrário - a lista de comportamentos desequilibrados acumula-se, entre a afinidade em explorar recursos naturais (chegando à privatização da água) ou mão de obra infantil (as fábricas na Ásia apropriadamente referidas como sweatshops) - e o diagnóstico mental chega a psicótico, mas acima de tudo perigoso para a evolução humana. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;O seu único modo de defesa é a manipulação da opinião pública através da difusão da ignorância e do adormecimento das massas, algo que este filme se propõe a combater – e numa altura em que as corporações ganharam o direito a apoiar candidatos políticos (enquanto as pretensões de se candidatarem a cargos políticos vão sendo negadas, por agora) é portanto também um pedaço de contra-guerrilha informativa: é definitivamente o documento informativo mais importante da década e um dos mais importantes de sempre - a sua inclusão nos programas escolares deveria ser mandatória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCajgspXquI/AAAAAAAAAvg/_Y8tMR4dWWA/s1600/encounters.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 290px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TCajgspXquI/AAAAAAAAAvg/_Y8tMR4dWWA/s400/encounters.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487252978133347042" title="Encounters at the end of the world" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1093824/"&gt;Encounters at the End of the World&lt;/a&gt; (2007) - Werner Herzog – EUA&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Para uma década que pode ficar marcada pela percepção pela humanidade das consequências de anos de comportamentos irresponsáveis, marcados por guerras sem sentido, degradação dos direitos civis, catásfrofes ambientais ou exploração de recursos naturais finitos, não deixa de ser significativo que a Antárctida de Herzog funcione ao mesmo tempo como alegoria para um último reduto intacto e agora um refúgio com o futuro ameaçado pela acção humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;As paisagens incríveis que Herzog utiliza magistralmente para incutir um sentimento de respeito e inferioridade perante o poder da natureza, que poderiam significar uma réstia de esperança no planeta e na humanidade, representar uma janela para a recuperação (através dos organismos que conseguem sobreviver em condições extremas), um exemplo inspirador do que merece ser salvo, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;para Herzog representam também algo que nunca mais será recuperado e necessita de ser documentado enquanto ainda é possível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Herzog demonstra um fascínio admirável pelas pessoas que literalmente fogem para este continente estranho, cientistas que aqui podem desenvolver o seu trabalho longe de polémicas e campanhas de desinformação patrocinadas por multinacionais, ou simplesmente pessoas que preferem escapar da sociedade, viver no fim do mundo, o mais longe possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;O tom derrotista e introspectivo de Herzog que domina o filme é maravilhosamente inquietante à medida que várias vezes pondera sobre a vida no planeta depois de os humanos desaparecerem, um momento que não contesta assumindo desde o inicio pouca esperança de uma mudança positiva no rumo humano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Se em "&lt;i&gt;An Inconvenient Truth&lt;/i&gt;" ficamos expostos a um caminho sem retorno se sem acção rápida, se em "&lt;i&gt;When the Levees Broke&lt;/i&gt;" vemos a falta de compaixão para os deixados à sua sorte, se em "&lt;i&gt;Darwin’s Nightmare&lt;/i&gt;" ou "&lt;i&gt;Les Glaneurs et la Glaneuse&lt;/i&gt;" vemos a incapacidade de agir em conjunto para acabar com um sofrimento incontestado, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;se em "&lt;i&gt;Taxi to the Dark Side&lt;/i&gt;" ou "&lt;i&gt;Fahrenheit 9/11&lt;/i&gt;" vemos a corrupção moral da política sob interesses pessoais, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;se em "&lt;i&gt;Jesus Camp&lt;/i&gt;" ou "&lt;i&gt;Occupation 101&lt;/i&gt;" vemos os efeitos da divisão religiosa, se em "&lt;i&gt;The End of Suburbia&lt;/i&gt;" ou "&lt;i&gt;Food Inc.&lt;/i&gt;" vemos o fim de um modelo sem substituto próximo, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;se vemos os recorrentes cíclos económicos repressivos em "&lt;i&gt;Enron: The Smartest Guys in the Room&lt;/i&gt;" ou "&lt;i&gt;The Corporation&lt;/i&gt;" sem que isso funcione como aviso, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;se em "&lt;i&gt;The Corporation&lt;/i&gt;" vemos como os principais organismos mundiais não têm interesse em agir sozinhos sem pressão pública, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;"Encounters at the End of the World" é o filme que junta isto tudo numa desoladora fuga para o último abrigo que está ele próprio a apagar-se, é a soma e o resumo da perda civilizacional que se prolonga nesta década, mas que também ganhou consciência do que está a acontecer, sem que isso pareça importunar muitas pessoas. Herzog parece deixar-nos com uma pergunta como conclusão: o que fizemos nós?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-2838314406327861407?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/2838314406327861407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=2838314406327861407&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2838314406327861407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2838314406327861407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/07/documentario-2000-2009-parte-dois.html' title='Documentário [2000-2009] (parte dois)'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TEeTTJnhEiI/AAAAAAAAAx4/9jPfbZYHh10/s72-c/the+end+of+suburbia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-977300136377051017</id><published>2010-07-14T23:11:00.005+01:00</published><updated>2010-07-28T00:14:28.235+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><title type='text'>Documentário [2000-2009] (parte um)</title><content type='html'>&lt;div&gt;Numa época marcada pela democratização da informação e pela difusão da acessibilidade de meios visuais nunca o documentário foi um género tão popular e nunca apareceram tantos filmes a estrear como na última década, originando uma abundância de diferentes títulos e temas ao mesmo tempo que um certo cinema de intervenção ganhava mais espaço, aproveitando a popularidade recente do documentário para levar às massas mensagens de temas sensíveis que anteriormente não teriam tamanha divulgação. Seria portanto injusto não fazer uma referência a filmes que se aproveitaram das novas potencialidades tecnológicas para produzir documentários de baixo orçamento, mesmo trabalhando fora do sistema, sem que isso significasse perda de clareza. "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0831315/"&gt;Loose Change&lt;/a&gt;" ou "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1166827/"&gt;Zeitgeist&lt;/a&gt;" são exemplos disso, e mesmo que perdidos nas próprias premissas marcaram uma janela para o futuro na evolução do género, tal como o americano Robert Greenwald que atráves da produção de documentarios em série (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0418038/"&gt;Outfoxed&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0346091/"&gt;Unprecedented&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0815181/"&gt;Iraq For Sale&lt;/a&gt;) de menor duração e produção barata sobre assuntos políticos constituem uma espécie de guerrilha contra-informativa às visões da cultura dominante. Aqui fica a primeira parte de uma selecção muito subjectiva dos melhores títulos da década:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpSYydk4pI/AAAAAAAAAwQ/5CTtRFO25xI/s1600/enron-the-smartest-guys-in-the-room-0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpSYydk4pI/AAAAAAAAAwQ/5CTtRFO25xI/s200/enron-the-smartest-guys-in-the-room-0.jpg" border="0" alt="" title="Enron: " the="" smartest="" guys="" in="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492793281347904146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;20. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1016268/"&gt;Enron: The Smartest Guys in the Room&lt;/a&gt; (2005) - Alex Gibney – EUA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a história da primeira crise económica da década e francamente premonitória em relação ao que acontece quando se confia a supervisão de empresas multinacionais como a Enron entregues a si próprias: a corrupção moral e ganância reflexo do sistema desregulatório capitalista acabam por canibalizar tudo à sua volta, e como que assistindo ao desmoronar de um castelo de cartas, é uma exposição da irresponsabilidade corporativista com consequências directas sobre a população, e é acima de tudo uma lição recente de um embuste já esquecido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpTHnD0skI/AAAAAAAAAwg/kKPpDdsYS2k/s1600/gleaners.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 153px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpTHnD0skI/AAAAAAAAAwg/kKPpDdsYS2k/s200/gleaners.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492794085740950082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;19. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0247380/"&gt;Les glaneurs et la glaneuse&lt;/a&gt; (2000) – Agnès Varda - França&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso alguém que sobrevive na exploração das margens do cinema como Varda para ir à procura destas pessoas que habitam um lugar subterrâneo na sociedade, sobrevivendo através dos restos não aproveitados de outros para quem são invisíveis. Um retrato emocionalmente devastador mas ao mesmo tempo enternecedor pela forma como Varda coloca estas pessoas no centro do filme, é também a história pessoal de como Varda se interessa pelo que o resto da sociedade tenta esquecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpTV4BhXzI/AAAAAAAAAwo/bfYstQoJjFg/s1600/Jesus_Camp-hands.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpTV4BhXzI/AAAAAAAAAwo/bfYstQoJjFg/s200/Jesus_Camp-hands.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492794330812866354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;18. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0486358/"&gt;Jesus Camp&lt;/a&gt; (2006) - Heidi Ewing &amp;amp; Rachel Grady – EUA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É provavelmente um dos mais aterrorizadores filmes da última década e o pior é que é tudo real. O filme mostra-nos Jesus Camp, um campo de férias para crianças idealizado por evangelistas americanos onde as crianças são expostas aos perigos do aborto ou de ser demasiado tolerante ou&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;pouco activo na defesa da sua igreja e a necessidade de introduzir pessoas no governo para influenciar políticas. É na verdade um campo de doutrinação, em que estas crianças são sujeitas a uma lavagem ao cérebro por pessoas que em entrevistas no filme não tem pejo em afirmar que se revêem como equivalentes a extremistas muçulmanos que ensinam os filhos a sacrificar a vida como soldados de deus, mas com a mensagem “certa”. As imagens de crianças a lamentarem-se por supostos pecados que cometeram são suficientes para deixar qualquer um com violentos calafrios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDu8fLNaChI/AAAAAAAAAxw/JOednJlpais/s1600/food-inc1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 112px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDu8fLNaChI/AAAAAAAAAxw/JOednJlpais/s200/food-inc1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493191414279440914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;17. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1286537/"&gt;Food Inc.&lt;/a&gt; (2008) - Robert Kenner - EUA - &lt;/b&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/food-inc.html"&gt;crítica&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;É um relato incriminador da indústria alimentar americana e da forma como esta tem sucessivamente e progressivamente deteriorado as condições de produção e qualidade dos produtos alimentares numa lógica de ganância-lucro máximo que beneficia também da desinformação do público: ora é exactamente contrariar esse estado e contribuir para uma exposição das práticas generalizadas na indústria que o filme propõe. Durante o documentário somos expostos a uma evolução cronológica dos métodos das corporações que dominam o mercado como fornecedores das grandes cadeias de fast-food e supermercados e das consequentes necessidades em aumentar a oferta para baixar os custos de produção: os animais deixaram de crescer ao ar livre para serem enclausurados em jaulas para colheita em série e são injectados com hormonas de crescimento artificial para reduzir o tempo que demoram a desenvolver-se, com claro declínio em termos de qualidade de vida dos animais. É uma importante chamada de atenção para algo que embora não seja novidade, apresenta uma evolução desoladora nos últimos anos à medida que a conjectura económica afecta as escolhas alimentares.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpWyYwtN-I/AAAAAAAAAw4/koO_zblBx08/s1600/the_five_obstructions_425x270.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 127px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpWyYwtN-I/AAAAAAAAAw4/koO_zblBx08/s200/the_five_obstructions_425x270.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492798119171930082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;16. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0354575/"&gt;De fem benspænd&lt;/a&gt; (The Five Obstructions) (2003) - Jørgen Leth – Dinamarca&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta colaboração entre Lars von Trier e Jorgen Leth cabe todo o papel do cinema como catarse emocional e a criação artística como veículo de introspecção pessoal. Von Trier orquestra um plano para obrigar Leth a filmar cinco diferentes versões da mesma história, e além de confirmar o papel necessário dos limites na criação artística como motivo para procurar novas respostas, sujeita igualmente Leth a auto-examinar-se na forma como reage perante estas obstrucções, resultando num dos mais importantes tratados sobre a (de)construção do cinema.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpXQx1_b9I/AAAAAAAAAxA/cpD5lD_lNow/s1600/fahrenheit.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 89px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpXQx1_b9I/AAAAAAAAAxA/cpD5lD_lNow/s200/fahrenheit.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492798641301057490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;15. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0361596/"&gt;Fahrenheit 9/11&lt;/a&gt; (2004) - Michael Moore - EUA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Michael Moore teve uma década em cheio que o catapultou para o centro do movimento do cinema documental contemporâneo, como figura central de um conjunto de filmes que atingiu enorme popularidade e com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0310793/"&gt;Bowling for Columbine&lt;/a&gt; (2002), &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0361596/"&gt;Fahrenheit 9/11&lt;/a&gt; (2004), e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0386032/"&gt;Sicko&lt;/a&gt; (2007) atingiu a sua trilogia fundamental. Mas o filme mais importante será este fervoroso Fahrenheit, como obra de contra-poder e exposição do aproveitamento político do 11 de Setembro pela administração Bush para atacar liberdades cívicas e impingir uma guerra ao resto do mundo sob falsos pretextos, sem esquecer a eleição roubada de 2000. E se Moore é realmente exígio em criar pequenos momentos acusatórios que contaminam o imaginário popular como o confronto com Heston ou as gravações inéditas de Columbine, neste filme consegue descobrir uma das imagens icónicas desta década que quem tenha visto o documentário dificilmente se esquecerá: Bush algures numa escola na Florida, a receber as notícias do segundo ataque ao WTC e ficar sete infindáveis minutos sem reagir, sem saber o que fazer.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpXeywgDXI/AAAAAAAAAxI/LiqVHPm65EI/s1600/inconvenient-truth-al-gore.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpXeywgDXI/AAAAAAAAAxI/LiqVHPm65EI/s200/inconvenient-truth-al-gore.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492798882064633202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;14. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0497116/"&gt;An Inconvenient Truth&lt;/a&gt; (2006) - Davis Guggenheim – EUA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Se visualmente é pouco apelativo por afinal não passar de uma simples conferência ou sequência de gráficos, este documentário é indubitalvente um dos mais importantes documentos da última década por toda a informação essencial que compendia e que compensa completamente o lado visual. É toda uma revelação assustadora e um alerta para uma contagem decrescente, um apelo à acção que definiu um ponto sem retorno no movimento ecológico e um assunto que deveria ser prioritário para todos, que aqui é fundamentado neste instrumento educativo de inestimável valor. Se o culto à figura de Al Gore é aqui exagerado é preciso contextualizar que este é o homem que apenas não substituiu Bush e o seu domínio de 8 anos devido a uma decisão do tribunal supremo americano.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpY8yVs0mI/AAAAAAAAAxo/7UVZgX0F99U/s1600/cove.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 100px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpY8yVs0mI/AAAAAAAAAxo/7UVZgX0F99U/s200/cove.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492800496859927138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;13. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1313104/"&gt;The Cove&lt;/a&gt; (2009) - Louie Psihoyos – EUA - &lt;/b&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/cove.html"&gt;crítica&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;"A baía da vergonha” em português é uma inflamadora obra extremamente bem executada naquilo que um documentário deve ser como obra de informação, divulgação de matéria sensível e até como documento político: o filme incide sobre a cidade japonesa de Taiji e a sua baía secreta onde todos os anos são massacrados cerca de 23.000 golfinhos numa demonstração de crueldade inimaginável, ao mesmo tempo que esta brutalidade é escondida do resto do mundo. De uma forma concisa e persuaviva, o documentário demonstra claramente o ponto que pretende passar, e a confrontação com a realidade não deixa espaço para o espectador olhar para o lado: como diz alguém no filme ”Ou se é um activista, ou se é um inactivista”. Porém, acima de tudo o filme tem o mérito de apresentar uma mensagem inspiradora na forma como mostra que através do activismo e da acção de um pequeno grupo de pessoas empenhadas é possivel mudar algo, deixando um apelo sentido contra o conformismo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpYCdaRqyI/AAAAAAAAAxY/WNsU1wTXQZU/s1600/the_take.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 146px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpYCdaRqyI/AAAAAAAAAxY/WNsU1wTXQZU/s200/the_take.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492799494809561890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;12. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0426596/"&gt;The Take&lt;/a&gt; – Avi Lewis - Canadá&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é um filme que se destaque pela encenação mas que vive sobretudo da história que conta e da sua importância actual. Naomi Klein, entre escrever “No Logo” e “The Shock Doctrine” viajou para a Argentina com Lewis para acompanhar de perto as repercussões do descalabro da moeda nacional e uma das mais graves crises económicas dos últimos 40 anos. Dois anos depois da crise de 2001 encontramos um país em ruptura com o modelo ultra-liberal adoptado pelo antigo presidente Medem baseado no pacote de medidas sugeridas pelo FMI, mas o filme não vale apenas por recordar o que aconteceu mas também por documentar o que se passa nessa altura nas ruas e fábricas argentinas em que desponta um novo movimento de união entre trabalhadores solidificado num novo modelo de cooperativa a partir das fábricas encerradas no seguimento da crise, que aqui é testado ao mesmo tempo que se decide o futuro do país nas eleições presidenciais, com Medem a tentar regressar ao poder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpYQqqydLI/AAAAAAAAAxg/3l_LiBNVKdU/s1600/no+end+in+sight.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 100px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpYQqqydLI/AAAAAAAAAxg/3l_LiBNVKdU/s200/no+end+in+sight.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492799738886649010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;11. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0912593/"&gt;No End in Sight&lt;/a&gt; (2007) - Charles Ferguson - EUA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mais completo documentário sobre a guerra no Iraque é uma crítica devastadora para as justificações políticas da invasão e para as decisões de condução da guerra no terreno. Incidindo sobre os primeiros dois anos da guerra, isto é, até à ao ponto de quase guerra civil em 2004, o filme mostra a sequência de erros em cadeia que levaram à deterioração insustentável da situação no Iraque e a falta de preparação antes da guerra torna-se completamente transparente e reveladora de uma arrogância desesperante. O filme é especialmente pungente na forma como entrevista pessoas no terreno, militares ou civis experientes, que rapidamente viram a sua vida em perigo devido a decisões que se revelam mais políticas do que baseadas em qualquer conhecimento da situação ou do contexto, e que são muitas vezes instauradas por jovens sem experiência prática escolhidos para o seu posto pela filiação partidária - apenas um exemplo entre muitos que ajudam a compreender o que aconteceu no Iraque e ter uma visão geral de uma ocupação, que para todos os efeitos, ainda não terminou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-977300136377051017?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/977300136377051017/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=977300136377051017&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/977300136377051017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/977300136377051017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/07/documentario-2000-2009-parte-um.html' title='Documentário [2000-2009] (parte um)'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDpSYydk4pI/AAAAAAAAAwQ/5CTtRFO25xI/s72-c/enron-the-smartest-guys-in-the-room-0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-83265565902122357</id><published>2010-07-06T23:52:00.004+01:00</published><updated>2010-07-07T01:11:08.702+01:00</updated><title type='text'>Kairo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDPDmJBklFI/AAAAAAAAAwA/gTqa4CnOesg/s1600/kairo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 248px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDPDmJBklFI/AAAAAAAAAwA/gTqa4CnOesg/s400/kairo.jpg" border="0" title="Kairo" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490947430719722578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0286751/"&gt;Kairo&lt;/a&gt; de Kiyoshi Kurosawa, 2001 (8/10)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Horror em japonês, mas sobretudo num silêncio fantasmagórico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-83265565902122357?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/83265565902122357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=83265565902122357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/83265565902122357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/83265565902122357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/07/kairo.html' title='Kairo'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TDPDmJBklFI/AAAAAAAAAwA/gTqa4CnOesg/s72-c/kairo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-5518288667766374022</id><published>2010-06-22T17:00:00.000+01:00</published><updated>2010-06-22T17:46:02.276+01:00</updated><title type='text'>A Single Man</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1315981/"&gt;A Single Man&lt;/a&gt; de Tom Ford, EUA 2009, 6/10&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TBbCg2XXNqI/AAAAAAAAAu0/M5EPD-ufIig/s1600/a_single_man12.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 167px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TBbCg2XXNqI/AAAAAAAAAu0/M5EPD-ufIig/s400/a_single_man12.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482783465975264930" title="A Single Man" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No primeiro filme de Tom Ford o que interessa é a história, mas não tanto como é contada. Pode parecer um paradoxo que um filme de alguém tão ligado ao lado visual se destaque principalmente pelo conteúdo narrativo mas a escolha de Ford em adaptar o livro de Christopher Isherwood  é o grande trunfo de “A Single Man”, além obviamente de Colin Firth e Julianne Moore. Através duma descrição fúnebre e construção sóbria somos apresentados a um professor de literatura que cada vez mais não consegue encontrar razões para se levantar da cama de manhã: depois da morte do seu amante num acidente de viação está a desaparecer aos poucos no seu luto como processo de despedida do mundo, sobrevivendo apenas nos rituais impecavelmente ponderados com que prepara o quotidiano que ainda o sustentam por um fio frágil num todo rito cerimonial que parece desenhado para afogar o ruído da sua mágoa, até ao ponto em que percebemos que está efectivamente a cortar amarras soltas para se suicidar. É nesta altura que como numa partida cruel da vida tudo começa a correr mal no seu desejo de se desligar do mundo, com pequenos vislumbres de esperança para o futuro como o cigarro partilhado com um aspirante a actor ou um jovem que desafia o seu desespero-derrotismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;É portanto sob toda uma pesada carga dramática que o filme se desenrola mas que nas acções da personagem é mais sugerida do que explicita, com a personagem de Firth preocupada em manter aparências e pormenores de requinte sofisticado que perpetuem para o exterior que tudo corre bem, uma fachada intransponível que suporta um longo lamento interior que proporciona imagens-quadros fantasmagóricos como a praia à noite, o parque de estacionamento ou cenas no apartamento agora demasiado vazio e preenchido de memórias. Mas o tom minimalista da história acaba por ser atraiçoado por algumas escolhas de Ford, não contente em deixar o registo reservado da personagem e a performance low-key de Firth contagiar as composições. Se por momentos Ford é ultra-comedido na sua exposição visual, deixando as palavras e as reacções dos actores como encenadores primários, como em duas cenas exemplares - um único plano em que Firth recebe o trágico telefonema com a notícia do acidente, um momento de intimidade partilhado no sofá - noutros momentos recorre a artifícios deslocados que baralham o equilíbrio do filme como um slow-motion debaixo da chuva logo a seguir ao telefonema anterior, cortes rápidos e planos aproximados sobre um jogador de ténis, imagens repetidas de um corpo a flutuar debaixo de água, mecanismos utilizados para forçar simbologia sobre o filme... além de que a utilização do voice-over é sempre problemática, especialmente numa adaptação literária, remetendo para a narração sentimentos que o filme não consegue replicar visualmente sem a ajuda da voz. Se Ford é exímio no modo como consegue caracterizar uma personagem através de um par de óculos ou escolha de sapatos, é desapontante que sinta necessidade de compensar a contemplação com exposição visual. É precisamente pela determinação em manter uma consistência minimalista de acordo com a natureza do argumento mesmo em cenas de elevada tensão dramática que um filme como "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0297884/"&gt;Far from Heaven&lt;/a&gt;" de Todd Haynes consegue uma inquietação arrepiante, que aqui é apenas difusa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-5518288667766374022?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/5518288667766374022/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=5518288667766374022&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5518288667766374022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5518288667766374022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/06/single-man.html' title='A Single Man'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TBbCg2XXNqI/AAAAAAAAAu0/M5EPD-ufIig/s72-c/a_single_man12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-6815886124928546941</id><published>2010-06-17T13:58:00.000+01:00</published><updated>2010-06-17T14:46:05.144+01:00</updated><title type='text'>Somewhere, Sofia Coppola</title><content type='html'>&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nOJHhwHPw7g&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;hd=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nOJHhwHPw7g&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-6815886124928546941?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/6815886124928546941/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=6815886124928546941&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/6815886124928546941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/6815886124928546941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/06/somewhere-sofia-coppola.html' title='Somewhere, Sofia Coppola'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1578355076400275477</id><published>2010-06-17T13:50:00.000+01:00</published><updated>2010-06-17T14:43:18.659+01:00</updated><title type='text'>Lebanon</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483831/"&gt;Lebanon&lt;/a&gt; de Samuel Maoz, Israel 2009, 8/10&lt;div&gt;&lt;i&gt;l'enfer, c'est les autres&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;É um filme-experiência claustrofóbico, de imersão sensória total na desorientação própria de um cenário estranho de uma guerra estranha. Durante noventa minutos somos captivos do filme dentro de um tanque israelita junto com os seus quatro habitantes nas primeiras horas da guerra do Líbano em 1982. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TBVmUQCxyiI/AAAAAAAAAuk/YJuOH0113zc/s1600/lebanon.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TBVmUQCxyiI/AAAAAAAAAuk/YJuOH0113zc/s400/lebanon.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482400619483482658" title="Lebanon" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme visualmente funciona em duas dimensões: a dentro do tanque, espaço físico limitador como mecanismo de tensão, e fora do tanque, através apenas da mira telescópica operada por um dos soldados, como janela para os horrores proporcionados pelo avanço do tanque. Esta divisão visual não é estanque, e se a dimensão interior apenas oferece uma segurança ilusória é rapidamente contaminada pelo que se desenrola no exterior, que à medida que germina uma dessensibilização crescente, uma inevitabilidade do cerco da morte à sua volta, desperta um sentimento de auto-preservação e de procura de justificação de uma desresponsabilização pelo que acontece – a certo ponto a única preocupação é abandonar o posto, ser substituído ou abortar a missão, o que apenas funciona para aumentar a pressão emocional cada vez que isso não sucede.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais do que uma qualquer ruminação como procura de sentido profundo sobre a psicologia dos soldados, o filme funciona melhor como pequena alegoria da situação extrema de guerra retratada como representativo da reacção humana frente a adversidade, numa abordagem de âmbito existencialista, numa ligação entre os actos de cada um e das suas consequências, da escolha ou falta dela como consideração reveladora da verdadeira natureza humana - isto é atingido através do retrato seco dos acontecimentos e na exasperação visível no rosto suado e chamuscado dos soldados, perdidos num estado de transe - com o tom minimalista e redutor das imagens o impacto visual primitivo tem primazia sobre tudo o resto: no tanque as personagens são definidas pelas suas acções, são como telas vazias sem passado que vão sendo preenchidas com as suas escolhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A dicotomia entre opções e consequências das acções, da possibilidade limitada de intervenção no exterior, da separação entre as duas dimensões é melhor exemplificada em duas sequências chaves para o próprio filme: na chegada a uma vila, a destruição e a morte já estão por todo o lado e a mira apenas consegue ver bocados desligados que apenas nos proporcionam uma realidade fragmentada, incapaz de se suster a si própria ou fornecer um quadro geral - as lágrimas de um cavalo abatido mas ainda vivo, um rapaz que escapa uma loja onde todos foram mortos, um velho sentado à porta de um café destruído. Esta separação-impotência é ainda mais exarcebada na sequência de ataque a um prédio, onde somos colocados na pele do atirador do tanque, que assiste congelado ao sequenciar dos eventos, testemunha activa da destruição duma família pela guerra – quando o único sobrevivente, uma mulher, deambula para a rua como que colocada no centro da calamidade, como significante vítima da crueldade humana, nua porque não há mais nada além do que vemos naquele momento, ninguém é capaz de mostrar a empatia necessária, e é aqui que a natureza voyeur do filme se define sem qualquer ambiguidade, estremecendo qualquer possibilidade de redenção, sem recuperação possível. A separação em relação ao resto do mundo, quebrada intermitentemente com a entrada do soldado superior no tanque para os meter em ordem e trazer notícias da outra realidade, vai ampliar as tensões entre os quatro soldados e defini-los, serão ao mesmo tempo torturadores e companheiros uns dos outros na travessia pelo inferno. É como se existisse uma intenção do filme em personificar através das personagens a deterioração causada pela guerra e que a introdução de um soldado sírio capturado e um mercenário ajudam habilmente a evidenciar. E é claro, com o avanço do tanque, com a proximidade do fim, aumenta o isolamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TBVmdLuqm5I/AAAAAAAAAus/WhqnjJjEmyM/s1600/lebanon-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TBVmdLuqm5I/AAAAAAAAAus/WhqnjJjEmyM/s400/lebanon-1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5482400772944206738" title="Lebanon" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lebanon como experiência sensorial primitiva que é pelo impacto primordial dos acontecimentos e retrato crescente de desesperação que vai construindo, funciona acima de tudo pela catarse visceral da experiência e confinamento dos soldados, do que por qualquer procura de intelectualizar ou necessidade de encontrar profundeza emocional nas acções das personagens – as tentativas de conferir personalidades próprias fora do contexto em que se encontram, como a tentativa de um deles contactar os pais ou a história de outro sobre uma professora, podem ser lidas como tentativas surreais de humanizar as personagens num contexto de saturação de dessensibilização, de absurdo emocional. É um dos problemas do filme: se o desgaste a partir de um certo momento atinge quase um estado de fadiga mental, um ponto a partir do qual já não parece fazer diferença ou afectar os soldados, o filme cai numa certa estagnação visual, recorrendo demasiadas vezes aos olhares em branco dos actores, planos que dependem em demasia de inferirmos algum significado próprio a esses olhares, de lhes atribuir alguma profundidade emocional em vez de se contentar com o horror do vazio. Porém tudo é compensado com a imagem final do filme, que justifica a repetição anterior como modo de exaustão até atingir o fim daquele &lt;i&gt;huis clos&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1578355076400275477?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1578355076400275477/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1578355076400275477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1578355076400275477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1578355076400275477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/06/lebanon.html' title='Lebanon'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TBVmUQCxyiI/AAAAAAAAAuk/YJuOH0113zc/s72-c/lebanon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-4840288192227521294</id><published>2010-06-05T00:57:00.000+01:00</published><updated>2010-06-05T03:50:51.062+01:00</updated><title type='text'>Top10: Bernardo Bertolucci</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAWfmt2ahYI/AAAAAAAAAt0/SU87wM07Evg/s1600/bernardo-bertolucci-sul-set-di-the-dreamers-391.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAWfmt2ahYI/AAAAAAAAAt0/SU87wM07Evg/s400/bernardo-bertolucci-sul-set-di-the-dreamers-391.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477960009257747842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0052311/"&gt;Touch of Evil&lt;/a&gt; de Orson Welles&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0054599/"&gt;Accattone&lt;/a&gt; de Pier Paolo Pasolini&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058329/"&gt;Marnie&lt;/a&gt; de Alfred Hitchcock&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0021749/"&gt;City Lights&lt;/a&gt; de Charlie Chaplin&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090756/"&gt;Blue Velvet&lt;/a&gt; de David Lynch&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0031971/"&gt;Stagecoach&lt;/a&gt; de John Ford&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0053472/"&gt;À bout de souffle&lt;/a&gt; de Jean-Luc Godard&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0039417/"&gt;Germania anno zero&lt;/a&gt; de Roberto Rossellini&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0047445/"&gt;Sansho Dayu&lt;/a&gt; de Kenji Mizoguchi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0031885/"&gt;La Règle du jeu&lt;/a&gt; de Jean Renoir&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-4840288192227521294?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/4840288192227521294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=4840288192227521294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/4840288192227521294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/4840288192227521294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/06/top10-bernardo-bertolucci.html' title='Top10: Bernardo Bertolucci'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAWfmt2ahYI/AAAAAAAAAt0/SU87wM07Evg/s72-c/bernardo-bertolucci-sul-set-di-the-dreamers-391.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-6705256924511701615</id><published>2010-06-05T00:53:00.002+01:00</published><updated>2010-10-07T01:03:58.976+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antonioni'/><title type='text'>I vinti (1953)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0045294/"&gt;I vinti (Os vencidos)&lt;/a&gt; de Michelangelo Antonioni, 1953, 6/10&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAmw592Dn_I/AAAAAAAAAt8/pVdNoG1QEkU/s1600/ilvinti.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479104931573243890" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAmw592Dn_I/AAAAAAAAAt8/pVdNoG1QEkU/s400/ilvinti.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 299px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" title="I Vinti" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I venti é Antonioni com o indicador de cinismo e amargor no máximo, logo no início de carreira. Um ataque incriminador à geração a viver a adolescência no periodo pós-guerra, é também um exercício experimentalista na estrutura do filme. Com um prólogo violentíssimo em tom documental, que sob um voice-over acusatório destila imagens de protestos e recortes de jornais com notícias sobre crimes para estabelecer o ponto de partida, uma reflexão-manifesto sobre o descarrilamento moral de uma parte dessa geração, que depois da miséria da guerra vive agora em segurança económica e vê a partir disso uma atracção pelo hedonismo e fascínio mediático na procura de afirmação individual, tudo abordado e desmascarado no discurso inicial:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Estas histórias são os feitos daquela que foi chamada de geração queimada, daqueles que no tempo da guerra eram crianças e que quando abriram os olhos viram no mundo um espectáculo de violência. E tão imponente e invasor era esse espectáculo que parecia velar qualquer outro valor como a bondade, a generosidade, a inteligência e o sacrifício. Aquela violência parecia triunfante, segura de si, a sua lei era o desprezo de cada lei, a sua característica social era o desprezo de cada sociedade, no triunfo do indivíduo audaz, cínico, destituído de remorsos, que dá origem a um novo tipo de violência, bem diferente daquele que nasce da miséria e desigualdades socias. Não era um qualquer complexo de inferioridade social que os impelia ao delito, mas o desejo de praticar gestos excepcionais, de emergir. Tudo se unia num só ideal: a celebração da violência como triunfo pessoal. (..) contamos as nossas histórias, não as embelezaremos, nem enriqueceremos de um fascínio que na realidade não têm. Contaremos sem colori-las, sem ênfase porque vista a sua realidade observada sem ornamentos é uma realidade triste e incapaz de seduzir alguém."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAmxJqmfckI/AAAAAAAAAuE/rEzhuNm3Cfc/s1600/il+vinti+2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479105201285591618" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAmxJqmfckI/AAAAAAAAAuE/rEzhuNm3Cfc/s400/il+vinti+2.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 301px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" title="I Vinti" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;O filme é dividido em três capítulos estanques que contam a mesma história em contextos sociais semelhantes e diferenciam-se essencialmente pelos personagens e pela localização: França, Itália e Inglaterra.&amp;nbsp;O capítulo francês é talvez o melhor conseguido: acompanhamos um grupo de jovens numa viagem ao campo que parece à primeira vista uma escapadela às aulas mas que tem contornos mais sinistros. A construção do segmento estabelece a linha narrativa que será seguida nos 3 capítulos:  depois de introduzir as várias personagens à saída de casa e sublinhar o alheamento por parte dos pais, e estabelecer que as personagens são todos filhos da classe média longe da miséria pós-guerra, o filme introduz logo algumas pistas para o que se vai desenrolar a seguir – neste caso um dos rapazes surropia uma pistola do armário do pai e outro prepara as falsas aparências que vai tentar sustentar. É este personagem que estará no centro desta história: um rapaz com pretensões a playboy que engana os seus colegas mantendo uma ar de riqueza imunda e que se vangloria disso à frente dos outros, acendendo cigarros em notas a arder – é a inveja que provoca nos outros ainda dependentes dos seus pais que vai ser a sua condenação. É criado um painel de personagens com diferentes motivações: uma lânguida rapariga é provavelmente a mais inteligente do grupo pela forma como manipula os corações dos outros rapazes, sem realmente estar interessada em alguém, apenas procura uma forma de sair dali, uma aventura, e enquanto que um dos rapazes vai tomar a acção responsável pelo seu descalabro colectivo apenas para agradar a essa rapariga, o seu irmão acaba por o abandonar e entrega-lo no fim.&amp;nbsp;Apesar do cinismo pretendido existe ainda algum fascínio sentimental pelo destino destas personagens, o distanciamento ainda não é total, existe algum interesse em explorar as motivações das personagens e uma ligação ao seu inevitável destino trágico, em investigar a perda de inocência e acção irreflectida, espelho da  imaturidade e impulsividade dos envolvidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAmyF1f_UGI/AAAAAAAAAuU/Xo2zIlsctCA/s1600/ivinti+3.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479106235003261026" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAmyF1f_UGI/AAAAAAAAAuU/Xo2zIlsctCA/s400/ivinti+3.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" title="I Vinti" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o segmento francês funciona precisamente pela réstia de compaixão e cinismo bem medido, os capítulos seguintes relevam um maior distanciamento, que embora funcione como manifesto crítico, não acompanham o capítulo francês na exploração das personagens e da sua queda no abismo. O capítulo italiano é marcado por uma secura emocional, uma exposição-constatação dos factos sem preocupação de empatia, abandonando as personagens às suas escolhas e mostrando actos violentos sem grande comiseração ou surpresa pelos mesmos, algo explorado também por Bertolucci na sua primeira obra “&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0055858/"&gt;La commare secca&lt;/a&gt;” (1962) baseado num argumento áspero de Pasolini. Aqui acompanhamos um jovem, que apesar de bem na vida, procura ainda mais para se afirmar indivualmente, neste caso recorrendo ao crime, que é exemplificado pela forma como assassina a sangue frio e sem escrúpulos um guarda nocturno – no dia seguinte confessa-se à namorada, mas confessa-se sobretudo sem arrependimento, perdido num mar de narcisismo, incapaz ele próprio de empatia, sem se aperceber da sua ruína até ser tarde demais. É talvez o capítulo mais convencional, com tangentes a um cinema noir mas efectivo na construção de um desespero reprimido.&amp;nbsp;O capítulo inglês é sobretudo fruto do carácter estranho da personagem principal e da sua carência mórbida e demanda por recognição mediática do seu génio auto-proclamado, numa exploração mais directa do papel dos jornais na afirmação dos indíviduos que procuram a glória através do crime certos da atenção sobre eles próprios que se seguirá - acompanhamos um repórter cansado do mundo à medida que investiga um homicídio e é apresentado ao protagonista deste segmento, uma testemunha do crime que acaba por confessar o crime a troco de uma coluna no jornal, insanidade apenas comparável ao sorriso com que ouve o relato do seu feito em tribunal. Antonioni usa aqui o velho jornalista para contrapor desilusão à imaturidade do assassino e porventura reverberar também o seu estado de espírito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAmxZSyp1HI/AAAAAAAAAuM/Uo8Y6xQPSOQ/s1600/il+vinti.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479105469772059762" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAmxZSyp1HI/AAAAAAAAAuM/Uo8Y6xQPSOQ/s400/il+vinti.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 104px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" title="I Vinti: introdução-definição-conclusão" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Antonioni recorre sistemáticamente a uma estrutura de composição que utiliza durante este filme, que é ainda reflexo de um formalismo clássico – a delinquência aqui é apenas na história escolhida. Uma composição normal consiste em 3 momentos definidos durante o plano de cerca de um minuto de duração: 1) a introdução ou preparação, em que escolhe a colocação da câmara e estabelece o fundo de acção, fundamentado essencialmente na localização escolhida para a cena 2) o desenvolvimento, em que as personagens caminham entre marcas pré-definidas até chegaram ao centro da composição e atingir o momento definidor da cena em que o seu objectivo é atingido 3) o epílogo ou conclusão, em que a duração se arrasta alguns segundos depois do objectivo central de cada cena, normalmente observando as personagens à medida que abandonam o enquadramento, proporcionando espaço livre para a reflexão. É um método utilizado consistentemente, quase de forma rígida, sem grandes desvios excepto no capítulo italiano onde durante uma cena de acção há por momentos uma montagem dinâmica e com enquadramentos mais livres,&amp;nbsp;e é uma escolha deliberada que foca a atenção apenas na história e personagens, que serve o propósito enunciado de não embelezar as histórias, filmando sem ornamentos para chamar a atenção para o essencial – recorrendo mais uma vez ao prólogo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Derramar sangue tinha para eles o único objectivo de afirmar o vitorioso culto de si mesmo. Quando estes protagonistas se apercebem da sua miséria de e de serem vencedores na mais inútil das batalhas, já é tarde."&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-6705256924511701615?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/6705256924511701615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=6705256924511701615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/6705256924511701615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/6705256924511701615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/06/i-vinti-1953.html' title='I vinti (1953)'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/TAmw592Dn_I/AAAAAAAAAt8/pVdNoG1QEkU/s72-c/ilvinti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-7568369346493028085</id><published>2010-05-19T00:39:00.001+01:00</published><updated>2010-05-19T01:39:46.667+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival Cannes 2010'/><title type='text'>Cannes 2010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S_MiRavuDrI/AAAAAAAAAtU/fKHzlF-0DCg/s1600/cannes-poster2010-cropped-300x256.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 256px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S_MiRavuDrI/AAAAAAAAAtU/fKHzlF-0DCg/s400/cannes-poster2010-cropped-300x256.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472755654817877682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Selecção Oficial:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Another Year"&lt;/span&gt; de Mike Leigh - Inglaterra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Biutiful"&lt;/span&gt; de Alejandro González Iñárritu - México/Espanha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Utomlyonnye solntsem 2"&lt;/span&gt; (Burnt by the Sun 2) de Nikita Mikhalkov - Rússia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Copie conforme"&lt;/span&gt; (Certified Copy) de Abbas Kiarostami - Irão/França&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Rizhao chongqing"&lt;/span&gt; (Chongqing Blues) de Wang Xiaoshuai - China&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Fair Game"&lt;/span&gt; de Doug Liman - EUA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Hanyo"&lt;/span&gt; (The Housemaid) de Sang-soo Im - Coreia do Sul&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Mein Glück"&lt;/span&gt; (My Joy) de Sergei Loznitsa - Alemanha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Des hommes et des dieux"&lt;/span&gt; (of Gods and Men) - Xavier Beauvois - França&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Tournée"&lt;/span&gt; (On Tour) Mathieu Amalric - França&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"La nostra vita"&lt;/span&gt; (Our Life) de Daniele Luchetti - Itália&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Autoreiji"&lt;/span&gt; (Outrage) de Takeshi Kitano - Japão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Hors-la-loi"&lt;/span&gt; (Outside the Law) de Rachid Bouchareb - França/Argélia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Shi"&lt;/span&gt; (Poetry) de Lee Chang-dong - Coreia do Sul&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"La princesse de Montpensier"&lt;/span&gt; de Bertrand Tavernier - França&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Un homme qui crie"&lt;/span&gt; (A Screaming Man) de Mahamat Saleh-Haroun - Chade/França&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"A Frankenstein-terv"&lt;/span&gt; (The Frankenstein Project) de Kornél Mundruzcó - Hungria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Route Irish"&lt;/span&gt; de Ken Loach - GB&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives"&lt;/span&gt; de Apichatpong Weerasethakul - Tailândia&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Secção "Un Certain Regard" &lt;/b&gt;(selecção de alguns títulos)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Socialisme"&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt; de Jean-Luc Godard - França&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"O Estranho Caso de Angélica"&lt;/span&gt; de Manoel de Oliveira - Portugal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"I Wish I Knew"&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt; de Jia Zhang Ke (Platform, Still Life) - China&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Aurora"&lt;/span&gt; de Cristi Puiu (The Death of Mr. Lazarescu) - Roménia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Chatroom"&lt;/span&gt; de Hideo Nakata (The Ring, Dark Water) - Japão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Tuesday, After Christmas"&lt;/span&gt; de Radu Muntean - Roménia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;"Les amours imaginaires"&lt;/span&gt; de Xavier Dolan (J'ai tué ma mère) - Canadá&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Júri:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tim Burton (presidente), Benicio Del Toro, Kate Beckinsale, Shekhar Kapur, Alexandre Desplat, entre outros. O palmarés é anunciado a 23 de Maio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S_MtqrVsptI/AAAAAAAAAts/0vAnNH6MdYM/s1600/cannesoutrage718.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S_MtqrVsptI/AAAAAAAAAts/0vAnNH6MdYM/s400/cannesoutrage718.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472768183396771538" title="Outrage de Takeshi Kitano" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;cobertura diária:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.festival-cannes.com/en.html"&gt;site oficial&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://ipsilon.publico.pt/Cannes/"&gt;Público&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://mubi.com/notebook/posts?category=Cannes+2010"&gt;TheAuteurs.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://hollywood-elsewhere.com/"&gt;Hollywood-Elsewhere&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://incontention.com/?tag=cannes-film-festival"&gt;InContention.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://latimesblogs.latimes.com/movies/cannes-2010/"&gt;24 Frames&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.slantmagazine.com/house/tag/cannes-film-festival/"&gt;Slant.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.indiewire.com/festivals/"&gt;IndieWire&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.hollywoodreporter.com/hr/film-festival/cannes/index.jsp"&gt;TheHollywoodReporter&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.awardsdaily.com/?tag=cannes-2010"&gt;AwardsDaily.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mini-guia (incontention.com) &lt;a href="http://incontention.com/?p=24664"&gt;parte 1&lt;/a&gt; / &lt;a href="http://incontention.com/?p=24672"&gt;parte 2&lt;/a&gt; / &lt;a href="http://www.indiewire.com/article/cannes_2010_the_guide/"&gt;indiewire&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S_Ms5uOTRcI/AAAAAAAAAtk/NDhpFJTvcls/s1600/another-year.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S_Ms5uOTRcI/AAAAAAAAAtk/NDhpFJTvcls/s400/another-year.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472767342357464514" title="Another Year de Mike Leigh" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até agora:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Dos filmes já exibidos em Cannes o favorito parece ser "Another Year" de Mike Leigh, cujo consenso junto da crítica parece indicar que Leigh poderá voltar a repetir a Palma de Ouro depois do prémio em 1996 para Secrets &amp;amp; Lies, com outro retrato íntimo e reflectivo em tons existenciais. (&lt;a href="http://www.indiewire.com/article/2010/05/16/no_country_for_old_men_mike_leighs_another_year/"&gt;crítica&lt;/a&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Outro filme bem recebido foi "Copie Conforme" do iraniano Kiarostami, também já vencedor com "O Sabor da Cereja" em 1997, mas cuja indulgência num certo filme-exercício centrado em diálogo (um "Before Sunset" mais adulto) revela-se menos abrangente que o filme de Leigh, e se também pode jogar contra Kiarostami a qualidade das suas obras anteriores, pode ser ajudado pelo actual clima político. (&lt;a href="http://www.indiewire.com/article/cannes_review_the_drama_of_ambiguity_kiarostamis_certified_copy/"&gt;crítica&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Takeshi regressa à boa forma dos filmes sobre a Yakuza com "Outrage",  que acabou por ter uma reacção pouco entusiasmante junto da crítica, porventura pela delinquência na opção de descontextualização de uma violência niilista. (&lt;a href="http://www.avclub.com/articles/cannes-10-day-five,41211/"&gt;crítica&lt;/a&gt;) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Alejandro González Iñárritu, vencedor do prémio de Melhor Realizador em 2006 por Babel, é sempre um nome a ter em conta quando se fala de favoritos, e se havia uma enorme expectativa à volta de "Biutiful" por ser o seu primeiro filme sem o habitual colaborador Guillermo Arriaga, como seria de esperar o seu estilo resulta em opiniões polarizantes: se Jeffrey Wells em HE escreve "Biutiful is a sad and deeply touching hard-knocks, lower-depths drama in the tradition (or along the lines, even) of Roberto Rosselini's Open City or Vittorio DeSica's The Bicycle Thief", a maior parte das reacções têm sido menos que positivas, acusando Iñarritu de recorrer a uma fórmula gasta (exemplo: Vasco Câmara no Público - "a verdade é que nada mudou no cinema de Iñárritu. Permanece a redundância, a forma como o realizador é aqui um traficante de personagens e de ideias baratas"). (&lt;a href="http://incontention.com/?p=24970"&gt;crítica&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- do que falta, dois nomes a destacar: Rachid Bouchareb, que depois da excelente recepção de "Indigènes", vencedor de um prémio para o elenco em 2006, regressa ao mesmo tema com "Hors-la-loi" (a ser exibido na sexta), um drama sobre a luta pela independência argelina que pode encontrar simpatia no júri (e que já provocou uma mini-tempestade política em França pelo assunto abordado); na sexta será também exibido o novo filme do tailandês Apichatpong Weerasethakul, um autor cada vez mais admirado, especialmente desde "Tropical Malady", vencedor do prémio do júri em 2004. "Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives" pode ser a surpresa do festival, se o júri apostar numa escolha divergente (o que não seria muito surpreendente para um júri encabeçado por Tim Burton) e premiar uma filmografia inovativa e alguém que nunca venceu, por oposição a prémiar outra vez Mike Leigh ou Kiarostami.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S_Mso498-BI/AAAAAAAAAtc/pHNikT-8_tg/s1600/apichatpong.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 358px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S_Mso498-BI/AAAAAAAAAtc/pHNikT-8_tg/s400/apichatpong.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472767053183907858" title="Apichatpong Weerasethakul" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-7568369346493028085?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/7568369346493028085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=7568369346493028085&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7568369346493028085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7568369346493028085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/05/cannes-2010.html' title='Cannes 2010'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S_MiRavuDrI/AAAAAAAAAtU/fKHzlF-0DCg/s72-c/cannes-poster2010-cropped-300x256.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-8150312729310096482</id><published>2010-05-04T23:21:00.001+01:00</published><updated>2010-05-04T23:21:50.409+01:00</updated><title type='text'>Herzog vs Waldo</title><content type='html'>&lt;object width="640" height="505"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EvWh6PMi9Ek&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EvWh6PMi9Ek&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="505"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-8150312729310096482?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/8150312729310096482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=8150312729310096482&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8150312729310096482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8150312729310096482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/05/herzog-vs-waldo.html' title='Herzog vs Waldo'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-7277859702134963011</id><published>2010-05-01T19:01:00.000+01:00</published><updated>2010-05-01T20:59:55.339+01:00</updated><title type='text'>Top10: Michael Haneke</title><content type='html'>&lt;div&gt;os dez filmes favoritos de Michael Haneke, segundo uma entrevista de 2002:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0056736/"&gt;L'eclisse&lt;/a&gt; de  Michelangelo Antonioni&lt;div&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0039417/"&gt;Germania anno zero&lt;/a&gt; de Roberto Rossellini&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0072417/"&gt;A Woman under the Influence&lt;/a&gt; de John Cassavetes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. P&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0054215/"&gt;sycho&lt;/a&gt; de Alfred Hitchcock&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0015864/"&gt;The Gold Rush&lt;/a&gt; de Charlie Chaplin&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0056732/"&gt;El ángel exterminador&lt;/a&gt; de Luis Buñuel&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073650/"&gt;Salò&lt;/a&gt; de Pier Paolo Pasolini&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0072443/"&gt;Zerkalo&lt;/a&gt; de Andrei Tarkovsky&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0071737/"&gt;Lancelot du Lac&lt;/a&gt; de Robert Bresson&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0060138/"&gt;Au hasard Balthazar&lt;/a&gt; de Robert Bresson&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-7277859702134963011?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/7277859702134963011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=7277859702134963011&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7277859702134963011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7277859702134963011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/04/top10-michael-haneke.html' title='Top10: Michael Haneke'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-2983094321738751340</id><published>2010-04-30T02:11:00.010+01:00</published><updated>2010-10-07T01:03:35.976+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antonioni'/><title type='text'>La signora senza camelie (1953)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0046313/"&gt;La signora senza camelie&lt;/a&gt; de Michelangelo Antonioni, 1953, 7/10&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S9ou5_83A3I/AAAAAAAAAtE/HsXnpgJEEP4/s1600/1125988492_6e84f1d7ca.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465732671721636722" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S9ou5_83A3I/AAAAAAAAAtE/HsXnpgJEEP4/s400/1125988492_6e84f1d7ca.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 254px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" title="La signora senza camelia" /&gt;&lt;/a&gt;É um filme preso no paradigma do cinema dos anos 50, antes da libertação da camâra pela Nouvelle Vague em 1960, e que ao mesmo tempo não se insere propriamente na corrente do neorealismo italiano da altura. Sempre filmado com longos planos com a duração de cerca de um minuto com a camâra fixa, em que apenas se move/gira entre sitios pré-definidos (as diferentes marcas para os actores), requere portanto um cuidadoso planeamento e estudo preparatório do que se vai filmar, sintomático do grande classicismo no formalismo utilizado aqui, mas sem contudo deixar de se notar já um toque pessoal e intrusivo de Antonioni na forma como deixa desenrolar certas cenas, especialmente no início, numa aproximação a um estilo documental equivalente a alguém que se deixa ficar e observa a acção apenas como espectador sem intervir, estabelecendo algum distanciamento cénico – “La signora senza camelie” é o segundo filme de Antonioni depois de nove documentários curta-metragens e a longa “Cronaca di un amor” de 1950. Com este estilo de encenação o grande enfoque, ou escolha artística, é na história, aspecto que permite realmente diferenciar a obra de outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É portanto na selecção do cenário em que se desenrola a história e nas personagens retratadas que se pode descernir a maior intervenção directa de Antonioni, ao escolher como plano de acção do filme o ambiente em torno do cinema italiano e a sua indústria, num olhar que se revela bastante crítico e ardaz, estabelecendo efectivamente desde o príncipio Antonioni como um outsider, alguém a trabalhar fora do sistema. Clara (interpretada por Lucia Bosé) é uma jovem actriz em promissor início de carreira especialmente devido à sua beleza e disponibilidade em actuar em filmes românticos menos sérios – uma objectificação da beleza normal para a altura que Antonioni parece querer desarmar ao procurar multitudes numa personagem feminina que poderia ser simplificada apenas pelo seu aspecto (Bosé é uma antiga Miss Itália). Com a sua beleza a atrair atenções de todos os lados Clara casa-se apressadamente e sem grande escolha com um dos produtores dos seus filmes, que tomado por ciúmes determina que ela deixará de entrar em filmes “indecentes”, ciúmes magistralmente expostos pela melhor sequência do filme, em que ela à frente do noivo ensaia uma cena romântica com outro actor em que brilha a sua desinibição e que serve também para criticar o papel do realizador de aluguer desse filme, que sentado e sem poder de intervenção assiste à orquestração da cena por outro produtor, apenas interessado em filmar a cena central do filme, do beijo apaixonado entre os dois amantes  - “a censura, a censura!” grita outro dos presentes à medida que a cena se desenrola. Clara é rodeada por vários homens que gravitam à sua volta, interessados na sua beleza e potencial como estrela de cinema, mas apenas dois são caracterizados a fundo pois estabelecem os pólos que dividem o seu coração: o produtor com quem casa, um homem possessivo e inseguro, de valores conservadores, que apenas deseja um papel domesticado para ela, que depois de a impedir de continuar como actriz devido à natureza dos papeis que lhe são oferecidos e numa tentativa de manter Clara menos miserável inventa uma versão de Joana D’Arc para ela (ou seja, a única possibilidade para ele é ela interpretar uma figura santa) que acaba por ser um fracasso comercial e crítico – Clara, para os outros, nunca vai deixar de ser uma cara bonita que não sabe representar, pelo menos até ao final; o outro homem representado é um diplomata de modos gentis, um diletante sentimental que explora a infelicidade do casamento de Clara para se aproximar dela, mas que apenas está interessado numa aventura com a actriz e que depois dela abandonar o casamento acaba por se afastar dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S9ovPZekXoI/AAAAAAAAAtM/sfQzCcm6uKk/s1600/LA-SIGNORA-SENZA-CAMELIE.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465733039351160450" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S9ovPZekXoI/AAAAAAAAAtM/sfQzCcm6uKk/s400/LA-SIGNORA-SENZA-CAMELIE.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 233px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" title="La signora senza camelie" /&gt;&lt;/a&gt;Porque na realidade Antonioni está interessado em explorar a solidão de Clara, a barreira intrasponível que se estabele entre ela e o mundo exterior. Apesar de toda a companhia, na verdade Clara é sufocadamente solitária e ninguém está realmente interessado no seu bem estar emocional ou na sua felicidade, ninguém excepto Antonioni se propõe a explorar o seu interior: os pais de origens humildes, no único comentário social do filme, apenas apenas estão interessados no seu bem estar financeiro, os homens à sua volta ou apenas querem a companhia da sua beleza ou que ela continue a render na bilheteira. Não deixa de ser sintomático que no fim, sozinha, quando precisa de alguém para falar francamente, procura outro actor com quem trabalhou. Clara não se resigna ao seu destino, quer como dona de casa retirada, quer como apenas uma actriz de cara doce para adornar filmes e é essa luta contra um destino pré-estabelecido e que lhe é imposto, uma procura de independência  e fuga a um estereótipo pouco usual para a altura e que é mal vista pela sociedade que lhe traz dissabores, na aparente mensagem moral do filme – como consequência dos seus actos Clara abandona uma vida fácil de segurança para acabar destroçada, sem escolha, punida pela sociedade, numa dolorosa conclusão do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonioni é inteligente na forma como explora as convenções do cinema italiano da altura, na forma como trabalha dentro das normas estabelecidas, numa apropriação desviante de certos princípios, subvertendo-os: a certa altura alguém diz que um filme para ter sucesso tem que ter sexo, política e religião – Antonioni é consciente e crítico desse padrão mas não deixa de ter cenas românticas ou relações ilegítimas, que adquirem um significado diferente pela consciência do que significa a sua utilização. E depois há um momento estarrecedor no filme perto do fim, quando quase de maneira subtil e que passa quase despercebido como seria hábito nos seus filmes mais conhecidos, numa única composição mostra uma imensidade de intenções: Clara, ao mesmo tempo que recebe notícias da sua carreira decadente, segura uma cópia dos girassóis de Van Gogh, que são aqui utilizados como comentário ou metáfora para uma beleza efémera, um destino inescapável – a decadência do tempo, numa advertência em relação ao compromisso final que se seguirá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-2983094321738751340?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/2983094321738751340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=2983094321738751340&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2983094321738751340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2983094321738751340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/04/la-signora-senza-camelie-1953.html' title='La signora senza camelie (1953)'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S9ou5_83A3I/AAAAAAAAAtE/HsXnpgJEEP4/s72-c/1125988492_6e84f1d7ca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-8925130322396349781</id><published>2010-04-11T23:20:00.008+01:00</published><updated>2010-04-11T23:38:37.513+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Junkie awards'/><title type='text'>Junkie Awards 2009</title><content type='html'>da &lt;a href="http://cinema.ptgate.pt/cartaz/estreias/2009"&gt;lista&lt;/a&gt; de filmes estreados em Portugal em 2009, &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;menção honrosa (documentário):&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1155592/"&gt;Man on Wire&lt;/a&gt; - James Marsh - EUA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0940620/"&gt;Patti Smith: Dream of Life&lt;/a&gt; - Steven Sebring - EUA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;menção honrosa:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1135092/"&gt;The Limits of Control&lt;/a&gt; - Jim Jarmusch - EUA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1029227/"&gt;A Corte do Norte&lt;/a&gt; - João Botelho - Portugal&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1068641/"&gt;The Burning Plain&lt;/a&gt; - Guillermo Arriaga - EUA/México&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1314280/"&gt;Welcome&lt;/a&gt; - Philippe Lioret - França&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1084950/"&gt;Rachel Getting Married&lt;/a&gt; - Jonathan Demme - EUA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1020530/"&gt;Eden Lake&lt;/a&gt; - James Watkins - GB&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0383028/"&gt;Synecdoche, New York&lt;/a&gt; - Charlie Kaufman - EUA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0497465/"&gt;Vicky Cristina Barcelona&lt;/a&gt; - Woody Allen - EUA/Espanha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1182345/"&gt;Moon&lt;/a&gt; - Duncan Jones - GB&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0913425/"&gt;Los Abrazos Rotos&lt;/a&gt; - Pedro Almodóvar - Espanha&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1100048/"&gt;35 Rhums&lt;/a&gt; - Claire Denis - França&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0836700/"&gt;L'heure d'été&lt;/a&gt; - Olivier Assayas - França&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0964185/"&gt;Tetro&lt;/a&gt; - Francis Ford Coppola - EUA/Argentina&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1087578/"&gt;Aruitemo Aruitemo&lt;/a&gt; - Hirokazu Koreeda - Japão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1139797/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Låt den rätte komma in&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; - Tomas Alfredson&lt;/span&gt; - Suécia - &lt;a href="http://trailers.apple.com/trailers/magnolia/lettherightonein/"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70Oz1sDPuI/AAAAAAAAAr8/LHz-0Zk0M9s/s1600/lettherightonein-4ajpg.jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70Oz1sDPuI/AAAAAAAAAr8/LHz-0Zk0M9s/s200/lettherightonein-4ajpg.jpeg" alt="" title="Let the Right One in" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457534607190867682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A solidão de um pode ser a solidão de dois. Com sangue frio se aquece o coração dos dois personagens principais, uma improvável aliança entre um tímido rapaz com problemas com os colegas na escola e uma rapariga que só sai de casa à noite, que vivem na escuridão do isolamento. Com sobriedade no ritmo e paisagens fantasmagóricas, Alfredson cria suspense de cortar a respiração para desviar o olhar e filmar o periférico com contenção quando é necessário, no que é também uma fantasia de vingança. Prova de que menos pode ser mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1221141/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;La Mujer Sin Cabeza&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; - Lucrecia Martel&lt;/span&gt; - Argentina - &lt;a href="http://trailers.apple.com/trailers/independent/theheadlesswoman/"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70POYT104I/AAAAAAAAAsE/jjRnm6JWdVY/s1600/img_tmp_image_film_id_132.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 85px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70POYT104I/AAAAAAAAAsE/jjRnm6JWdVY/s200/img_tmp_image_film_id_132.jpg" title="La Mujer Sin Cabeza" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457535063161164674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de La Cienaga e La Nina Santa, Martel mergulha sem rede de segurança no marasmo emocional desta mulher perdida, recorrendo apenas a magistrais enquadramentos que expõem todo o horror do vazio da normalidade burguesa. Um tremendo retrato acusador do estado das coisas, numa vertigem sonâmbula que acompanha uma letárgica María Onetto até ao precipício. Martel atinge um estado notável de abstracção que nos deixa com quase nada no fim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0361748/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Inglourious Basterds&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; - Quentin Tarantino&lt;/span&gt; - EUA - &lt;a href="http://trailers.apple.com/trailers/weinstein/inglouriousbasterds/"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70Pv-RNvdI/AAAAAAAAAsM/_YCNpxk1wdo/s1600/inglourious_basterds31.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70Pv-RNvdI/AAAAAAAAAsM/_YCNpxk1wdo/s200/inglourious_basterds31.jpg" alt="" title="Inglourious Basterds" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457535640286379474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mesmo tendo vários elementos comuns a outros filmes de Tarantino, como os longos diálogos com referências culturais obscuras (neste caso a G.W. Pabst e H.G. Clouzot), é um registo diferente para Tarantino esta obra de época de escapismo fantasioso. Menos interessado em cenas de violência aleatória (mas não totalmente), dedica-se à composição cuidada de personagens utilizando pausas para criar suspense recorrendo a um ritmo menos frenético mas mais operático, arrastando cenas até ao seu limite, evocando da melhor maneira os quadros de Sergio Leone. Repleto de set-pieces memoráveis  e demonstrando uma fé literária no poder do cinema, é um filme composto por pequenos grandes momentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0903627/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Julia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; - Erick Zonca&lt;/span&gt; - França/EUA - &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=VDDWeWknMl0"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70OV8VJYTI/AAAAAAAAAr0/jznqbuQxAj0/s1600/julia08.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 130px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70OV8VJYTI/AAAAAAAAAr0/jznqbuQxAj0/s200/julia08.jpg" title="" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457534093577773362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É o primeiro filme de Zonca depois do íntimissimo “&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120449/"&gt;La vie rêvée des anges&lt;/a&gt;” de 1998 e se à primeira vista parece ser desde o ínicio outro estudo subjectivo e pessoal de uma personagem perdida no seu mundo próprio de depressão, uma alcoólica desamparada neste caso, interpretada por Tilda Swinton num verdadeiro tour de force, é surpreendente como o subjectivismo se transforma num pesadelo de decisões duvidosas por parte de alguém afundado no seu descalabro enquanto tudo desabafa à sua volta para manter um elevado nível de suspense – tudo pode acontecer a dado momento, a qualquer elipse – tensão que acompanha a passagem de um estudo de uma situação delicada para um estado extremado e emocionalmente caótico, em que a redenção depende da dura rendição aos factos, numa perversão de uma tragédia shakespeariana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1205489/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Gran Torino&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; - Clint Eastwood&lt;/span&gt; - EUA - &lt;a href="http://trailers.apple.com/trailers/wb/grantorino/"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70QPHjCEaI/AAAAAAAAAsU/PvxD9aCLWoE/s1600/gran_torino13.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70QPHjCEaI/AAAAAAAAAsU/PvxD9aCLWoE/s200/gran_torino13.jpg" alt="" title="Gran Torino" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457536175352975778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No último filme como actor Eastwood atinge a reversão final das personagens proscritas dos Westerns ou reaccionárias de Dirty Harry, uma evolução mimetizada na viagem da personagem de Gran Torino e que já vinha a marcar as suas últimas obras como realizador (sendo Million Dollar Baby o melhor exemplo). Sempre solitário e contudo desconfiado das normas sociais, o protagonista é obrigado a re-examinar-se por um confronto menos óbvio em relação aos que está habituado a lutar: é forçado a abandonar a paz do seu isolamento quando a desordem alheia lhe bate à porta e acaba por criar uma relação com dois jovens irmãos vizinhos, identificando-se com os seus problemas de desajustamento social. Contra estereótipos e pressupostos fáceis o filme é resolvido num último surpreendente gesto carregado de simbolismo como acto final de uma carreira, um elogio à compaixão e ao valor de uma atitude desafiadora contra o estado das coisas, sem esquecer que nunca é tarde demais para o fazer.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1224366/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Afterschool&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; - Antonio Campos&lt;/span&gt; - EUA - &lt;a href="http://trailers.apple.com/trailers/independent/afterschool/"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70QjAgzqNI/AAAAAAAAAsc/Ly2RaQzM7B8/s1600/afterschool1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70QjAgzqNI/AAAAAAAAAsc/Ly2RaQzM7B8/s200/afterschool1.jpg" alt="" title="Afterschool" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457536517061978322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esta primeira obra de um realizador de 26 anos é porventura o filme mais desanimador de todos de 2009, pela brutalidade com que estabelece dois factos, possivelmente interligados:  a) face à mescla de estilos e referências utilizadas pelo jovem realizador (Van Sant, Larry Clark, Haneke), ficamos frente a frente com a pergunta: será que estilisticamente já foi tudo estabelecido e resta apenas a hipótese de apropriação no futuro? b) a indiferença quase aceitação de uma apática indolência moral, de uma perda de esperança e conformismo com uma canibilização sentimental é o futuro para uma geração derrotada de início, confinada entre o youtube e anti-depressivos? Campos explora a ligação entre os dois temas pelo modo como mostra o seu desafecto cénico e constrangimento pelas personagens entregues à sua própria sorte, numa obra cínica, perturbadora e provocadora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1235166/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Un Prophète&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; - Jacques Audiard&lt;/span&gt; - França - &lt;a href="http://trailers.apple.com/trailers/sony/aprophetunprophete/"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70Q8vwVOHI/AAAAAAAAAsk/C2ICYAlqQMc/s1600/a_prophet21.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70Q8vwVOHI/AAAAAAAAAsk/C2ICYAlqQMc/s200/a_prophet21.jpg" alt="" title="Un Prophéte" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457536959240288370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com um ínicio estarrecedor, recorrendo ao hiper-realismo para acompanhar a desorientação na introdução do jovem protagonista a uma espiral descendente de loucura, numa composição claustrofóbica que não deixa espaço para o espectador desviar o olhar, Tahar Rahim é assombroso numa viagem de ida (e volta) aos confins da abstracção emocional como meio de sobrevivência. Com a perda da liberdade física compromete-se a moral neste conto de ardência lenta, em que a redenção está sempre presa por um fio (da navalha) em espantosas sequências quase de carácter mitológico, em que o formalismo se desvia do realismo para sublinhar a aura singular da ascensão do inferno do protagonista desta história transformada por momentos em fábula. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;3.&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0887912/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;The Hurt Locker&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; - Kathryn Bigelow&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - EUA - &lt;a href="http://trailers.apple.com/trailers/summit/thehurtlocker/"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70RWXMle_I/AAAAAAAAAss/0i6EKU9iH9I/s1600/the_hurt_locker13.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70RWXMle_I/AAAAAAAAAss/0i6EKU9iH9I/s200/the_hurt_locker13.jpg" alt="" title="The Hurt Locker" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457537399324507122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um corpo preso num fato, um soldado preso num trabalho, um homem encurralado na única forma que tem de fazer alguma diferença, numa tortuosa série infindável de desafios, entorpecido pela procura de uma fuga do seu purgatório. Bigelow sempre filmou acção como poucos mas sabe que é no espaço que dá às personagens para mostrarem a sua complexidade que fica a ganhar. Se a procura do perigo é forma do protagonista sentir algo de real, é a sua derradeira dessensibilização à realidade que o conduz à anestesia emocional e que o condena, sublimemente exemplificado por uma cena final na América que muda todo o tom do filme, contextualizando tudo o que vimos antes e o amargo que vem a seguir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0374569/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Che&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; - Steven Soderbergh&lt;/span&gt; - EUA/México - &lt;a href="http://trailers.apple.com/trailers/independent/che/"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70fBZHtLcI/AAAAAAAAAs0/Xtj2uCHmVlM/s1600/guerrilla01.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 126px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70fBZHtLcI/AAAAAAAAAs0/Xtj2uCHmVlM/s200/guerrilla01.jpg" alt="" title="Che" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457552432226446786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um homem preso num corpo, à procura de liberdade, sempre. Se Che é composto por duas partes que funcionam com uma identidade própria, e "The Argentine" é a introdução que define as razões e o plano ideológico mas também muito mais que isso (filme de aventura desconstrutivo da Cuba de Batista), é com "Guerrila" que Soderbergh define a sua marca artística e se atira para a selva sul-americana lado a lado com Che, como que lhe confiando a sua vida num acto de fé. É no entanto quando se considera as duas partes como um todo que se descobre um verdadeiro épico sufocante na sua escala e entrega à solidão de Che, um homem encontrado e perdido na guerra, trágicamente incapaz de apatia e resignação, através de um filme-poema de silêncios e respirações malsofridas. Passamos o filme colados a Benicio del Toro desaparecido em Che, numa procura de descodificação do homem-mito, mas é quando o filme muda na cena final para o seu ponto de vista que ficamos presos ao mito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1125849/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;The Wrestler&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt; - Darren Aronofsky&lt;/span&gt; - EUA - &lt;a href="http://trailers.apple.com/trailers/fox_searchlight/thewrestler/"&gt;trailer&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70fmDLy7oI/AAAAAAAAAs8/rtqZB4qrwgY/s1600/the_wrestler033.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 129px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70fmDLy7oI/AAAAAAAAAs8/rtqZB4qrwgY/s200/the_wrestler033.jpg" alt="" title="The Wrestler" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457553061993180802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É a inversão perfeita numa subversão de Aronofsky do arco convencional dos filmes tradicionais com uma mensagem, que atesta da desesperação retratada. Uma adaptação do socialismo de intervenção dos irmãos Dardenne, exemplificado no subjectivismo com que acompanhamos um Mickey Rourke na sua gloriosa tristeza, sublinhado por uma candura no modo como se cria empatia com a sua personagem, um lutador marcado pelas cicatrizes do passado à procura de reparar ligações presentes e de uma salvação possível. O sucesso do filme passa também pela janela de esperança fugaz que apresenta, de um vislumbre trágico do que poderia ser, um minimalismo afectivo na sua solidariedade. É o retrato final numa colecção de 2009 de homens e mulheres em rota de colisão com a sua auto-destruição, auto-inflingida ou não, numa combustão que é o melhor substituto a ficar parado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-8925130322396349781?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/8925130322396349781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=8925130322396349781&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8925130322396349781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8925130322396349781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/04/junkie-awards-2009.html' title='Junkie Awards 2009'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S70Oz1sDPuI/AAAAAAAAAr8/LHz-0Zk0M9s/s72-c/lettherightonein-4ajpg.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-5249687138043652741</id><published>2010-04-07T20:11:00.002+01:00</published><updated>2010-04-08T00:33:48.925+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Junkie awards'/><title type='text'>Junkie awards 2009 (video)</title><content type='html'>&lt;object width="600" height="450"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10742411&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=00ADEF&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=10742411&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=00ADEF&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="600" height="450"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/10742411"&gt;Junkie Awards 2009&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user3538446"&gt;jnky&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-5249687138043652741?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/5249687138043652741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=5249687138043652741&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5249687138043652741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5249687138043652741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/04/junkie-awards-2009-video.html' title='Junkie awards 2009 (video)'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-5230193595058398101</id><published>2010-03-28T23:50:00.001+01:00</published><updated>2010-03-29T12:44:43.422+01:00</updated><title type='text'>So far...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2009/04/junkie-awards-2008.html"&gt;2008&lt;/a&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;There Will Be Blood&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Paul Thomas Anderson - EUA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/04/top-2007.html"&gt;2007&lt;/a&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Letters from Iwo Jima&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Clint Eastwood - EUA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/02/top-2006.html"&gt;2006:&lt;/a&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Dare mo shiranai (Nobody Knows)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Hirokazu Koreeda - Japão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/02/top-2005.html"&gt;2005&lt;/a&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Million Dollar Baby&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Clint Eastwood - EUA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/02/top-2004.html"&gt;2004&lt;/a&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Lost in Translation&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Sofia Coppola - EUA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/02/top-2003.html"&gt;2003&lt;/a&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Dogville&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Lars von Trier - Dinamarca&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/02/top-2002.html"&gt;2002&lt;/a&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Mulholland Drive&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - David Lynch - EUA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/02/top-2001.html"&gt;2001&lt;/a&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;La Pianiste&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Michael Haneke - Austria/França&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/02/top-2000.html"&gt;2000&lt;/a&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Rosetta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Jean-Pierre &amp;amp; Luc Dardenne - Bélgica&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/02/top-1999.html"&gt;1999&lt;/a&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;The Thin Red Line&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Terence Malick - EUA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2008/02/top-1998.html"&gt;1998&lt;/a&gt;: &lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Ponette&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - Jacques Doillon - França&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-5230193595058398101?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/5230193595058398101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=5230193595058398101&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5230193595058398101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5230193595058398101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/so-far.html' title='So far...'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-243526016349505154</id><published>2010-03-28T23:30:00.000+01:00</published><updated>2010-03-28T23:48:26.856+01:00</updated><title type='text'>Top da década: Slant</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S62SjuabH6I/AAAAAAAAArM/MDe6CEKLpDg/s1600/slant.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 71px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S62SjuabH6I/AAAAAAAAArM/MDe6CEKLpDg/s400/slant.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453175866267475874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A &lt;a href="http://www.slantmagazine.com/"&gt;Slant&lt;/a&gt; publicou o seu top100 dos melhores filmes da última década, resultado da escolha dos seus 11 escritores. Uma selecção que revela a inclinação do site para uma perspectiva de apreciação do cinema de autor (afinal, Claire Denis é a autora com mais nomeações), com algumas boas surpresas pelo destaque dado a certos filmes algo esquecidos e sempre com inúmeras obras a descobrir. Se a escolha para nº1 é de certa maneira consensual (tem aparecido em outras listas do género), o nº2 não deixa de ser uma surpresa que é explicada pelo pequeno texto que o acompanha; destaque positivo também para o 9º e 6º escolhidos, mas é algo desapontante verificar a não inclusão de nenhum filme de Eastwood ou Haneke na lista.&lt;div&gt;A lista completa está disponível &lt;a href="http://www.slantmagazine.com/film/feature/best-of-the-aughts-film/216/page_1"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;surpresas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;99. Time Out - Laurent Cantet&lt;/div&gt;&lt;div&gt;90. Revanche - Götz Spielmann&lt;/div&gt;&lt;div&gt;87. Wendy and Lucy - Kelly Reichardt&lt;/div&gt;&lt;div&gt;84. Russian Ark - Aleksandr Sokurov&lt;/div&gt;&lt;div&gt;75. Still Life - Jia Zhangke&lt;/div&gt;&lt;div&gt;72. The House of Mirth - Terence Davies&lt;/div&gt;&lt;div&gt;63. Memories of Murder - Bong Joon-ho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;61. Wolf Creek - Greg McLean&lt;/div&gt;&lt;div&gt;59. War of the Worlds - Steven Spielberg&lt;/div&gt;&lt;div&gt;55. The Wind Will Carry Us - Abbas Kiarostami&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;45. Before Sunset - Richard Linklater&lt;/div&gt;&lt;div&gt;38. Twentynine Palms - Bruno Dumont &lt;/div&gt;&lt;div&gt;32. Platform - Jia Zhangke&lt;/div&gt;&lt;div&gt;29. Gerry - Gus van Sant&lt;/div&gt;&lt;div&gt;22. Fat Girl - Catherine Breillat&lt;/div&gt;&lt;div&gt;15. L'Enfant - Jean-Pierre &amp;amp; Luc Dardenne&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a descobrir:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;57. La Commune - Peter Watkins&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;53. Kings and Queen - Arnaud Desplechin&lt;/div&gt;&lt;div&gt;49. Unknown Pleasures - Jia Zhangke&lt;/div&gt;&lt;div&gt;48. In the City of Sylvia - José Luis Guerin&lt;/div&gt;&lt;div&gt;36. What Time Is It There? - Tsai Ming-liang&lt;/div&gt;&lt;div&gt;34. Syndromes and a Century - Apichatpong Weerasethakul&lt;/div&gt;&lt;div&gt;28. The Best of Youth - Marco Tullio Giordana&lt;/div&gt;&lt;div&gt;27. Son Frère - Patrice Chéreau&lt;/div&gt;&lt;div&gt;13. George Washington - David Gordon Green&lt;/div&gt;&lt;div&gt;12. Pulse - In Kiyoshi Kurosawa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. Werckmeister Harmonies - Béla Tarr&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-243526016349505154?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/243526016349505154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=243526016349505154&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/243526016349505154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/243526016349505154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/top-da-decada-slant.html' title='Top da década: Slant'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S62SjuabH6I/AAAAAAAAArM/MDe6CEKLpDg/s72-c/slant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-6019867000889799654</id><published>2010-03-23T23:30:00.001Z</published><updated>2010-03-24T00:17:37.482Z</updated><title type='text'>Top10 Shots of the Year 2009</title><content type='html'>Kristopher Tapley do site &lt;a href="http://incontention.com/"&gt;incontention.com&lt;/a&gt; escreveu um artigo em que elege os melhores 10 planos de 2009, um interessante exercício, mesmo que demasiado subjectivo. A inclusão de "Precious", "Up in the Air" ou "Paranormal Activity" faz pouco sentido num âmbito de premiar excelência ou inovação visual, mas as escolhas &lt;i&gt;daquele&lt;/i&gt; plano de Public Enemies, de "The Road" ou "The Cove" são meritórias por todo o papel que têm na construcção do ambiente dos filmes. De qualquer o modo o verdadeiro interesse do artigo está nas declarações obtidas junto dos cinematógrafos envolvidos, que permite perceber algumas das escolhas: &lt;a href="http://incontention.com/?p=22689"&gt;parte 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://incontention.com/?p=3843"&gt;parte 2&lt;/a&gt;. Em complemento, 5 frames alternativos à lista, de filmes estreados no ano passado:&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lYP4qW1vI/AAAAAAAAAqs/0Nq9rBdXWZU/s1600-h/lettherightonein-4ajpg.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lYP4qW1vI/AAAAAAAAAqs/0Nq9rBdXWZU/s400/lettherightonein-4ajpg.jpeg" border="0" alt="" title="Låt den rätte komma in" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451985853840021234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lXSaRmquI/AAAAAAAAAqM/LhEvZKXqerk/s1600-h/summer-hours-l-heure-d-ete-31.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 245px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lXSaRmquI/AAAAAAAAAqM/LhEvZKXqerk/s400/summer-hours-l-heure-d-ete-31.jpg" border="0" alt="" title="L'heure d'été" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451984797711117026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lXmuFAH5I/AAAAAAAAAqU/-J18y6vyNdw/s1600-h/strangers22.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lXmuFAH5I/AAAAAAAAAqU/-J18y6vyNdw/s400/strangers22.jpg" border="0" alt="" title="The Strangers" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451985146624352146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lX3OnHf0I/AAAAAAAAAqc/I4ArcxbDtyc/s1600-h/les-etreintes-brisees-los-abrazos-rotos-broken-hugs-20-05-2009-20-03-2009-2-g.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 242px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lX3OnHf0I/AAAAAAAAAqc/I4ArcxbDtyc/s400/les-etreintes-brisees-los-abrazos-rotos-broken-hugs-20-05-2009-20-03-2009-2-g.jpg" border="0" alt="" title="Los Abrazos Rotos" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451985430235283266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lYA5Mor4I/AAAAAAAAAqk/l9X1lEumMQs/s1600-h/tetro-gallo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 215px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lYA5Mor4I/AAAAAAAAAqk/l9X1lEumMQs/s400/tetro-gallo.jpg" border="0" alt="" title="Tetro" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451985596285759362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-6019867000889799654?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/6019867000889799654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=6019867000889799654&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/6019867000889799654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/6019867000889799654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/top10-shots-of-year-2009.html' title='Top10 Shots of the Year 2009'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6lYP4qW1vI/AAAAAAAAAqs/0Nq9rBdXWZU/s72-c/lettherightonein-4ajpg.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-7020973522713337716</id><published>2010-03-23T01:41:00.004Z</published><updated>2010-03-23T14:23:35.246Z</updated><title type='text'>Março 2010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6gcWwlIClI/AAAAAAAAAqE/X8g_0wgVDjQ/s1600-h/cinemajnk-23mar10.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 256px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6gcWwlIClI/AAAAAAAAAqE/X8g_0wgVDjQ/s400/cinemajnk-23mar10.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451638526255303250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6gcRuU0FQI/AAAAAAAAAp8/Qr_wOv-_tG8/s1600-h/mar%C3%A7o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 255px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6gcRuU0FQI/AAAAAAAAAp8/Qr_wOv-_tG8/s400/mar%C3%A7o.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451638439750669570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-7020973522713337716?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/7020973522713337716/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=7020973522713337716&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7020973522713337716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7020973522713337716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/marco-2010.html' title='Março 2010'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S6gcWwlIClI/AAAAAAAAAqE/X8g_0wgVDjQ/s72-c/cinemajnk-23mar10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-9016345856753017537</id><published>2010-03-12T19:13:00.000Z</published><updated>2010-03-12T19:49:41.431Z</updated><title type='text'>Entretanto, no outro lado do mundo...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5qaI-6i57I/AAAAAAAAApk/8eZ30VPB3zo/s1600-h/AFP_090731jafar-panahi_8.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5qaI-6i57I/AAAAAAAAApk/8eZ30VPB3zo/s400/AFP_090731jafar-panahi_8.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447836178376222642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0070159/"&gt;Jafar Panahi&lt;/a&gt;, realizador iraniano de filmes como "Crimson Gold" (2003), "The Mirror" (1997) e "The White Balloon" (1995), e que no dia 16 de Fevereiro tinha sido impedido de sair do país para participar numa conferência do Festival de Berlim (onde tinha ganho o Urso de Prata com "Offside" em 2006), foi preso no passado dia 2 de Março.&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/film/2010/mar/02/jafar-panahi-arrested-in-iran"&gt;Film-maker Jafar Panahi arrested in Iran&lt;/a&gt; (guardian)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;The Iranian director Jafar Panahi has reportedly been detained by security forces in his homeland. Panahi, 49, is a vocal supporter of the opposition leader Mir Hossein Mousavi and has long been regarded as a pariah by the Iranian establishment. He is currently believed to be being held at an undisclosed location.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mousavi's website Kaleme quotes Panahi's son, who claims that the film-maker was arrested at his home on Monday night, together with his wife, daughter and 15 dinner guests. Security forces allegedly searched the house and seized belongings. The official Iranian media is not reporting the story.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Panahi's productions are largely funded by European money as a means of bypassing what he sees as government interference. His films are banned in Iran, where the authorities regard them as implicitly critical of the current regime. "[The authorities] think that anyone who is independent or not following their views is a spy of the west," Panahi told the Guardian at the time of Crimson Gold's release. "Paid by the west. Spreading western propaganda."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://thelede.blogs.nytimes.com/2010/03/09/iranian-filmmaker-speaks-out-on-prisoners/"&gt;Abbas Kiarostami Speaks Out on Prisoners&lt;/a&gt; (NY Times)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Abbas Kiarostami, a celebrated Iranian filmmaker who has won numerous international awards for films like “ Close-Up” and “ Through The Olive Trees,” published an open letter in a Tehran newspaper on Tuesday calling for the release of Jafar Panahi and Mahmoud Rasoulof, two directors recently detained by the authorities.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;According to The International Campaign for Human Rights in Iran, a source close to him said: “Over the past years, Ministry of Intelligence authorities have summoned Jafar Panahi to different investigation offices of the Ministry in different locations and have questioned him. In one of these meetings he was told, ‘Just because you are a famous filmmaker, you mustn’t think that we are unable to arrest you. We can arrest you whenever we decide.’”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Here is the complete text of Mr. Kiarostami’s open letter, written in response to that arrest:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://thelede.blogs.nytimes.com/2010/03/09/iranian-filmmaker-speaks-out-on-prisoners/"&gt;http://thelede.blogs.nytimes.com/2010/03/09/iranian-filmmaker-speaks-out-on-prisoners/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-9016345856753017537?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/9016345856753017537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=9016345856753017537&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/9016345856753017537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/9016345856753017537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/entretanto-no-outro-lado-do-mundo.html' title='Entretanto, no outro lado do mundo...'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5qaI-6i57I/AAAAAAAAApk/8eZ30VPB3zo/s72-c/AFP_090731jafar-panahi_8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-6223494633708803453</id><published>2010-03-12T19:01:00.000Z</published><updated>2010-03-12T19:49:19.997Z</updated><title type='text'>Oscar: 1990-2010</title><content type='html'>&lt;div&gt;Num exercício algo fútil, considerando a aleatoriedade das nomeações espalhadas pelos diferentes anos (The Shawshank Redemption ou Secrets &amp;amp; Lies são superiores a  Good Will Hunting ou The Sixth Sense, mas a exiguidade da escolha em certos anos obriga a uma outra selecção), é curioso verificar o interesse desta última edição dos Óscares, estritamente de um ponto de vista pessoal:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/Sections/Awards/Academy_Awards_USA/"&gt;Oscar&lt;/a&gt;: 1990-2010&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(vencedor / favorito pessoal)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;2010: The Hurt Locker / The Hurt Locker&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2009: Slumdog Millionaire / Milk &lt;/div&gt;&lt;div&gt;2008: No Country for Old Men / There Will Be Blood&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2007: The Departed / Letters from Iwo Jima &lt;/div&gt;&lt;div&gt;2006: Crash / Brokeback Mountain&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;2005: Million Dollar Baby / Million Dollar Baby&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2004: The Lord of the Rings III / Lost in Translation&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2003: Chicago / The Pianist &lt;/div&gt;&lt;div&gt;2002: A Beautiful Mind / Gosford Park &lt;/div&gt;&lt;div&gt;2001: Gladiator / Crouching Tiger, Hidden Dragon&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2000: American Beauty / The Sixth Sense&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1999: Shakespeare in Love / The Thin Red Line&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1998: Titanic / Good Will Hunting&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1997: The English Patient / Fargo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;1996: Braveheart / Braveheart &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1995: Forrest Gump / Pulp Fiction &lt;/div&gt;&lt;div&gt;1994: Schindler's List / ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;1993: Unforgiven / Unforgiven&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1992: The Silence of the Lambs / ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1991: Dances with Wolves / Goodfellas &lt;/div&gt;&lt;div&gt;1990: Driving Miss Daisy / Dead Poets Society &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou seja, 4 em 21 (? em 2 anos que não vi filmes suficientes entre os nomeados para escolher). De notar também que apenas 9 filmes dos 110 nomeados (8%) não são produções americanas, mas apenas 3 não são falados em inglês (dos outros 6, 4 são britânicos e 2 australianos) - são eles "La Vitta è Bella", "Il Postino", "O Tigre E o Dragão", muito pouco para 21 anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-6223494633708803453?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/6223494633708803453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=6223494633708803453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/6223494633708803453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/6223494633708803453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/oscar-1990-2010.html' title='Oscar: 1990-2010'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-2984280651335014753</id><published>2010-03-08T20:48:00.006Z</published><updated>2010-03-08T21:04:54.256Z</updated><title type='text'>Extraordinário(a)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5VjH4aQvTI/AAAAAAAAApc/NM6UM3jbCUo/s1600-h/Kathryn-Bigelow-Oscar_300.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5VjH4aQvTI/AAAAAAAAApc/NM6UM3jbCUo/s400/Kathryn-Bigelow-Oscar_300.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446368311427251506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5VjAnTmRPI/AAAAAAAAApU/OTpkUhZkLjI/s1600-h/011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5VjAnTmRPI/AAAAAAAAApU/OTpkUhZkLjI/s400/011.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446368186576815346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Vi8eAaf_I/AAAAAAAAApM/6Nn-HkxAIUo/s1600-h/bridgies2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 306px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Vi8eAaf_I/AAAAAAAAApM/6Nn-HkxAIUo/s400/bridgies2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446368115360956402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Vi30hn9RI/AAAAAAAAApE/xQ9-HQIag1M/s1600-h/Dolphin-Cove-Oscar_300.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Vi30hn9RI/AAAAAAAAApE/xQ9-HQIag1M/s400/Dolphin-Cove-Oscar_300.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446368035506484498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-2984280651335014753?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/2984280651335014753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=2984280651335014753&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2984280651335014753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2984280651335014753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/extraordinarioa.html' title='Extraordinário(a)'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5VjH4aQvTI/AAAAAAAAApc/NM6UM3jbCUo/s72-c/Kathryn-Bigelow-Oscar_300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-5008630294638515860</id><published>2010-03-07T23:16:00.013Z</published><updated>2010-03-12T17:43:12.966Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2010'/><title type='text'>Oscar 2010</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;(comentário &amp;amp; previsões )&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Melhor Filme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2009/10/hurt-locker.html"&gt;The Hurt Locker&lt;/a&gt; - 9/10&lt;br /&gt;Inglourious Basterds - 8/10&lt;br /&gt;A Serious Man - 7/10&lt;br /&gt;An Education - 6/10&lt;br /&gt;Avatar - 6/10&lt;br /&gt;Precious - 5/10&lt;br /&gt;The Blind Side - 4/10&lt;br /&gt;District 9 - 4/10&lt;br /&gt;Up - 4/10&lt;br /&gt;Up in the Air - 3/10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Q4rYJgu5I/AAAAAAAAAo8/EaH9frI7UeU/s1600-h/hurt-locker-boom.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 112px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Q4rYJgu5I/AAAAAAAAAo8/EaH9frI7UeU/s200/hurt-locker-boom.jpg" border="0" alt="" title="The Hurt Locker" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446040167265647506" /&gt;&lt;/a&gt;A alteração da academia para 10 nomeados, de forma a introduzir filmes mais populares entre os nomeados parece ter funcionado ao permitir nomeações para “The Blind Side” ou “District 9” mas o grande objectivo era que finalmente um dos filmes da Pixar atingisse esta distinção e isso foi conseguido com “Up”, primeiro filme animado nomeado para Melhor Filme desde “A Bela e o Monstro” em 1991; mesmo assim poderá ter sido uma medida fútil considerando que o filme mais popular do ano (Avatar) seria sempre nomeado. De qualquer modo a luta parece cingir-se apenas a 2 filmes: “Avatar” e “The Hurt Locker” com um forte outsider em “Inglourious Basterds” – “Precious” será pouco consensual e “Up in the Air” parece ter esgotado os seus elogios. Logo, este “Avatar” vs “The Hurt Locker” será representativo de uma decisão da consciência colectiva da academia pelo confronto entre um novo rumo do cinema ou a celebração da independência artística: mais do que ser influenciado pelos resultados do box office, dos estrondosos 700 milhões de Avatar vs os 12 milhões de Hurt Locker (apenas o 8º filme nesse ranking desta categoria), pode influenciar o futuro do cinema americano. Por isso mesmo gostaria de acreditar que é possível uma vitória para o filme de Kathryn Bigelow, nem que seja porque a medida de alterar o número de nomeados para 10 é sintomática do domínio do cinema indie americano nos últimos anos nos Oscares (e os tempos de “Titanic” já ficaram para trás), mas se acontecer o contrário não será surpreendente – além de que a introdução de um sistema preferencial nos votos poderá inclinar os resultados para um filme mais popular.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vencedor: “The Hurt Locker” / preferido: “The Hurt Locker”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Realizador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que neste caso espera-se que seja melhor realizadora: Kathryn Bigelow, que pode tornar-se a primeira mulher a vencer (e é apena a quarta nomeada na história dos Oscares). O grande opositor de Bigelow é James Cameron, já premiado por”Titanic”: se Bigelow ganhar poderá não significar a vitória de Hurt Locker como melhor Filme, mas se Cameron ganhar Avatar irá com certeza garantir esse prémio.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vencedor: Kathryn Bigelow, “The Hurt Locker” / preferido: Kathryn Bigelow&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Q4D0FqgqI/AAAAAAAAAo0/nOLjf1srkNo/s1600-h/2009_the_white_ribbon_007.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 113px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Q4D0FqgqI/AAAAAAAAAo0/nOLjf1srkNo/s200/2009_the_white_ribbon_007.jpg" border="0" alt="" title="Das Weisse Band" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446039487570936482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Filme Estrangeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Das weisse Band - 10/10 (Alemanha)&lt;br /&gt;Un prophète - 9/10 (França)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/oorlogswinter-la-teta-assustada.html"&gt;La Teta Assustada&lt;/a&gt; - 8/10 (Perú)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/el-secreto-de-sus-ojos.html"&gt;El secreto de Sus Ojos&lt;/a&gt; - 7/10 (Argentina)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/ajami.html"&gt;Ajami&lt;/a&gt; - 7/10 (Israel)&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de acreditar que os favoritos são “Das weisse Band” e “Un prophète”, duas obras enormemente ricas em complexidade e resplandecentes no seu pragmatismo, mas o provável vencedor pode ser “El secreto de Sus Ojos”, um filme muito mais abrangente e emocionalmente fácil. Por oposição “La Teta Assustada” é demasiado abstracto e de díficil leitura, enquanto que “Ajami” é demasiado específico em relação ao seu tema, apesar de alguma simpatia pela forma original como o faz. A vitória de Michael Haneke poderá ser vista como uma consagração da sua obra até agora largamente ignorada pela academia, sendo de notar que é o único destes filmes que tem uma outra nomeação: para melhor cinematografia. Se o prémio for para “Un prophète” será uma surpresa pelo facto de o filme ter perdido quase sempre para o filme alemão nos prémios anteriores com excepção para os Bafta, mas não deixará de ser merecedor. Sem dúvida, uma das mais interessantes categorias este ano.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vencedor: "El secreto de sus ojos" / preferido: "Das Weisse Band"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Q22_nyGLI/AAAAAAAAAok/OMeHEDM6O4E/s1600-h/crazy-heart-jeff-bridges.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Q22_nyGLI/AAAAAAAAAok/OMeHEDM6O4E/s200/crazy-heart-jeff-bridges.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446038167816902834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Actor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;George Clooney destacava-se como favorito no ínicio da época de prémios pela sua performance em “Up in the Air” em que basicamente se projectava a si próprio no papel de um solteirão de quarenta e tal anos, o que até parecia ser suficiente até surgir o provável vencedor Jeff Bridges numa brilhante interpretação como uma decadente estrela de música country onde realmente se entrega de corpo e alma ao filme – a sua vitória poderá também ser vista como a consagração da carreira do “The Dude”. Colin Firth tem tido boas críticas pela sua performance sóbria em “A Single Man” mas a grande revelação entre os nomeados é Jeremy Renner pelo soldado angustiado de “The Hurt Locker”, uma verdadeira demonstração de complexidade mais súbtil que o tipo de filme que é parece sugerir  - a surgir uma surpresa poderá ser Renner, mas que só acontecerá se Hurt Locker se mostrar imparável nas outras categorias. Morgan Freeman é que parece ter poucas hipotéses pelo seu papel em “Invictus”, largamanente considerado pouco carismático.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vencedor: Jeff Bridges / preferido: Jeremy Renner&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Q3b3UrI2I/AAAAAAAAAos/-nj_nDWhRZ0/s1600-h/sandra-bullock-blind-side.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Q3b3UrI2I/AAAAAAAAAos/-nj_nDWhRZ0/s200/sandra-bullock-blind-side.jpg" border="0" alt="" title="Sandra Bullock" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446038801244431202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Actriz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É uma categoria em que é díficil escolher uma performance que sobressaia em relação às outras, especialmente tendo em conta a perplexidade das não nomeações de Tilda Swinton (Julia) ou Charlotte Gainsbourg (Antichrist). Se existe alguma admiração pela composição pouco usual oferecida por Gabourey Sidibe em “Precious”, não deixa de ser algo inquietante que isso provavelmente se deva ao caracter único da personagem, e que mesmo assim seja uma interpretação de um alcance mono-tónico. Já Carey Mulligan em “An Education” parece ser capaz de convincentemente exibir uma multitude de facetas diferentes mas que não é suficiente para impressionar em demasiado. Meryl Streep, por todo o talento que possui, nada mais é que uma caricatura com sotaque num papel menor no sofrível “Julie &amp;amp; Julia”, que parece ser pouco para lhe dar a vitória que lhe escapa há tanto tempo, especialmente tendo em conta as performances que demonstrou em tempos recentes. Logo a favorita para o prémio, Sandra Bullock, pode até surpreendentemente ser uma boa escolha entre as nomeadas: é a a sua performance que carrega o veículo comercial que é “The Blind Side”, e não é sem mérito que parece dar algum peso emocional no seu retrato honesto de uma texana com coração de ouro, algo já comparado a Julia Roberts em “Erin Brockovich”.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vencedor: Sandra Bullock / preferido: Sandra Bullock&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Actor em papel secundário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vencedor: Christoph Waltz, “Inglourious Basterds” / preferido: Christoph Waltz &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Actriz em papel secundário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vencedor: Mo’Nique, “Precious” / preferido: Maggie Gyllenhaal, “Crazy Heart”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Argumento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na categoria de argumento adaptado parece certa a vitória de Jason Reitman por “Up in the Air” como prémio de consolação para o filme; já na categoria original, sem a presença de “Avatar” a disputa será entre Quentin Tarantino e Mark Boal (“The Hurt Locker”), com vantagem para o autor de Basterds, que poderá aqui ganhar o 2º oscar como argumentista, como  compensação por provavelmente não ganhar melhor realizador ou filme.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Adaptado – vencedor: “Up in the Air” / preferido: “In the Loop”&lt;br /&gt;Original – vencedor: “Inglourious Basterds” / preferido: “Inglourious Basterds”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Documentário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vencedor: “The Cove” / preferido: “The Cove”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Cinematografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma das categorias mais difíceis de prever, mas se julgarmos que uma vitória para “Das weisse Band” ou “Inglourious Basterds” será mais díficil pelo trabalho mais requintado que apresentam (logo menos imediato), poderá estar lançado o caminho para mais uma batalha entre “Avatar” e “The Hurt Locker”: se o primeiro representa uma nova direcção pelas imagens trabalhadas virtualmente e poderá ser premiado pela sua inovação tecnológica, “The Hurt Locker” depende largamente das técnicas e imagens utilizadas para envolver emocionalmente o espectador na história, desde logo imediato na sequência de abertura. Poderá estar nesta categoria um sinal inicial do rumo das restantes categorias, especialmente no confronto entre “Avatar” e “The Hurt Locker”.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vencedor: “The Hurt Locker” / preferido: “Das Weisse Band”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Montagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mais um confronto entre “Avatar” e “The Hurt Locker”: se “Avatar” ganhar aqui poderá ser imparável nas outras categorias, mas o favorito parece ser “the Hurt Locker”, que tal como na cinematografia, utiliza a montagem de forma soberba para manter um elevado nível de tensão constante nas cenas de acção em que o espectador está sempre ciente do ambiente em redor, e que melhor exemplo para um filme pouco convencional de acção do que a sequência do sniper, que em vez de se resolver rapidamente arrasta-se quase até afundar-se no horizonte. É um dos primeiros prémios importantes entregues e será um indicador para o resto da noite.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;vencedor: “The Hurt Locker” / preferido: “The Hurt Locker”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Restantes categorias &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;(vencedor, preferido)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Best Costume Design: The Young Victoria / Bright Star&lt;br /&gt;Best Art Direction: Avatar / The Young Victoria&lt;br /&gt;Best Music (Original Score): Up / The Hurt Locker&lt;br /&gt;Best Music (Original Song): “The Weary Kind”, Crazy Heart / “The Weary Kind”&lt;br /&gt;Best Sound Editing: Avatar / The Hurt Locker&lt;br /&gt;Best Sound Mixing: Avatar / The Hurt Locker&lt;br /&gt;Best Visual Effects: Avatar / Avatar&lt;br /&gt;Best Makeup: Star Trek / ?&lt;br /&gt;Best Animated Feature Film: Up / ?&lt;br /&gt;Best Documentary Short: China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province / The Tears of Sichuan Province&lt;br /&gt;Best Short Film (Animated): Wallace &amp;amp; Gromit in ‘A Matter of Loaf and Death / Wallace &amp;amp; Gromit&lt;br /&gt;Best Short Film (Live Action): “The Door” / ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-5008630294638515860?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/5008630294638515860/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=5008630294638515860&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5008630294638515860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5008630294638515860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/oscar-2010.html' title='Oscar 2010'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5Q4rYJgu5I/AAAAAAAAAo8/EaH9frI7UeU/s72-c/hurt-locker-boom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-4674961016028228149</id><published>2010-03-07T17:10:00.002Z</published><updated>2010-03-09T09:25:26.243Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2010'/><title type='text'>The Cove</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1313104/"&gt;The Cove&lt;/a&gt;, de Louie Psihoyos, EUA 2009, 9/10&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5BeJb9lNDI/AAAAAAAAAoU/HSxMGRURaCs/s1600-h/cove.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5BeJb9lNDI/AAAAAAAAAoU/HSxMGRURaCs/s400/cove.jpg" border="0" alt="" title="The Cove" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444955465708811314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Cove, traduzido para português como “The Cove – a baía da vergonha” é uma inflamadora obra extremamente bem executada naquilo que um documentário deve ser como obra de informação, divulgação de matéria sensível e até como documento político: o filme incide sobre a cidade japonesa de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Taiji,_Wakayama"&gt;Taiji&lt;/a&gt; e a sua baía secreta onde todos os anos são massacrados cerca de 23.000 golfinhos numa demonstração de crueldade inimaginável, ao mesmo tempo que esta brutalidade é escondida do resto do mundo.  A cidade, que supostamente celebra a vida marinha através de museus e viagens turísticas a bordo de barcos com a forma de um golfinho e tem uma longa tradição na pesca de baleias que entretanto caiu em declínio, é na verdade cúmplice de uma operação que é mantida debaixo de total secretismo explicitado na desconfiança em relação a qualquer estranho, chegando mesmo à intimidação física para quem mostrar demasiada interesse pela mencionada baía, onde abundam os sinais de proibição de fotos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De uma forma concisa e persuaviva, o documentário demonstra claramente o ponto que pretende passar, utilizando várias etapas narrativas que vão intercalando com o projecto de obter imagens inéditas do massacre. Começando por introduzir Richard O'Barry, responsável por capturar e treinar os golfinhos da série televisiva “&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0057063/"&gt;Flipper&lt;/a&gt;”, somos confrontados com um homem amargo e paranóico que se sente culpado pela expansão da popularidade dos animais que resultou na sua crescente procura e captura em aquários como o Seaworld ou Zoomarine, aqui desmentidos como inocente diversão familiar – se O’Barry parece acreditar que um dos golfinhos da série suicidou-se nos seus braços devido a depressão, o filme faz um bom argumento em explicar como esses animais em cativeiro desenvolvem úlceras e outros problemas de saúde relacionados com o stress devido ao ambiente sonoro em que são enclausurados - durante emocionais depoimentos O’Barry mostra um longo lamento em relação ao seu passado e isso ajuda a enquadrar a sua transformação para um importante activista defensor dos direitos dos animais. O filme tenta também criar um quadro de empatia em relação aos golfinhos, tentando demonstrar a sua inteligência superior e explorando a sua relação com os humanos com recurso a relatos de pessoas cuja vida foi possivelmente salva pela acção dos mesmos. Outro ponto fulcral do filme é tentar encontrar resposta para as razões do massacre: se em cada ano são escolhidos alguns golfinhos para serem vendidos a parques aquáticos (por cerca de 150.000$ cada um), a venda da sua carne para consumo nem sequer é muito popular no Japão, onde acaba por ser comercializada como carne de baleia, o que acaba por ser um crime para a saúde pública dada a demonstração dos altamente tóxicos níveis de mercúrio na sua carne – um dos pontos mais sinistros do filme é a revelação dos planos de servir a carne aos estudantes dissimulada como carne de baleia nas cantinas locais, estabelecendo que o filme não se trata apenas de direitos animais mas igualmente de uma questão de direitos humanos . O documentário expõe ainda como o Japão tenta todos os anos inverter a interdição mundial de pesca de baleias que prevalece desde 1986 na International Whailing Commision, onde tem uma posição quase isolada em relação ao resto do mundo, com excepção de algumas pequenas nações africanas ou das Caraíbas que vendem os seus votos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Além da narrativa informativa e humanista, há também outro lado do filme que que aborda a própria tarefa da execução do filme e da sua missão arriscada de infiltrar a baía em Taiji para obter as imagens incriminadoras. Somos apresentados à equipa de super-activistas, que inclui por exemplo uma recordista mundial em apneia, à medida que cada um procura explicar por palavras os fortes sentimentos que os movem nesta acção e se mostram afectados pelo que vão descobrindo e pelo assédio de que são alvo pelas autoridades uma vez chegados ao local. Recorrendo a uma parafernália de gadgets electrónicos para captação audio e video que passam por camâras disfarçadas de rochas ou sub-aquáticas, o filme consegue impor uma dinâmica de filme de aventura ou thriller que só ajuda a prender a atenção e a envolver emocionalmente o espectador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque é exactamente disso que se trata afinal em “The Cove” – se a argumentação ou racionalização apresentados não forem suficientes, o filme caminha todo ele para uma sequência que é impossível deixar qualquer um insensível: usando uma composição de sons gravados dos golfinhos no momento em que são encurralados na baía e imagens de vídeo da matança, até ao ecrã ficar literalmente vermelho de sangue derramado, observando a reacção mortificada dos membros da equipa (entre os quais Richard O’Barry) à medida que visionam as gravações, a confrontação com a realidade não deixa espaço para o espectador olhar para o lado: como diz alguém no filme ”Ou se é um activista, ou se é um inactivista”. Porém, acima de tudo o filme tem o mérito de apresentar uma mensagem inspiradora na forma como mostra que através do activismo e da acção de um pequeno grupo de pessoas empenhadas é possivel mudar algo, deixando um apelo sentido contra o conformismo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OYKNCN1ESZM&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;hd=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OYKNCN1ESZM&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-4674961016028228149?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/4674961016028228149/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=4674961016028228149&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/4674961016028228149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/4674961016028228149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/cove.html' title='The Cove'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5BeJb9lNDI/AAAAAAAAAoU/HSxMGRURaCs/s72-c/cove.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-3169152516052688872</id><published>2010-03-05T13:50:00.002Z</published><updated>2010-03-05T14:16:55.575Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2010'/><title type='text'>Food Inc.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1286537/"&gt;Food Inc.&lt;/a&gt;, de Robert Kenner, EUA 2008, 8/10&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5BdjtCCtmI/AAAAAAAAAoM/VW--kK1la5A/s1600-h/food-inc1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 224px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5BdjtCCtmI/AAAAAAAAAoM/VW--kK1la5A/s400/food-inc1.jpg" border="0" alt="" title="Food Inc." id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444954817455896162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um documentário que assemelha-se por vezes a um filme de terror, tal é o relato incriminador da indústria alimentar americana e a forma como esta tem sucessivamente e progressivamente deteriorado as condições de produção e qualidade dos produtos alimentares numa lógica de ganância-lucro máximo que ajudado por uma desregularização governamental beneficia também da desinformação do público: ora é exactamente contrariar esse estado e contribuir para uma exposição das práticas generalizadas na indústria que o filme se propõe. Recorrendo a entrevistas com conceituados autores como Eric Schlosser (Fast Food Nation, 2001) e Michael Pollan (The Omnivore's Dilemma, 2006) revela factos alarmantes sobre o que acontece com os alimentos até chegarem ao consumidor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Durante o filme somos expostos a uma evolução cronológica dos métodos das grandes corporações que dominam o mercado de distribuição de matéria prima como fornecedores das grandes cadeias de fast-food e supermercados e das consequentes necessidades em aumentar a oferta para baixar os custos de produção: os animais deixaram de crescer ao ar livre para serem enclausurados em jaulas para colheita em série e são injectados com hormonas de crescimento artificial para reduzir o tempo que demoram a desenvolver-se, com claro declínio em termos de qualidade e preocupações sobre a transmissão das hormonas para a cadeia alimentar. Também é explicado como essas corporações subcontractam na maior parte a sua produção a pequenos agricultores que são obrigados a reger a sua operação segundo certas linhas para maximizar a produção de forma a conseguirem pagar os empréstimos concedidos por essas mesmas corporações para os agricultores manterem a sua actividade, num ciclo vicioso que tem como resultado óbvio a perda de condições sanitárias e de segurança quer para os animais quer para os trabalhadores ilegais usados nessas fábricas; ao mesmo tempo os agricultores são obrigados a utilizar sementes transgénicas alteradas cuja segurança alimentar nunca foi realmente provada – utilizando um testemunho de um dos poucos agricultores que ainda se recusa a usar tais sementes ele revela como a sua plantação foi contaminada pelas sementes transgénicas dos campos vizinhos e está a ser processado pela Monsanto (exposta também no documentário “&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1189345/"&gt;Le monde selon Monsanto&lt;/a&gt;”) por infrigimento de patentes, numa campanha agressiva de domínio para uniformização das culturas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme é acima de tudo corajoso pelo assunto que aborda apesar dos poucos meios disponíveis: não há grandes momentos cinematógrafos e vive essencialmente de dois trunfos bem jogados: da obtenção de imagens inéditas (tal como "The Cove") como prova irrefutável das condições deploráveis praticadas e de testemunhos de pessoas afectadas  directamente pelas consequências dessas práticas predadoras e insensíveis ao bem público, como é o caso de uma família que perdeu uma criança depois desta ter comido um hamburger de carne contaminada pela bactéria e.coli - não há argumento mais convincente no filme do que o facto de as empresas envolvidas estarem conscientes que juntar um grande número de animais em espaços fechados sem condições sanitárias exponencia o perigo de contágio de bactérias ou doenças entre os animais, mas que preferem utilizar um tratamento mais barato baseado em amoníaco do que melhorar as condições, e que qualquer indemnização que venham a pagar a famílias como a entrevistada será mais que compensada pelo aumento das margens de lucro. Ouvimos também de uma família de poucos rendimentos que ilustra bem as dificuldades para uma certa parte parte da população em ter  acesso a uma alimentação saudável quando os preços dos vegetais são mais altos do que um McMenu ou 1 litro de refrigerante é mais barato que uma garrafa de água, cujas consequências são demonstradas pelo surto de diabetes e obesidade que afecta esta família, uma epidemia que ameaça alastrar-se às familias pobres americanas sem dinheiro para pagar os custos médicos associados, tal como o domínio das corporações assume proporções alarmantes e ameaça infiltrar-se nas nossas escolhas do dia a dia (exemplo: pela primeira vez desde 1998 a Comissão Europeia autorizou &lt;a href="http://www.esquerda.net/content/view/15490/1/"&gt;esta semana&lt;/a&gt; o cultivo de um transgénico). É um documento essencial e uma importante chamada de atenção para algo que embora não seja novidade, apresenta uma evolução desoladora nos últimos anos à medida que a conjectura económica afecta as escolhas alimentares.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UXSxJF43XGA&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UXSxJF43XGA&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-3169152516052688872?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/3169152516052688872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=3169152516052688872&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/3169152516052688872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/3169152516052688872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/food-inc.html' title='Food Inc.'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5BdjtCCtmI/AAAAAAAAAoM/VW--kK1la5A/s72-c/food-inc1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1522978911833502852</id><published>2010-03-05T00:54:00.010Z</published><updated>2010-03-05T14:15:35.936Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2010'/><title type='text'>The Most Dangerous Man in America</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1319726/"&gt;The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers&lt;/a&gt;, de Judith Ehrlich &amp;amp; Rick Goldsmith , EUA 2009, 7/10&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5BW1bK77EI/AAAAAAAAAoE/KubfI_wjoT8/s1600-h/tiffellsberg718.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5BW1bK77EI/AAAAAAAAAoE/KubfI_wjoT8/s400/tiffellsberg718.jpg" border="0" alt="" title="The Most Dangerous Man in America" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444947425317612610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;The Most Dangerous Man in America é como Richard Nixon se referiu a Daniel Ellsberg, responsável pela fuga de documentos "top secret" do Pentágono relativos à guerra do Vietname, que mais tarde seriam publicados nos jornais americanos, revelando toda a farsa que foi a preparação para a invasão e a consequente manipulação da estratégia de guerra para salvar interesses norte-americanos na região. Ellsberg, um analista ao serviço do instituto RAND (Research and Development) e mais tarde integrado no Pentágono como estratega militar com o encargo de estudar diferentes cenários de guerra e as implicações políticas das acções do exército americano durante a presença no Vietname, sentia-se directamente implicado pelo rumo da guerra, já que fez parte de uma  equipa responsável pela criacção de documentos com o objectivo de justificar uma intervenção americana (mesmo que baseados em relatos falsos ou exagerados). Ao longo do documentário, Ellsberg conta na primeira pessoa como à medida que foi integrado na operação e tinha acesso a mais informação, crescia a sua desilusão com o modo como tudo decorria e especialmente com a manipulação pelo governo da opinião pública e dos meios de informação que eram mantidos no escuro sobre o que acontecia realmente no terreno. Este primeiro acto do filme é um acto de contricção de Ellsberg à medida que vai revelando a sua mudança de consciência, através de relatos emocionados da sua angústia por fazer parte do sistema ao mesmo tempo que era confrontado com activistas que arriscavam penas de prisão para defender um ideal, depois de ter presenciado os efeitos da guerra nos soldados americanos e na população vietnamita. Ellsberg explica como chegou a uma única conclusão possível que era para ele usar o poder como insider e o acesso à informação que tinha para trazer a público documentos secretos incriminadores, numa decisão que teve repercussões até a Watergate e à demissão de Nixon.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Utilizando poderosas imagens de arquivo (entre as quais gravações de Nixon, como "I'd rather use a nuclear bomb. Have you got that ready?"), recriação dos eventos descritos e testemunhos de colegas e analistas históricos (entre os quais Howard Zinn) que colocam perspectiva sobre os acontecimentos, o filme demonstra efectivamente os efeitos da exposição de Ellsberg sobre a sua vida pessoal (interrogado e acusado de crimes que carregavam uma sentença de 115 anos de prisão), e a batalha pela liberdade de imprensa que se seguiu a uma injunção da Casa Branca para impedir o New York Times de publicar a história. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se existe uma tentativa pelos realizadores de criar uma ligação entre a história pessoal de Ellsberg, que quando era criança sofreu um acidente de viação que vitimou a sua mãe e irmã porque o seu pai adormeceu ao volante… tal como os presidentes americanos responsáveis pela continuação da guerra, no fundo o documentário é sobre uma atitude corajosa de alguém que questiona noções simplistas de patriotismo e arrisca tudo numa defesa resoluta de um príncipio, mesmo contra enormes adversidades. É também impossível não ver um paralelo com a guerra do Iraque e o não-papel dos media no período que antecedeu a invasão, e por isso não é surpreendente ver Ellsberg em 2008 numa manifestação pelo fim da guerra nas imagens finais do filme, símbolo de alguém que não perdeu a esperança em fazer a diferença.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gXlmQeSpqI4&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gXlmQeSpqI4&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1522978911833502852?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1522978911833502852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1522978911833502852&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1522978911833502852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1522978911833502852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/most-dangerous-man-in-america.html' title='The Most Dangerous Man in America'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S5BW1bK77EI/AAAAAAAAAoE/KubfI_wjoT8/s72-c/tiffellsberg718.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-1740950862347910726</id><published>2010-03-03T01:31:00.000Z</published><updated>2010-03-03T14:48:37.631Z</updated><title type='text'>The Hurt Locker: apolítico?</title><content type='html'>Bigelow: My Film Does Take a Stand -- Against Futility of Iraq War (&lt;a href="http://www.thewrap.com/ind-column/tragedy-and-euphoria-kathryn-bigelow-14467"&gt;thewrap.com&lt;/a&gt;)&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;-- I keep reading about how the movie doesn’t take a political point of view, but it seems clear to me that you have a pretty strong point of view. As you say, it's a hellish situation and we have no business sending our men into it.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bigelow: Well, that’s certainly my feeling. I’m a child of the ‘60s, and I see war as hell, and a real tragedy, and completely dehumanizing. You know, those are some of the great themes of our time, and we made a real effort to portray the brutality and the futility of this conflict.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;-- So you would say that the movie does indeed take a stance?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bigelow: I guess my feeling is that &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;graphic portrayals of innocent children killed by bombs, and soldiers incapable of surviving catastrophic explosions … I think that’s pretty clear&lt;/span&gt;. And then also, to add to that, the movie opens with a quote, “The rush to battle is often a potent and lethal addiction, for war is a drug.” So it’s definitely taking a very specific position. (...) And also, it’s been extremely gratifying that it allows a kind of exposure to a film that is a tough, graphic portrayal of a very tough subject, America’s most unpopular war. And I’m gratified by the fact that all of this attention that comes with this circuit, has served to remind us that this war is still ongoing, and this conflict is now nine years out in Afghanistan, and eight years out in Iraq. It’s not only America’s most unpopular war, but I think it’s arguably its longest engagement.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S42iv5YGcFI/AAAAAAAAAn8/SLk_FhJE4Jg/s1600-h/locker-comparacao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 231px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S42iv5YGcFI/AAAAAAAAAn8/SLk_FhJE4Jg/s400/locker-comparacao.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444186468300255314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(à esquerda: foto do britânico Tim Hetherington vencedora do World Press Photo Award 2008, celebrada por questionar a guerra no Afeganistão; à direita: imagem do filme de Kathryn Bigelow)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-1740950862347910726?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/1740950862347910726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=1740950862347910726&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1740950862347910726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/1740950862347910726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/hurt-locker-apolitico.html' title='The Hurt Locker: apolítico?'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S42iv5YGcFI/AAAAAAAAAn8/SLk_FhJE4Jg/s72-c/locker-comparacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-7607364689817310557</id><published>2010-03-03T01:21:00.000Z</published><updated>2010-03-03T14:52:08.869Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme Estrangeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2010'/><title type='text'>Ajami</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1077262/"&gt;Ajami&lt;/a&gt;, de Scandar Copti e Yaron Shani, Israel 2009, 7/10&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S42cNLarzzI/AAAAAAAAAn0/ZNu_u6xhkjQ/s1600-h/ajami_05.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S42cNLarzzI/AAAAAAAAAn0/ZNu_u6xhkjQ/s400/ajami_05.jpg" border="0" alt="" title="Ajami" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444179274777743154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um drama multi-facetado que segue diferentes linhas narrativas acompanhando um painel de várias personagens de um pobre bairro israelita - Ajami, da cidade maioritariamente árabe de Jaffa, a sul de Tel Aviv. Constituído por cinco capítulos-vinheta explora as histórias segundo os variados pontos de vista das personagens que vão desde um imigrante clandestino palestiniano a um polícia israelita obcecado com o irmão desaparecido em Gaza, mas focando-se principalmente nas divisões e conflitos entre as famílias árabes israelitas, muçulmanas e cristãs. A narrativa que é quebrada tipo puzzle, ao estilo de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0175880/"&gt;Magnolia&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0375679/"&gt;Crash&lt;/a&gt;, no sentido em que caminha todo o filme para uma resolução no final, pode ser por vezes confusa ou artificial no modo como arranja coincidências de forma a que nem tudo seja o que pareça a uma primeira vista, mas neste caso não há uma sobreposição exagerada das diferentes linhas, funcionando na maioria das vinhetas como capítulos estanques através das acções das personagens. O motif comum é uma exploração das tensões inter-religiosas entre as diferentes famílias que habitam o bairro, uma divisão clara entre muçulmanos e cristãos e judeus que afecta a vida de todos - como a morte de alguém logo no início força famílias a escolher um lado, que o dinheiro pode resolver mas nunca é suficiente num quadro de empregos precários e pequenos crimes que força a mão de alguns personagens enquanto outros caminham impunemente entre os dois lados da lei, e como outra personagem se subjuga a tudo para arranjar o dinheiro suficiente para ajudar a pagar uma operação à mãe na Palestina, isto é: como todo o imediatismo destes problemas parece diluir qualquer mundo que exista para lá daquele bairro - o importante é sobreviver ao agora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Através da utilização de um estilo naturalista de filmagem, numa aproximação ao registo documental ou até ao cinéma-vérité, o filme procura criar a ilusão de como espectador estarmos sempre presentes no meio da acção, quase como parte envolvida. É uma escolha que se adequa à preocupação social explorada, numa emulação da realidade como verdade através do uso permanente da câmara ao ombro, se bem que nunca sai deste registo e existem poucos movimentos deliberados ou composições planeadas, numa prova de que a encenação é refém da acção. Este enquadramento é apenas abandonado no início e fim do filme, que introduzem um registo fantasioso e supostas capacidades premonitoras para indicar a visão do personagem que supostamente narra o filme mas que é esquecido na sua maior parte, um ponto de vista de uma criança (irmão mais novo de um dos personagens que tem direito a um capítulo próprio) que não parece ser capaz de compreender a complexidade das acções à sua volta, num passo em falso do filme que pode fragilizar as intenções do filme como obra de aproximação à verdade. Se o objectivo do cinéma-vérité é a imersão numa realidade como substituto próximo da verdade, isso dificilmente poderá passar apenas pela encenação sem a utilização desse estilo para provocar uma ligação emocional com as personagens e o seu destino - isso é algo que nunca é completamente atingido em Ajami, quer pela escala escolhida pelo filme quer pelas acções e motivações ambíguas da maior parte dos protagonistas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;É uma encenação a um tom único, que apesar disso mantém um ritmo elevado e cativante num cenário permanentemente violento e de ramificações complexas, mas quando a camâra se atira para o meio de uma confusão entre personagens a reagir a quente a qualquer acontecimento (sempre resolvido com empurrões e insultos) pela quinta vez teme-se uma estagnação inconsciente da narrativa, mas curiosamente é nos momentos em que o filme abranda, ao abordar um romance impossível entre um árabe muçulmano e uma árabe cristã, que mesmo sendo um cliché permite ao filme uma liberdade da narrativa e do estilo para criar das mais comoventes sequências do filme: nos toques subtis de mão entre os namorados ou a troca de uma pastilha elástica debaixo de olhares suspeitos do pai, e a sequência do diálogo entre o pai e a filha depois de descoberto o romance, crudemente estabelecendo a força da tradição, momento alto do filme que serve para definir um ponto de não retorno, de duro confronto com a realidade e de começo da espiral descendente do último acto.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vn5-xawA49Y&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;hd=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vn5-xawA49Y&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999&amp;amp;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-7607364689817310557?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/7607364689817310557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=7607364689817310557&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7607364689817310557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/7607364689817310557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/ajami.html' title='Ajami'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S42cNLarzzI/AAAAAAAAAn0/ZNu_u6xhkjQ/s72-c/ajami_05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-2147224739666373281</id><published>2010-03-02T01:20:00.001Z</published><updated>2010-03-02T01:37:13.058Z</updated><title type='text'>Exit Through The Gift Shop - A Banksy Film</title><content type='html'>crítica: &lt;a href="http://www.cinematical.com/2010/01/29/Review-Exit-Through-The-Gift-Shop-Sundance/"&gt;cinematical.com&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitchfilm.net/reviews/2010/02/sundance-2010-exit-through-the-gift-shop-review.php"&gt;twitchfilm.net&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GTlm6dU2xHk&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GTlm6dU2xHk&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x3a3a3a&amp;amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-2147224739666373281?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/2147224739666373281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=2147224739666373281&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2147224739666373281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2147224739666373281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/exit-through-gift-shop-banksy-film.html' title='Exit Through The Gift Shop - A Banksy Film'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-2996937471348440805</id><published>2010-03-02T01:10:00.002Z</published><updated>2010-03-02T14:11:44.212Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2010'/><title type='text'>Precious</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0929632/"&gt;Precious: Based on the Novel 'Push' by Sapphire&lt;/a&gt;, de Lee Daniels, EUA 2009, 5/10&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S4nY8AAkSWI/AAAAAAAAAns/l-K4hxzoHCY/s1600-h/pbotnbs15.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 217px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S4nY8AAkSWI/AAAAAAAAAns/l-K4hxzoHCY/s400/pbotnbs15.jpg" border="0" alt="" title="Precious" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443120149960083810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Precious parece-se com um OVNI a voar por entre o conjunto de filmes destacados na época de prémios, quer por uma sensibilidade social que mesmo que ambígua neste caso não é nada comum no panorama dos filmes premiados, quer pela natureza crude da história desconfortável que aborda: uma adolescente negra de 16 anos morbidamente obesa e com limitadas capacidades intelectuais, grávida pela segunda vez depois de repetidamente violada pelo pai (o primeiro filho nasceu com síndrome de down e tem aparições aflictivas durante o filme onde tem a alcunha de “mongolóide”), que é abusada mentalmente, fisicamente e sexualmente pelo monstro que é a sua mãe, abandonada à sua falta de sorte e de qualquer supervisão ou solidariedade adulta. Gabourey Sidibe, nomeada para o Óscar de Melhor Actriz, arrasta-se literalmente pelo filme tal é a dificuldade da personagem em fazer algo mais que estar sentada, numa exibição de apatia e sofridão que dura pelo menos até ao princípio do segundo acto do filme, quando é expulsa da escola depois da descoberta da sua segunda gravidez e indicada para uma outra escola para pessoas com “necessidades” especiais, onde conhece uma nova professora que finalmente demonstra algum interesse na sua condição e fé na sua capacidade de escapar a um destino fatalista – toda esta sequência é demasiado próxima de “Dangerous Minds” mas pelo menos tem a virtude de introduzir novas personagens e alguma evolução narrativa face à estagnação inicial. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme apresenta algumas escolhas pouco usuais na abordagem da execução da história e uma delas é a introdução de um voice-over constante narrado por Precious, revelador dos seus pensamentos desconexos e muitas vezes sem um fio condutor lógico, que não é utilizado para exposição da história mas como um artíficio para um vislumbre da personalidade da personagem. O grande problema do filme porém é a escolha do realizador de ao invés de apresentar esta história inquietante de um modo realista que possibilite uma identificação com os problemas da personagem, optar por uma estilização exagerada e demasiado consciente que por consequência distancia o espectador da acção: várias vezes Precious recorre a fugas fantasiosas como forma de fazer frente a situacções incómodas, imaginando por exemplo que é uma famosa autora quando escreve, ou que é uma esbelta rapariga branca quando se olha no espelho,  emparelhado com inserções de planos rápidos de trivialidades quotidianas nauseadoras como a preparação do jantar, que apenas são distracções visuais (numa sequência de flashback em que Precious recorda a sua violação há uma estranha mistura de gordura,ovos fritos e vaselina); esta estilização forçada tem como resultado que nas últimas sequências do filme que se baseiam em longos diálogos confrontadores entre Precious, a sua mãe e uma assistante social (interpretada por Mariah Carey, num elenco que inclui também Lenny Kravitz) em que é utilizado um estilo de montagem naturalista - planos com a duração similar de alguns segundos, intercalados entre si sem chamar a atenção para os cortes, com ligeiros movimentos da camâra na aproximação a um estilo documental – essa escolha seja uma inversão tardia e mais uma vez, demasiado consciente em relação ao pretendido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por toda a admirável fúria de Precious contra o seu ostracismo e a negação em se render à sua condição, não deixam de ser preocupantes certos aspectos do filme: a forma como Precious fantasia com um mundo vápido de celebridades vazias demonstra que se tem apenas como objectivo atingir um materialismo típico americano que nada resolve em relação ao seu futuro muito menos resulta para lutar contra os obstáculos que lhe aparecem - se ela é julgada pela sua aparência e condição social apenas deseja uma fuga para fora do ghetto, contente em ser a excepção à regra - ao mesmo tempo que o filme perpétua certos estereótipos perigosos de tomar a parte pelo todo que fragilizam qualquer leitura social das intenções do filme: a mãe preguiçosa que vive à conta de fraude da segurança social, o pai abusivo... se as fantasias de Precious podem ser compreendidas tendo em conta o suposto conhecimento limitado da personagem, o mesmo não se pode dizer da escolha do filme de apropriar-se de uma cena do filme "La Ciociara" de Vittorio De Sica: se é completamente descabido que alguém como Precious utilize tal material, ainda é mais incrível a comparação pretensiosa que o filme tenta passar com o neorealismo italiano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se a história tem algum interesse humano e investimento no retrato de uma personagem esquecida pela sociedade e estrangeira aos filmes (não deixa de haver alguma ironia e comentário no facto de a personagem fantasiar com as personagens repletas de glamour que vê na televisão, o seu maior escape, onde não existem personagens como ela), esse retrato é minado pela escolha estílitistica de tangentes surrealistas e consequente falta de realismo para um drama que parece pedir uma atitude menos pedántica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-2996937471348440805?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/2996937471348440805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=2996937471348440805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2996937471348440805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2996937471348440805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/03/precious.html' title='Precious'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S4nY8AAkSWI/AAAAAAAAAns/l-K4hxzoHCY/s72-c/pbotnbs15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-4135101151667662429</id><published>2010-02-24T22:53:00.007Z</published><updated>2011-09-05T13:49:01.593+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='programa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fantasporto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='programação'/><title type='text'>Fantasporto 2010</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; padding-right: 3px; padding-top: 3px; text-align: left; width: auto;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;a href="http://www.fantasporto.com/"&gt;http://www.fantasporto.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; padding-right: 3px; padding-top: 3px; text-align: left; width: auto;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;destaques da programação:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; padding-right: 3px; padding-top: 3px; text-align: left; width: auto;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;Grande Auditório&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;S&lt;i&gt;ábado, 27 de Fevereiro&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;23.15h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0762073/"&gt;Bakjwi / Thirst&lt;/a&gt; - Chan-Wook Park – Coreia Sul 133 min&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;do realizador de Oldboy e vencedor do Prémio do Juri em Cannes 2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;Segunda-feira, 1 de Março&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;23.15h –&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1245112/"&gt;[Rec 2]&lt;/a&gt; – Jaume Balagueró, Paco Plaza – Esp- 90 min&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;continuação do original, pela mesma dupla de realizadores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Terça-feira, 2 de Março&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;21.15h &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1446130/"&gt;Ward no.6&lt;/a&gt; - Aleksandr Gornovsky &amp;amp; Karen Shakhnazarov - Russia 83 min&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;entrada oficial da Rússia para Oscar Melhor Filme Estrangeiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;23.15h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1272012/"&gt;Deliver Us from Evil&lt;/a&gt; - Ole Bornedal - Din 100 min&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;Quarta-feira, 3 de Março&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;21.15h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1232776/"&gt;Fish Tank&lt;/a&gt; - Andrea Arnold – GB – 123 min SR&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;da realizadora de Red Road &amp;amp; vencedor do Prémio do Juri em Cannes 2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;23.30h –&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1131734/"&gt;Jennifer's Body&lt;/a&gt; - Karyn Kusama- EUA- 102min&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;série b com Megan Fox, argumento de Diablo Cody (Juno)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;Sexta-feira, 5 de Março&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;21.00h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1037163/"&gt;The Time That Remains&lt;/a&gt; - Elia Suleiman – Fra 109 min&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;do realizador de Yadon Ilaheyya (Intervenção Divina)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;Pequeno auditório&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Sábado, 27 de Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;23.00h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0075824/"&gt;Cet Obscur Object Du Désir&lt;/a&gt; - Luis Bunuel (1977) 102 min&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;Segunda-feira, 1 de Março&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;21.00h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058898/"&gt;Alphaville&lt;/a&gt; - Jean-Luc Godard (1965)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;23.00h - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0052893/"&gt;Hiroshima Mon Amour&lt;/a&gt; - Alain Resnais (1961) 90 min&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-4135101151667662429?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/4135101151667662429/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=4135101151667662429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/4135101151667662429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/4135101151667662429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/fantasporto-2010.html' title='Fantasporto 2010'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-914536439614715408</id><published>2010-02-22T00:18:00.002Z</published><updated>2010-02-26T15:45:36.280Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2010'/><title type='text'>Film Editing</title><content type='html'>&lt;a href="http://slatev.com/video/how-judge-best-editing-oscar/"&gt;video&lt;/a&gt; da Slate&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f8/271557392" bgcolor="#FFFFFF" flashvars="videoId=67317601001&amp;amp;playerId=271557392&amp;amp;viewerSecureGatewayURL=https://console.brightcove.com/services/amfgateway&amp;amp;servicesURL=http://services.brightcove.com/services&amp;amp;cdnURL=http://admin.brightcove.com&amp;amp;domain=embed&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;" base="http://admin.brightcove.com" name="flashObj" width="486" height="412" seamlesstabbing="false" type="application/x-shockwave-flash" swliveconnect="true" pluginspage="http://www.macromedia.com/shockwave/download/index.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-914536439614715408?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/914536439614715408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=914536439614715408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/914536439614715408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/914536439614715408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/film-editing.html' title='Film Editing'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-8852587414806260672</id><published>2010-02-18T00:13:00.007Z</published><updated>2010-02-26T15:42:06.718Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme Estrangeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscar'/><title type='text'>El Secreto de Sus Ojos</title><content type='html'>&lt;div&gt;Filmes pre-seleccionados para a lista de Oscar Melhor Filme Estrangeiro (III)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1305806/"&gt;El Secreto de Sus Ojos&lt;/a&gt; de Juan José Campanella, Argentina 2009, 7/10&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Limites da convenção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3yMrfJZyAI/AAAAAAAAAnc/Erbr7bgHCpI/s1600-h/ElSecretoDeSusOjos2_500.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3yMrfJZyAI/AAAAAAAAAnc/Erbr7bgHCpI/s400/ElSecretoDeSusOjos2_500.jpg" border="0" alt="" title="El secreto de sus ojos" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439377128679917570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Este filme argentino tem sido considerado um possível candidato surpresa a vencer o prémio, numa repetição do que aconteceu o ano passado com “Okuribito/Departures” que beneficiou de uma divisão entre “Entre les murs” e “Vals im Bashir” e que poderá voltar a acontecer este ano com “Das Weisse Band” e “Un Prophete”,  filmes aclamados pela crítica mas menos acessíveis e cujo impacto não é tão imediato como o de “El Secreto de Sus Ojos”: é um thriller sentimentalista bem executado que beneficia de perfomances estelares de todo um elenco que terá em Ricardo Darín o seu nome mais reconhecido. É uma obra que habita um espaço entre um filme que segue uma estrutura convencional e mecanismos familiares mas ao mesmo tempo explora as margens desse cinema, permitindo-se liberdades criativas e narrativas que apesar de não serem seguirem a norma também nunca se afastam demasiado para não alienar o espectador comum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A narrativa é quebrada: começamos no presente, enquanto um oficial de justiça reformado tenta recordar-se de um caso de violação-homicídio que nunca esqueceu para escrever as suas memórias, mas vive sobretudo da construcção da história através de longos flashbacks, regressando apenas por momentos ao presente para estabelecer alguma perspectiva. É também um filme que vive da dinâmica de investigação criminal, que permite facilmente impor um ritmo ao filme para manter constantemente a atenção do espectador. O caso em questão irá dar lugar a explorar a relação do personagem principal com outras duas personagens devido ao envolvimento pessoal de todos no caso: com uma juíza de que o protagonista se enamora, e o seu assistente, um divertido bebado deprimido, relações que vão formar o fio condutor do filme e avançar com a história.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Juan Campanella é alguém com experiência a trabalhar em televisão (House, 30 Rock, Law &amp;amp; Order), ou seja em seguir formatos quase pré-definidos. Aqui parece utilizar essa experiência para trabalhando dentro das margens da convencionalidade conseguir muitas vezes atingir momentos de subtileza e inferir sentimentos implícitos mas que não são demasiado explicados, que não serão habituais num registo mais comercial, criando várias cenas-chaves que acabam por ser pequenos momentos inesquecíveis dentro do filme, desvios de encenação: um encontro no elevador sem troca de palavras exprime perfeitamente um sentimento de medo e impotência; uma recordação de uma noite que com a passagem do tempo ganha novos contornos; uma cena de interrogatório que poderia ser igual a tantas outras mas que toma contornos surpreendentes; e de repente um plano-sequência inacreditável que demonstra uma ambição cénica quase arrogante que não via desde “Children of Men”:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- começando com um plano aéreo de um estádio de futebol a meio de um jogo, a camâra sobrevoa o relvado e mergulha no meio dos adeptos sem cortes aparentes, pausando no meio daquela confusão controlada da massa de adeptos recriando um ambiente de jogo de futebol poucas vezes imaginado assim, e continuando, entra pelos corredores debaixo da bancada em perseguições e convulsões, atira-se de uma varanda atrás de alguém até acabar outra vez no relvado: se a sequência destoa do tom intimista do resto do filme não perturba ou parece artificialmente deslocada - contribui antes para recriar um sentimento de confusão e descontrolo momentâneo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é só na direcção que o filme demonstra estar desalinhado com as convenções, mas também nas temáticas que aborda: há uma sempre presente crítica ao funcionamento da justiça e um lamento às hierarquias e burocracias que provêm das históricas tribulações políticas na Argentina nos últimos anos (o filme cobre um período de 30 anos); há um debate sobre a eficácia da pena de morte: para uma das vítimas faz mais sentido que o culpado sofra um castigo duradouro, numa declaração pouco políticamente correcta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É portanto um filme que utiliza de forma astuta mecanismos convencionais ao mesmo tempo que explora as margens do género, baseado numa hábil construcção de tensão e identificação com as personagens, para criar uma obra de fácil empatia, com uma sequência que justifica quase por si só um visionamento.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-8852587414806260672?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/8852587414806260672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=8852587414806260672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8852587414806260672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/8852587414806260672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/el-secreto-de-sus-ojos.html' title='El Secreto de Sus Ojos'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3yMrfJZyAI/AAAAAAAAAnc/Erbr7bgHCpI/s72-c/ElSecretoDeSusOjos2_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-991247105652239251</id><published>2010-02-17T23:49:00.010Z</published><updated>2010-02-26T15:41:47.777Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme Estrangeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscar'/><title type='text'>Samson and Delilah</title><content type='html'>&lt;div&gt;Filmes pre-seleccionados para a lista de Oscar Melhor Filme Estrangeiro (II)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1340123/"&gt;Samson and Delilah&lt;/a&gt; de Warwick Thornton, Austrália 2009, 8/10&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3yEB4aSzEI/AAAAAAAAAnU/RHN9t37w4Kc/s1600-h/main371.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3yEB4aSzEI/AAAAAAAAAnU/RHN9t37w4Kc/s400/main371.jpg" border="0" alt="" title="Samson and Dellilah" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439367617814121538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Samson e Delilah do título são um par de jovens aborígenes australianos que o destino parece ter comprometido a dependerem um do outro. O início do filme é uma série de repetições de trivialidades diárias para ajudar a estabelecer o marasmo imposto pela pobreza da comunidade remota onde ambos vivem uma existência árida, sobrevivendo: Samson acorda, ouve música, arrasta-se até à loja local à espera de arranjar alguma comida, inala vapores de petróleo (que ajudam a esquecer a fome), adormece; Delilah acorda, trata da avó, leva-a até ao centro médico local, pinta, cozinha. É um começo desesperante no meio de um cenário triste: carros abandonados, casas decadentes, lixo e espaços estéreis, que define violentamente o esquecimento a que são remetidos estes aborígenes na sociedade australiana, deslocados do mundo que os rodeia apenas de longe. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a avó de Delillah morre ela é castigada pelos outros habitantes e fica sem ninguém: num acto de luto corta o seu cabelo. Samson, irritado com o tratamento a Delilah, frustrado com a rotina diária e dormente pelo efeito dos vapores que abusa, leva Delilah para longe, atravessando a Austrália até uma cidade estranha, da qual irão conhecer pouco mais que uma ponte que utilizarão para abrigo da indiferença, num rumo indigente desajustado. Aí será ainda mais evidente o abandono a que são remetidos: definitivamente não fazem parte deste mundo. Proscritos e marginalizados, o seu futuro é negro e solitário e a sua ténue esperança parece perder o pulso tal como os seus corações, mas a sua força é a companhia do outro e por essa união passará a sua salvação e uma segunda oportunidade, porque não há mais ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um filme de silêncios interrompidos: quase não existem diálogos, o que deixa espaço para um maior destaque dos sons ambientais e um papel mais importante para a música, que tal como para outros adolescentes funciona aqui como um escape também para estes dois: da rebelião de Samson à alienação tímida de Delilah, permite-lhes fugir por alguns momentos ao seu presente, dando origem às mais belas sequências do filme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme utiliza uma mistura de longos planos fixos e de planos mais livres com a camâra ao ombro, numa composição de aproximação a um realismo desolador quebrado por liberdades poéticas, numa história de probabilidades trágicas que apresenta-nos algo que estamos a presenciar mas sem a capacidade de alterar, numa simbiose de alienação entre a situação dos personagens e do espectador em relação a eles. Uma declaração do “estado das coisas”, da brutalidade crua da realidade intercalado com fugas imaginadas pelos personagens para lutar contra o desaparecimento, para se subtraírem da sua condição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se em “La Teta Assustada” o isolamento da personagem principal em relação ao resto do mundo é criado através não só do retrato duro do quotidiano mas com recurso à procura de alegorias e quadros simbólicos, em "Samson and Delilah" o impacto com a realidade é de frente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-991247105652239251?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/991247105652239251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=991247105652239251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/991247105652239251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/991247105652239251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/samson-and-delilah.html' title='Samson and Delilah'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3yEB4aSzEI/AAAAAAAAAnU/RHN9t37w4Kc/s72-c/main371.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-5036195752596035234</id><published>2010-02-11T00:10:00.003Z</published><updated>2010-02-11T00:28:43.177Z</updated><title type='text'>De Palma vs Scorsese</title><content type='html'>no &lt;a href="http://hollywood-elsewhere.com/2010/02/gift_of_gab.php"&gt;Hollywood-Elsewhere&lt;/a&gt;, Tarantino fala de uma história que Brian De Palma lhe contou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ClFBKaJIrPo&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;hd=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ClFBKaJIrPo&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wQhwi8kk-dE&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;hd=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wQhwi8kk-dE&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-5036195752596035234?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/5036195752596035234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=5036195752596035234&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5036195752596035234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5036195752596035234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/de-palma-vs-scorsese.html' title='De Palma vs Scorsese'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-909042398971842400</id><published>2010-02-09T01:28:00.010Z</published><updated>2010-08-10T10:05:52.459+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme Estrangeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscares 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscar'/><title type='text'>La Teta Assustada, Oorlogswinter</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; "&gt;Filmes pre-seleccionados para a lista de Oscar Melhor Filme Estrangeiro (I)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1206488/"&gt;La teta assustada&lt;/a&gt; (The Milk of Sorrow) de Claudia Llosa&lt;/span&gt;, Peru, 8/10&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Sobreviver… sem alma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3C8ocETtNI/AAAAAAAAAnM/JM9hvNhMGjA/s1600-h/12645-the-milk-of-sorrow.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3C8ocETtNI/AAAAAAAAAnM/JM9hvNhMGjA/s400/12645-the-milk-of-sorrow.jpg" border="0" alt="" title="La Teta Assustada" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436052153151239378" /&gt;&lt;/a&gt;A personagem principal de “La Teta Assustada” passa o filme todo permanentemente assustada, receosa e desconfiada de qualquer contacto ou proximidade humana,  num abraço à solidão auto-inflingido. O nome do filme tem origem numa lenda local, em que a mãe, ela própria assustada (neste caso com o período de conflito interno no Peru), passa esse medo ao filho através do leite materno, determinando deste modo o destino da personagem do filme, Fausta. A única relação dela é com a sua mãe e quando esta morre no início do filme fica ainda mais sozinha. É obrigada a procurar trabalho para pagar o funeral e enquanto não tem o dinheiro necessário o corpo da sua mãe permanece no seu quarto – mesmo depois de morta, é com ela que a frágil personagem se sente confortável e com quem se refugia. A procura de emprego leva-a para fora da sua zona de segurança, a conhecer contra vontade novas pessoas: uma compositora, que se inspira nas canções que Fausta tem por hábito trautear para se esconder da realidade, evocando historietas e contos locais; e o jardineiro que trabalha na mesma casa, que Fausta parece ver com menos desconfiança ao reparar na ternura com que ele cuida das plantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acima de tudo, apesar da vontade de viver ela não se atreve: afinal, a sua preocupação é não ser atacada ou violada, e para isso recorre até a outra tradição local que envolve uma batata (tem que ser visto): “Onde moro, anda-se colada à parede, senão as almas podem apanhar-te e podes morrer”. Quando alguém lhe diz que só a morte é obrigatória e o resto somos nós que escolhemos, ela naturalmente responde: “E quando te violam e te matam, isso não é obrigatório”.  São estradas solitárias e tortuosas as que ela percorre durante o filme, numa lógica de auto-defesa contra o mundo exterior, por entre  personagens que parecem viver uma angústia demorada, insensíveis na sua maior parte à alienação de Fausta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que a personagem principal do filme procura manter distâncias em relação a todos os outros, o filme parece procurar uma abordagem distanciada, contemplando os rumos de Fausta de forma quase documental, mas ao mesmo tempo criando uma relação emocional com o seu destino, já que ela está presente em todos os quadros. Acabamos por ver o mundo através dos seus olhos assustados, num vislumbre do seu mapa emocional. De certa forma, tornamo-nos a única testemunha de Fausta, os únicos capazes de a compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem durante vários momentos como cenário um noivado ou casamento: quer da sua prima que se vai casar, quer dos vários casamentos em que Fausta trabalha, sempre isolada dos retratos de felicidade artificial estrangeira que a rodeiam, sobrevivendo mesmo assim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0795441/"&gt;Oorlogswinter&lt;/a&gt; (Winter In Wartime) de Martin Koolhoven&lt;/span&gt;, Holanda, 5/10&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Conflitos revisitados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3C8YR3mSoI/AAAAAAAAAnE/2cZykAuZxLk/s1600-h/oorlogswinter-5458.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3C8YR3mSoI/AAAAAAAAAnE/2cZykAuZxLk/s400/oorlogswinter-5458.jpg" border="0" alt="" title="Oorlogswinter" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436051875535669890" /&gt;&lt;/a&gt;Historia íntima mas pouco surpreendente, este filme holandês que retrata uma jornada de crescimento interior poderia passar por filme americano tal são as convenções estilísticas e narrativas a que recorre. É mais uma história sobre a perda de inocência juvenil, de sobrevivência  em circunstâncias extraordinárias dos tempos de guerra: um rapaz vê um avião a despenhar-se durante a noite e no dia seguinte ao caminhar pelos bosques encontra o piloto inglês escondido e decide ajuda-lo a escapar, mesmo que não saiba em quem confiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há muito mais que tensas cenas de acção e sequências de perseguição, à medida que o nosso protagonista tenta manobrar entre patrulhas alemãs e escapar à supervisão parental – há uma paranóia constante em relação aos nazis e desconfiança em relação a todos que isolam o jovem na sua missão; e confrontos geracionais, que levam o rapaz a questionar o papel do pai como colaborador que tenta à sua maneira apaziguar a opressão nazi sobre os locais e uma relação com um tio ligado à resistência, que levanta algum debate sobre as escolhas em tempos extremados: se sacrificar o orgulho e não levantar problemas, ou participar em perigosas acções de resistencia activa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo como a história é filmada alterna entre momentos pessoais à procura de subtilezas nas sombras e entre momentos com resquícios de westerns e evocações de Sergio Leone, com grandes planos demorados nas faces dos actores ou slow-motions extendidos, ajudados por música orquestral que tenta atribuir grande importância dramática e construir tensão nas cenas fulcrais, na única escolha estilística de direcção, efeitos que podem parecer desajustados a tempos e que não se adequam exactamente ao tom sentimentalista da história, mas que pelo menos demostram alguma ambição cénica, que mesmo assim nunca consegue escapar das personagens unidimensionais pouco desenvolvidas e da falta de imaginação narrativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-909042398971842400?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/909042398971842400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=909042398971842400&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/909042398971842400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/909042398971842400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/oorlogswinter-la-teta-assustada.html' title='La Teta Assustada, Oorlogswinter'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S3C8ocETtNI/AAAAAAAAAnM/JM9hvNhMGjA/s72-c/12645-the-milk-of-sorrow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-3394442710839257501</id><published>2010-02-07T19:48:00.000Z</published><updated>2010-02-07T19:49:23.125Z</updated><title type='text'>Super Bowl</title><content type='html'>&lt;embed src="http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f8/271557392" bgcolor="#FFFFFF" flashVars="videoId=64790979001&amp;playerId=271557392&amp;viewerSecureGatewayURL=https://console.brightcove.com/services/amfgateway&amp;servicesURL=http://services.brightcove.com/services&amp;cdnURL=http://admin.brightcove.com&amp;domain=embed&amp;autoStart=false&amp;" base="http://admin.brightcove.com" name="flashObj" width="486" height="412" seamlesstabbing="false" type="application/x-shockwave-flash" swLiveConnect="true" 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href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/02/super-bowl.html' title='Super Bowl'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-2551707902447730734</id><published>2010-01-31T23:30:00.007Z</published><updated>2010-02-01T01:21:32.876Z</updated><title type='text'>The Limits of Control, La Mujer Sin Cabeza</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Cinema delinquente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São dois filmes que pertencem a um cinema diferente: a sua principal característica é uma escolha-declaração estilística de explorar os limites das convenções generalizadas no cinema, em perder a cabeça na descontextualização de todas as acções. Contra a corrente, não oferecem leituras imediatas, logo vivem e incitam o pensamento livre, uma análise demorada e a procura de simbolismos e analogias, libertando o espaço ocupado por explicações feitas para o espectador através de um ritmo mais pausado. Logo implicam uma observação muito mais subjectiva, mais dependente de uma interpretação visual do significado dos símbolos aludidos. Não têm portanto um impacto imediato, mas antes duradouro, que perdura tal como a acção nos próprios filmes, o que também implica que existam numa linha difícil entre o pretensiosismo e algo relevante, com a demasiada estilização da encenação e uma difícil leitura a exigir um envolvimento do espectador que pode não ter correspondência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S2YUmAUn9FI/AAAAAAAAAm0/3E5FdJCmDVU/s1600-h/limitsofcontrol.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 263px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S2YUmAUn9FI/AAAAAAAAAm0/3E5FdJCmDVU/s400/limitsofcontrol.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433052643623171154" title="The Limits of Control" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“The Limites of Control” é um filme estruturado através de várias repetições, quer visuais, quer narrativas, quer nos diálogos. Todos os planos são resultado de um estudo prévio sem espaço para a improvisação. É muito auto-referencial na medida em que não faltam contactos com outras obras de arte e de certa forma desconstrói conceitos de filmes de espionagem ou intriga em que a fútil linha narrativa se poderia inserir. Existe uma nostalgia por uma época menos óbvia, por outros ritmos, uma altura em que os fósforos ainda faziam sentido, em que como diz a personagem de Tilda Swinton havia momentos nos filmes em que nada acontece e vem à memória a sequência inicial de “Dead Man” do próprio Jarmusch. Se conceptualmente é um filme fora do espaço dos outros filmes contemporâneos, protesta também contra um pensamento único, contra o entretenimento fácil que domina a sociedade actual, com um inspirado uso de quadros e peças de música que obrigam a outro tipo de reflexões, pela celebração de diferentes línguas e culturas: a única vez que a personagem principal se parece emocionar é durante uma uma canção flamenca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É também contra uma certa uniformização ou subjugação a uma entidade que o personagem principal parece lutar, deambulando até ao final. Se é uma história sobre um agente solitário contra o uniformismo e pensamento único, estilisticamente também teria que ser contra essa uniformização pois não é um filme como tantos outros, mas até nisso existe uma lógica perversa: não é o filme que é assim por causa da história, mas a história que é assim por causa do filme, de modo a preencher os objectivos do filme.  La vida no vale nada e dois espressos, porque fazer como todos os outros não tem tanta piada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S2YVCfMYvyI/AAAAAAAAAm8/BaABOfcRSHY/s1600-h/img_tmp_image_film_id_132.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S2YVCfMYvyI/AAAAAAAAAm8/BaABOfcRSHY/s400/img_tmp_image_film_id_132.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433053132946456354" title="La Mujer Sin Cabeza" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se “The Limites of Control” mostra-nos alguém que estando na margem da sociedade parece incumbido de uma missão para eliminar um certo imperialismo artístico, em “La Mujer Sin Cabeza” existe quase um horror na profundeza da imersão na normalidade burguesa em que a personagem principal se enterra. Aqui a encenação não passa por uma estilização estruturada (é mais livre) mas pelo magistral enquadramento  constante da acção pela camâra, a tal improvisação artificial, sempre consciente da visão que tenta partilhar, sem deixar espaço para respirar: obcecada permanentemente na personagem principal, coloca a mulher no centro ou nas margens sem deixar espaço para mais nada, chegando até a obstruir ou ofuscar o que acontece fora dos limites da nossa personagem principal, reflexo da sua abstracção em relação a tudo que se passa em seu redor, exemplificado pela sua indiferença para com os empregados indígenas ou na relação com a sua família. Como na sequência de abertura do filme, do atropelamento: quase sem cortes,  não abandonamos a imagem daquela mulher por um segundo para saber o que aconteceu - apenas interessa o estado daquela cabeça. Se nos outros filmes de Lucrecia Martel havia pelo menos uma linha narrativa de suporte, ou uma descoberta de novos cenários, aqui não há mais nada do que é enquadrado: tudo o resto fica esquecido, numa corajosa escolha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mulher sem cabeça é a mulher sem sentimentos, que deambula num estado letárgico, como que a sonhar acordada: engana o marido numa noite e é lhe indiferente o que aconteceu; pensa ter atropelado alguém na estrada mas é lhe indiferente as consequências: a única vez que chora no filme não é por tristeza ou por outro sentimento nobre, apenas porque não sente nada, vive em piloto automático. Mais que uma crítica, uma constatação da apatia vazia da personagem e da sua vertigem sonâmbula, como que presa na direcção de Martel, sem possibilidade de fuga, de futuro. Uma viagem sem retorno a um estado de abstracção emocional, através de uma abstracção formal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1135092/"&gt;The Limits of Control&lt;/a&gt; de Jim Jarmush, EUA  2009, 7/10&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1221141/"&gt;La Mujer Sin Cabeza &lt;/a&gt;de Lucrecia Martel , Argentina 2008, 8/10&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-2551707902447730734?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/2551707902447730734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=2551707902447730734&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2551707902447730734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2551707902447730734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/01/limits-of-control-la-mujer-sin-cabeza.html' title='The Limits of Control, La Mujer Sin Cabeza'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S2YUmAUn9FI/AAAAAAAAAm0/3E5FdJCmDVU/s72-c/limitsofcontrol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-123235606395921299</id><published>2010-01-20T18:48:00.004Z</published><updated>2010-01-21T00:47:06.365Z</updated><title type='text'>Shortlist Oscar Melhor Filme Estrangeiro 2010</title><content type='html'>&lt;div&gt;Já são conhecidos os 9 filmes a partir dos quais sairão as 5 nomeações para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1305806/"&gt;El secreto de sus ojos&lt;/a&gt; (Argentina)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1340123/"&gt;Samson &amp;amp; Delilah&lt;/a&gt; (Australia) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1178197/"&gt;Svetat e golyam i spasenie debne otvsyakade&lt;/a&gt; / The World is Big and Salvation Lurks Around the Corner (Bulgaria)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1235166/"&gt;Un prophète&lt;/a&gt; (França)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1149362/"&gt;Das Weisse Band&lt;/a&gt; (Alemanha)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1077262/"&gt;Ajami&lt;/a&gt; (Israel)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1464239/"&gt;Kelin&lt;/a&gt; (Cazaquistão)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0795441/"&gt;Oorlogswinter&lt;/a&gt; - Winter in Wartime (Holanda)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1206488/"&gt;La Teta Assustada&lt;/a&gt; (Peru)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como era de esperar o filme nomeado por Portugal, Amor de Perdição, não foi escolhido e de resto não existem grandes surpresas: Los Abrazos Rotos de Almodovar não tinha sido nomeado por Espanha e apenas as omissões de "Police, Adjectiv" (Roménia) de Corneliu Porumboiu, (realizador de A Este de Bucareste) ou de "Baarìa" de Giuseppe Tornatore poderão causar alguma estranheza. Das Weisse Band e Un Prophète parecem estar na frente da corrida e terem a sua nomeação segura, seguidos de El secreto de sus ojos e Ajami. A nomeação de La Teta Assustada poderá ser a surpresa para a selecção final. O site &lt;a href="http://incontention.com/"&gt;incontention.com&lt;/a&gt; tem um excelente &lt;a href="http://incontention.com/?p=21160"&gt;artigo&lt;/a&gt; em que analisa alguns dos filmes nomeados e as nomeações de anos anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-123235606395921299?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/123235606395921299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=123235606395921299&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/123235606395921299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/123235606395921299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/01/shortlist-oscar-melhor-filme.html' title='Shortlist Oscar Melhor Filme Estrangeiro 2010'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-5942009402301997526</id><published>2010-01-13T14:06:00.000Z</published><updated>2010-01-13T14:10:07.805Z</updated><title type='text'>Top10 2009: Cahiers du Cinéma</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S02tIu_UfEI/AAAAAAAAAms/p1_NGUjBNtE/s1600-h/cahiers_du_cinema_web.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 162px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S02tIu_UfEI/AAAAAAAAAms/p1_NGUjBNtE/s400/cahiers_du_cinema_web.jpg" border="0" title="cahiers du cinema" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426183491615489090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;top10 de 2009, escolhido pelos críticos dos &lt;a href="http://www.cahiersducinema.com/article1919.html"&gt;Cahiers du Cinéma&lt;/a&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1257562/"&gt;Hadewijch&lt;/a&gt; - Bruno Dumont&lt;div&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0938341/"&gt;Tokyo Sonata&lt;/a&gt; - Kiyoshi Kurosawa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1354564/"&gt;Le Roi de l’évasion&lt;/a&gt; - Alain Guiraudie&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0887912/"&gt;The Hurt Locker&lt;/a&gt; , Kathryn Bigelow&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0964185/"&gt;Tetro&lt;/a&gt; - de Francis Ford Coppola&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1013856/"&gt;Singularidades de uma rapariga loura&lt;/a&gt; - Manoel de Oliveira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1205489/"&gt;Gran Torino&lt;/a&gt; - Clint Eastwood&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0361748/"&gt;Inglourious Basterds&lt;/a&gt; - Quentin Tarantino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1156173/"&gt;Vincere&lt;/a&gt; - Marco Bellocchio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1156143/"&gt;Les Herbes folles&lt;/a&gt; - Alain Resnais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e já agora, os &lt;a href="http://www.cahiersducinema.com/article1926.html"&gt;melhores da década&lt;/a&gt; para os cadernos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0301978/"&gt;Ten&lt;/a&gt;, Abbas Kiarostami&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0402399/"&gt;The New World&lt;/a&gt;, Terrence Malick&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0407304/"&gt;War of the Worlds&lt;/a&gt;, Steven Spielberg&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0389448/"&gt;Tie Xi Qu: West of the Tracks&lt;/a&gt;, Wang Bing&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0487419/"&gt;La Graine et le mulet&lt;/a&gt;, Abdellatif Kechiche&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0399146/"&gt;A History of Violence&lt;/a&gt;, David Cronenberg&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0468492/"&gt;Gwoemul &lt;/a&gt;/ The Host, Bong Joon-ho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0381668/"&gt;Sud pralad&lt;/a&gt; /Tropical Malady, Apichatpong Weerasethakul&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0363589/"&gt;Elephant&lt;/a&gt;, Gus Van Sant&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0166924/"&gt;Mulholland Drive&lt;/a&gt;, David Lynch&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;um piscar de olhos irreverente ao blockbuster mainstream americano (mas um com um toque de autor), ao mesmo tempo que elege como melhor filme da década um filme que se desenrola nas colinas escondidas de Los Angeles, sobre os segredos e sonhos perdidos de Hollywood.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Duas descobertas (e é para isso que estas listas existem): &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0381668/"&gt;Sud pralad&lt;/a&gt; / Tropical Malady ("A masterpiece of sensory cinema", "Psychedelic and haunting", "A movie to regain hope in human race") e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0389448/"&gt;Tie Xi Qu: West of the Tracks&lt;/a&gt; ("Truly unique film experience", "a ten hour film if you watch the three parts as a whole").&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-5942009402301997526?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/5942009402301997526/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=5942009402301997526&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5942009402301997526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5942009402301997526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/01/top10-2009-cahiers-du-cinema.html' title='Top10 2009: Cahiers du Cinéma'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vejFBcpo2_0/S02tIu_UfEI/AAAAAAAAAms/p1_NGUjBNtE/s72-c/cahiers_du_cinema_web.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-5394169778485658863</id><published>2010-01-03T02:39:00.003Z</published><updated>2010-01-10T23:17:20.061Z</updated><title type='text'>Top10 2009: Slant</title><content type='html'>&lt;div&gt;o top10 dos filmes de 2009, pelos críticos do site &lt;a href="http://www.slantmagazine.com/film/features/2009yearinfilm.asp"&gt;Slant&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0887912/"&gt;The Hurt Locker&lt;/a&gt; - Kathryn Bigelow&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0439817/"&gt;The Sun&lt;/a&gt; - Aleksandr Sokurov&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0964185/"&gt;Tetro&lt;/a&gt; - Francis Ford Coppola&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0361748/"&gt;Inglourious Basterds&lt;/a&gt; - Quentin Tarantino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1221141/"&gt;La Mujer Sin Cabeza&lt;/a&gt; - Lucretia Martel&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1019452/"&gt;A Serious Man&lt;/a&gt; - Ethan Coen &amp;amp; Joel Coen&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1173745/"&gt;Revanche&lt;/a&gt; - Götz Spielmann&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0903627/"&gt;Julia&lt;/a&gt; - Erick Zonca&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1103275/"&gt;Two Lovers&lt;/a&gt; - James Gray&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1100048/"&gt;35 Shots of Rum&lt;/a&gt; - Claire Denis&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-5394169778485658863?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/5394169778485658863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=5394169778485658863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5394169778485658863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/5394169778485658863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/01/top10-2009-slant.html' title='Top10 2009: Slant'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-2103624372443294669</id><published>2010-01-02T02:26:00.006Z</published><updated>2010-01-10T23:16:54.580Z</updated><title type='text'>Top10 2009: Público</title><content type='html'>o top10 dos filmes de 2009, pelos críticos do jornal &lt;a href="http://ipsilon.publico.pt/Cinema/texto.aspx?id=247756"&gt;Público&lt;/a&gt;:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10. Ex-aequo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1103275/"&gt;Two Lovers&lt;/a&gt; - James Gray&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1152836/"&gt;Public Enemies&lt;/a&gt; - Michael Mann&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1224366/"&gt;Afterschool&lt;/a&gt; - Antonio Campos &lt;/div&gt;&lt;div&gt;9. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0796366/"&gt;Star Trek&lt;/a&gt; - J. J. Abrams&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1135092/"&gt;The Limits of Control&lt;/a&gt; - Jim Jarmusch&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. Ex-aequo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0887912/"&gt;The Hurt Locker&lt;/a&gt; - Kathryn Bigelow&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1235166/"&gt;Un prophète&lt;/a&gt; - Jacques Audiard&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1221141/"&gt;La mujer sin cabeza&lt;/a&gt; - Lucrecia Martel&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0361748/"&gt;Inglourious Basterds&lt;/a&gt; - Quentin Tarantino&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1520367/"&gt;Ne Change Rien&lt;/a&gt; - Pedro Costa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1205489/"&gt;Gran Torino&lt;/a&gt; - Clint Eastwood&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1013753/"&gt;Milk&lt;/a&gt; - Gus Van Sant &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;algumas desilusões nas escolhas do Público, como a não menção a The Wrestler ou Che. É evidente a contínua admiração por filmes sem uma narrativa estruturada, por um cinema livre de argumento  que se dedica à encenação acima de tudo (Jarmush, Mann, Martel), e continua a admiração por James Gray (Two Lovers, depois de We Own the Night). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-2103624372443294669?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/2103624372443294669/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=2103624372443294669&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2103624372443294669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/2103624372443294669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2010/01/top10-2009-publico.html' title='Top10 2009: Público'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-674211405139107509</id><published>2009-12-30T02:16:00.001Z</published><updated>2009-12-30T02:18:36.252Z</updated><title type='text'>The Tarantino Mixtape</title><content type='html'>&lt;object width="800" height="450"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4368246&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=00ADEF&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4368246&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=00ADEF&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="800" height="450"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/4368246"&gt;The Tarantino Mixtape&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/eclecticmethod"&gt;Eclectic Method&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38888870-674211405139107509?l=cinemadejunkie.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/feeds/674211405139107509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38888870&amp;postID=674211405139107509&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/674211405139107509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38888870/posts/default/674211405139107509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemadejunkie.blogspot.com/2009/12/tarantino-mixtape.html' title='The Tarantino Mixtape'/><author><name>JA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15030293173296651172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38888870.post-4921056898099013093</id><published>2009-12-22T22:10:00.006Z</published><updated>2011-09-05T16:12:42.074+01:00</updated><title type='text'>Hiroshima, mon amour</title><content type='ht
